Teses 2000-2002

 

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Nível: Doutorado

Título: Por uma Semiótica do Olhar: arte, história, educação.

Autor:BUORO, Anamélia Bueno

P.Ch.: Semiótica,  Artes,  Educação,  Imagem .

Ano:2000 .

Universidade:PUC/SP .

Orientador:OLIVEIRA, Ana Claudia Mei Alves de .

Resumo: Esta é uma tese de sócio-semiótica a qual procura fundamentalmente colocar em relação a teoria e a prática do ensino da arte no contexto da escola formal de 1º, 2º e 3º graus. O eixo no qual tal relação será estruturada é o da leitura da imagem da arte, procedimento ainda fragilizado na formação do educador de arte e no cotidiano da sala de aula. Este trabalho busca argumentar em favor da importância de investir na construção de competência desse mesmo educador, com a finalidade de instrumentalizá-lo para a prática da leitura de imagem da arte de modo mais sistemático e significativo. Consideramos num primeiro momento ser necessário o estímulo a um projeto de pesquisa que encaminhe esse sujeito educador à aquisição de conhecimento mais consistente em História da Arte, com vistas à conquista de maior autonomia quanto aos conteúdos por ele trabalhados em sua disciplina. Nesse sentido, a tese propõe a leitura e análise dos procedimentos metodológicos de três importantes historiadores da arte, levantando para isso as estruturas de manipulação por eles utilizadas na produção de seus discursos, a fim de apontar sua singularidade e seus paradigmas. A finalidade desta etapa do trabalho é a de gerar no leitor a competência objetivada: a de estabelecer pela ampliação de seu conhecimento em História da Arte um subsídio para a leitura da imagem. Teoricamente embasamo-nos nos pressupostos da semiótica greimasiana, escolhida como um dos possíveis caminhos para a leitura visual, a qual considera a arte como linguagem e a produção artística como texto estruturado a partir de relações sintáticas e semânticas. Sendo a produção artística plena de sentidos, o seu significado para alguém é construído por esse sujeito a partir de percursos gerativos de sentido que emergem do próprio texto e se movem na direção inversa da produção da obra. Não se trata portanto da mera transmissão entre emissor e receptor, como propõe a teoria da comunicação; muito mais trata-se de uma relação entre dois sujeitos: a obra e o que a vê. O leitor parte do plano da expansão estruturante da obra para atingir níveis mais profundos da construção do sentido do texto. Esses percursos visuais, psotula a semiótica, abrangem os níveis fundamental, narrativo e discursivo, num repintar da obra de fora para dentro. Chega assim ao tratamento do enunciado da obra e da enunciação - o modo como ela mostra o que é mostrado. Tais procedimentos semióticos de apreensão da significação são detalhados nesta tese em análises de cinco obras da Arte Moderna do período 1910 a 1915.


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