Web 2.0

O termo Web 2.0, usado inicialmente em 2004, diz respeito às tecnologias, recursos e conceitos que acarretam uma maior interatividade do usuário da internet, tornando-se um participante ativo na rede.

Diferentemente da primeira geração, na qual os sites eram trabalhados como unidades isoladas, na Web 2.0 a estrutura integra funcionalidades e conteúdo. É a troca de ênfase, que antes estava centrada na publicação, agora está na participação. A Web 2.0 proporciona, entre outros aspectos, o acesso e possibilidade de ação/edição por pessoas sem muito entendimento na área da informática (programação). Sobretudo com os blogs, enciclopédias virtuais baseadas na escrita coletiva, etc, os quais possuem uma interface simples e familiar.

Segundo Alex Primo (2006), em seu artigo O aspecto relacional das interações na Web 2.0, essa pode ser definida como a segunda geração de serviços online, caracterizada por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. Ela tem repercussões sociais importantes, que enfatizam processos de trabalho coletivo, de produção e circulação de informações e de construção social de conhecimento apoiada pela informática. .

A Web 2.0 se baseia também na inteligência coletiva. Através dela é possível haver uma organização social para se atingir um determinado fim ou para diversão. Exemplo disso são os projetos Wiki, que permitem a construção coletiva do conhecimento, assim como o registro da memória coletiva.

Os sistemas push (conteúdo “empurrado” para a audiência) e pull (“puxado” pela audiência) encontram-se de forma híbrida nessa Web participativa. Isso é possível através do sistema de assinaturas Real Simple Syndication, onde o internauta escolhe o que quer receber e então o programa faz um download dos conteúdos “assinados” que tenham sido publicados recentemente.

Outra função da Web 2.0 é permitir a organização e recuperação de documentos eletrônicos através de um processo coletivo: o social bookmarking, no qual o internauta elabora uma lista pública de bookmarks utilizando o processo chamado de “folksonomia” por Thomas Vander Wal.

Essa dinâmica alternativa da Web 2.0 permite a livre criação e a organização distribuída de informações compartilhadas através de associações mentais. A credibilidade e relevância dos materiais publicados são reconhecidas a partir da dinâmica de construção e atualização coletiva. No entanto, alguns problemas podem ser detectados: vandalismo, confusões, informações infundadas ou mal uso de ferramentas. É nesse sentido que entra o papel da arquitetura de participação, para praticar a gestão do trabalho em rede.

Em termos gerais, pode-se afirmar que na Web 2.0 importa menos o indivíduo isolado, e mais a participação da coletividade.

Há, todavia, especialistas que rebatem essa conceituação de Web 2.0, alegando que não ocorreram mudanças significativas na estrutura da rede. Afirmam que se trata de marketing ou de uma publicidade apenas com o intuito de vender uma idéia já existente, mas com outro rótulo.




Laboratório de Interação Mediada por Computador - UFRGS