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Mário Martins

Mario Martins será o primeiro psicanalista de Porto Alegre e, segundo Gageiro (2001), o primeiro psiquiatra latino-americano a passar por uma formação em psicanálise. É, portanto, por muitos considerado pioneiro e fundador do movimento psicanalítico no Rio Grande do Sul.

Em 1944, partiu para Buenos Aires juntamente à sua esposa Zaira Bittencourt Martins, para realizarem sua formação analítica, sendo analisados por Angel Garma – analisando de Theodor Reik e Céles Ernesto Cárcamo.

Em março de 1947, retorna a Porto Alegre, sendo ele considerado o primeiro analista com formação oficial a exercer suas atividades na cidade. Uniram-se a Mário, no objetivo de promover a psicanálise, José Lemmertz (que se analisou com Luiz Rascowsky em 1949 em Buenos Aires); Celestino Prunes em 1952 (que se analisou no Rio de Janeiro com Werner Kemper, originário do Instituto de Berlim); e Cyro Martins em 1954 (que foi analisado por Arnaldo Rascowsky em Buenos Aires). (História da SPPA, [online])

Também Ernesto La Porta, Paulo Guedes e David Zimmermann, e, posteriormente, Güinther Würth, Roberto Pinto Ribeiro e José Maria Santiago Wagner aproximaram-se do grupo de Mário, e em 1957 funda-se o Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, juntamente também aos nomes de Sérgio Paulo Annes, José de Barros Falcão, Avelino Costa, Manoel Antônio Albuquerque, Luís Carlos Meneghini, Leão Knijnik e Fernando Guedes. Esse centro de estudos - cujo embrião está ligado ao pioneirismo de Mário Martins no Estado - será oficialmente reconhecido pela IPA em 1961 como Grupo de Estudos no 22º Congresso Psicanalítico Internacional de Edinburgh sob patrocínio da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro.