Teses 2000-2002

 

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Nível: Doutorado

Título: Como as Mulheres Amam - uma leitura semiótica-psicanalítica do amor feminino.

Autor:LOPES, Maria Madalena de Freitas

P.Ch.: Psicanálise,  Semiótica,  Amor,  Gêneros .

Ano:2002 .

Universidade:PUC/SP .

Orientador:BRAGA, Maria Lucia Santaella .

Resumo: Estudo sobre a forma de amar feminina na fundamentação psicanalítica, de Sigmund Freud e de Jacques Lacan. Neste percurso, além da teoria psicanalítica específica do feminino, o corpus teórico se centra numa literatura mais vasta, histórica e analítica, a respeito do feminismo, da filosofia, da lingüística, do campo literário e da psicanálise enquanto proposição lógica de seu desenvolvimento, com ênfase na semiótica psicanalítica. Faz parte do objetivo refletir acerca do modo como as mulheres estão implicadas na linguagem e o efeito desta sobre elas. Com a temática sobre o amor, revelar outra forma de amar. Neste sentido, Freud, favorecendo o recurso à palavra, deu voz ao feminino - pela primeira vez na história da humanidade - e, por conseqüência, cria a Psicanálise, que se faz acompanhar dos conceitos de Inconsciente e de Pulsão (sexualidade infantil). O inconsciente, como lugar outro, marca-se pela sedução e pelo envolvimento amoroso e gozoso. Na apreensão de sua teoria, Lacan revela o incesto em relação à linguagem, enquanto potência, ao mesmo tempo em que amplia a compreensão envolvida na efetivação da castração na instauração do psiquismo, de forma que não cabe na ordem da linguagem a especificidade subjetiva. Lacan, assim, destaca a dimensão da fala, do uso da palavra, visando revelá-la. A subjetividade, neste sentido, se destaca nas vicissitudes de sua forma de amar. Com referência à formalização do registro do real, Lacan evidencia uma dimensão fora-da-linguagem. Esta é a coordenada para pensar o feminino. Não estar toda na ordem da linguagem proporciona a elas experiências não-escritas nas convenções do discurso amoroso. É o campo do singular nas relações. A descoberta deste território não passa pelos jargões da maternidade, como única forma de inscrita no código e/ou como possibilidade de identificação feminina. Ser mulher, precisamente, tornar-se mulher, pode ser sua criação, no estilo da criação poética.


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