Projeção Transversa de Mercator

       A Projeção Transversa de Mercator, ou Conforme de Gauss, é o resultado da projeção da superfície da esfera em um cilindro tangente ao meridiano central. São úteis para representar áreas que são maiores no sentido Norte-Sul do que no sentido Leste-Oeste. As distorções aumentam a partir do meridiano central, tanto em escala e distância como em direção e área.
       Aprimoramentos efetuados sobre a projeção de Gauss-Krüger em 1947 pelas forças armadas dos EUA deram origem ao sistema UTM (Universal Transversa de Mercator), à maneira como é definido atualmente e dando-lhe característica universal. Desde então sua utilização popularizou-se em todo o mundo, não apenas para fins militares como também para usos civis (INCRA, 2001). No Brasil, o uso da projeção UTM é normalizado para cartas com escalas entre 1:1 000 000 e 1:25 000.. É o caso, principalmente, das cartas confeccionadas como resultado de restituição dos levantamentos aerofotogramétricos, independentemente do grau de deformação que apresentam. Para cartas de grande escala, entre 1:10 000 e 1:2 000, não há norma brasileira.


       Na projeção UTM o cilindro é secante com relação à esfera, resultando em duas linhas de distorção "zero". Como decorrência da existência de regiões onde o coeficiente de escala K difere de 1, assumindo valores maiores e menores que este, a superfície projetada sofre amplificações e reduções, dependendo de sua posição relativa ao meridiano central. Na região central (± 180 km do MC) verifica-se um encolhimento da região projetada, além da conversão de escala do mapeamento. Efeito inverso ocorre com elementos representados e que encontram-se entre as linhas de secância e os limites da zona. Estes aparecem "maiores" que deveriam ser. Em medidas de áreas e distâncias que se utilizem de coordenadas planas do sistema UTM essas considerações deverão ser observadas (INCRA, 2001).