Boletim

 


Volume 5-- 1968 -- p 21-30

 

 

COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM


Yone Caldas
Maria Cândida Reis
Rachei Silveira Neto

Rio de Janeiro - Brasil

 


No nosso trabalho, procuraremos focalizar a função da linguagem como meio especifico de comunicação humana, alguns aspectos sôbre a gênese dessa comunicação., as condições que permitem o seu desenvolvimento ou que o impedem.

Sabemos que, até que a comunicação humana se estabeleça em têrmos de palavra falada, um longo processo evolutivo ocorre. Inicialmente, a criança, ao nascer, estabelece certos sistemas de comunicação com a mãe ou substituta, sistemas baseados na afetividade, uma vez que seu aparelho perceptivo não está ainda desenvolvido. Essa comunicação, baseada nos afetos, faz-se através dos contatos corporais com a mãe e a afetividade vai determinar a qualidade da experiência. É a base da comunicação interpessoal resultante do contato humano.


Pouco a pouco a criança vai discriminando o mundo externo. SPITZ, em estudos de observação de crianças no primeiro ano de vida, nos dá, como primeiro sinal dessa discriminação, o reconhecimento da criança do conjunto formado pela fronte, olhos e nariz, que êle chama de Gestalt-sinal, ao qual a criança reagiria com um sorriso. Entretanto, a distinção entre o eu e o não eu só se dará mais tarde, quando a criança faz primeiro o gesto nao com a cabeça e, depois, diz a palavra não. Assim, a palavra seria o substituto do gesto e êsse não seria a tomada de consciência de um eu, em oposição ao não eu. PIAGET diz que "a criança toma consciência da resistência das coisas e das pessoas: há discordância entre o desejo e a realização". Assim, uma vez que a palavra surge, ela substitui[p.21] os outros sistemas de comunicação anteriores e, em vez de amor ou ódio, resistência ou submissão, fuga ou luta, a criança começará a dialogar. Ésses sistemas se apresentam concomitantemente, até mesmo na idade adulta, como bem assinalou PIAGET. Em seus estudos com as crianças, êle apresenta, entre outros tipos de linguagem, a ecolalia, rostos das vocal!zações dos bebês, da repetição das palavrás que ouve; o monólogo em que a criança fala para si mesma, até atingir as perguntas e respostas em que o interlocutor é parte importante para o diálogo.

Mediante que processos a criança chegaria a essa etapa? Inicialmente, a criança repete os sons e palavras emitidos pela própria mãe. Na repetição dêsses sons ou palavras a criança é como o próprio eco da mãe.

Convém notar que, durante êste período, existe urna dependência da criança em face da mãe que cuida dela. Com o desenvolvimento, outras funções surgem, especialmente a locomoção e manipulação do ambiente, passando a criança para uma fase de maior atividade e independência. Nesse momento a atuação da mãe se modifica ao passar a proibir as suas atuações. A mãe diz não, faz o gesto não. A partir do momento em que a criança passa a usar o gesto não e a palavra não, uma etapa marcante foi ultrapassada, uma vez que, através da identificação com a mãe que proibe, que observa, que controla, a criança passa a usar a mesma atitude, como se fôsse dela mesma. Êsse conjunto de fatôres faz com que uma separação maior entre a criança e a mãe se dê, tornando-se a comunicação entre ambas à distância. Êsse processo de identificação é inconsciente.


Portanto, a partir da comunicação corporal e da repetição das palavras da mãe, a linguagem evolui, tornando-se própria da criança na medida em que se fazem as identif icações que assim a enriquecem. A fala na terceira pessoa seria um sinal dessa consciência de si mesma como uma entidade isolada do outro, até o ego atingir a uma integração maior através de sua função sintética, segundo HARTMANN, quando então ela desaparece. A personalidade, por conseguinte, se integra e se individualiza.

Segundo o que já expusemos, surge a pessoa da mãe ou substituta como fator importante para o desenvolvimento da comunicação na linguagem. Assim, seguindo a teoria de SPTIZ, ternos que na linguagem os sinais semánticos substituem [p.22]a Gestalt-sinal. Ora, essa Gestalt-sinal resulta do contato com a mãe, em que os afetos surgem como elemento definidor. Os sinais semânticos da linguagem, substituindo a Gestalt-sinal, trazem consigo a relação com essa mãe ou substituta e são, ao mesmo tempo, resultado da identificação da criança com ela.

Por outro lado, também um processo de identificação da mãe com a criança se dá. PIAGET fala-nos que "os pais empregam expressões para se colocarem ao nível da criança", possibilitando uma melhor comunicação. É da possibilidade que possuir a mãe de voltar a sistemas anteriores de comunicação, já abandonados por ela, identificando-se com a criança, que esta se beneficiará, uma vez que será entendida. Assin assumem papel de grande importância os sentimentos da mãe com relação à criança, o que ela espera de seu filho, a apreciação que faz dêle, uma vez que será a afetividade que orientará, no início, a comunicação entre ambos. É a relação com a mãe que transmite segurança e favorece o crescimento; e é através dos cuidados que ela tem com a criança, da imagem que faz dela, das suas próprias identificações que isso de dá. Dessa forma, se a criança não puder manter inicialmente relações satisfatórias, ou se a mãe não tornar possível uma comunicação da criança com ela, o crescimento será prejudicado.

SPITZ mostra-nos, com o problema do hospitalismo, o prejuízo motivado pela carência afetiva. SLAVSON apresenta como fator importante de distúrbio do desenvolvimento a mãe exigente, rejeitadora, incapaz de aceitar seu papel de mãe como adulto e que age sôbre a criança, frustrando-a, punindo-a, controlando-a excessivamente. Ela estaria identificando na criança quelas atitudes que não pode aceitar nela mena, a sua própria parte infantil que precisa ser afastada. Dessa forma ela mantém uma imagem idealizada de si mesma. De um modo geral ela se sente muito criticada pela própria mãe, mostrando experiências infantis de rejeição. Por outro lado, a situação é agravada quando o pai tem um papel recessivo ou quando existe um irmão rival que se torna o preferido. Parece que isso ocorre, principalmente, por facilitar as identificações de um, com o que é rejeitado e, do outro, com o que é aceito. A criança se vê roubada pelo irmão, sentindo que a êle é dado o carinho que deveria ser dela.

Dentro dêste contexto, a criança pode adotar uma atitude de submissão, aliada a uma agressão subjacente que pode[p.23] eclodir a qualquer momento. A criança passa a se sentir extremamente perigosa, precisando ser controlada, surgindo modos regressivos de conduta, como única possibilidade de manter uma boa relação. A criança se sente, ao mesmo tempo, desvalorizada, rejeitada, não amada. FAIRBAIRN se refere a problemas de psicopatologia que consistem em que a criança não se sente bastante amada e aceita como pessoa. PIAGET, quando se refere à oposição entre a criança e os adultos, diz que "esta discordância é sentida sob a forma de resistência intencional das pessoas e das coisas: o real se torna cheio de intenções atribuidas aos outros A realidade torna-se povoada de intenções pessoais localizadas e multiformes"

No tocante à comunicação pela lingt.iagem, uma vez que a comunicação afetiva não se estabeleceu satisfatàriamente, parece que se tornará afetada, e a forma regressiva em que se apresentar, terá o significado de ser aquela comunicação que a criança emocionalmente sente ser a aceita pela mãe. O desenvolvimento se torna desharmónico, não se estabelecendo as fronteiras entre o eu e o não eu. O desligamento da criança da mãe não se dá, tornando-se uma ligação simbiótica patológica. Nestes casos, o tratamento para ambas é indicado.


CASO APRESENTADO

Carlos é um menino de 7 anos que foi enviado a tratamento psicológico por psiquiatra. Apresentava os seguintes problemas: ecolalia e, às vêzes, agitação; irritava-se por qualquer coisa. Já havia sido diagnosticado por outros especialistas como retardado. Antes de ser encaminhado, foi examinado por pediatra, neurologista, psiquiatra e psicólogo. Os exames orgânicos não acusaram outro fato anormal, a não ser criptorquidia. O exame psicológico mostrou tratar-se de criança com inteligência normal e problemática emocional intensa.
DADOS DA ANAMNESE- A mãe disse ter estado nervosa durante a gestação, atribuindo o fato ao mêdo do parto. Perdeu sangue, o que a fêz temer pela vida da criança. Mais ou menos 15 dias antes do parto teve falta de ar. Na ocasiáo, fazia muitos projetos, preparando-se para a maternidade lendo livros de psicologia.
O parto foi cesário. A criança nasceu com 2 kg e ficou no oxigênio. No dia seguinte teve uma sufocação. Não teve[p.24] reflexo de sucção imediato, foi alimentado com colher e depois passou para a chuca com leite materno. Quando a mãe levou a criança ao médico, êste teria dito que ela estava matando a criança, de fome. O menino sempre teve dificuldade em se alimentar, o que até o momento é motivo de conflito.
Andou em época normal e depois começou a andar na ponta dos pés. A mãe achava que fôsse bom exercício para se equilibrar. Moravam, nesta época, em apartamento e a mãe não permitia que a criança empurrasse cadeiras, o que gostava de fazer, por causa do vizinho. Temia muito as janelas, impedindo que o menino trepasse para olhar a rua.
A &iança não mexia em nada: "não parecia que tinha criança em casa, as vizinhas até elogiavam". (Sic)
Cedo controlou os esfíncteres, sendo a disciplina iniciada antes de 1 ano.
Quanto à educação, disse o pai: "Éle apanhava e nós gritávamos para, que fizesse o que achávamos certo".
Aos 3 anos teve noites seguidas de insônia, o que ocorreu após o nascimento do irmão, não querendo vê-lo. A mãe faz sempre muitas comparações entre os dois, sempre elogiando o mais nôvo.
Nessa mesma ocasião refere-se que a avó materna, por quem a mãe se sente muito criticada, notou que o menino era diferente, muito, muito parado. A partir daí começaram a correr consultórios médicos.
Aos 2 anos não falava; aos 3, dizia algumas, palavras. Sômente aos 4 anos começou a formar frases. A criança não teve companheiros de brinquedos, pois a mãe diz que os outros eram incompreensíveis. O menino" tem tendência para aprender palavrões" e por isso a mãe não o deixa sair.
Comia com a própria mão; às vêzes a mãe dava na bôca. Não se vestia nem tomava banho sôzinho. Não sabia muitas partes do corpo.
Nas suas relações com o marido, caracterizada pçr ela como "afinidades espirituais", êste surge como uma figura bastante idealizada. O pai, com relação ao que considerava rebeldia do menino, batia: "êle precisava de respeitar alguém".
A partir do momento em que a família sentiu o problema, uma atitude de isolamento se instalou, evitando relações com outras pessoas.[p.25]

TRATAMENTO - A psicoterapia de base analítica foi iniciada com 3 sessões por semana e o acompanhamento semanal à mãe, cuja finalidade era:
1 - levá-la a aceitar um tratamento para ela mesma através da tomada de consciência de suas dificuldaades com relação ao menino;
- avaliar o tratamento da criança;
- colher dados que pudessem cada vez mais esclarecer a problemática.
O acompanhamento foi feito em técnica de aconselhamento não diretivo. Posteriormente, em virtude do andamento do caso, surgiu também a necessidade do atendimen.to ao pai.
EVOLUÇÃO DO CASO - Inicialmente a criança se limitava a repetir o que lhe era dito, numa ecolalia intensa. Sua conduta era bastante agressiva, chegando a quebrar todos os brinquedos e a caixa. Várias vêzes urinou no chão. Quando a ansiedade aumentava diante de sua própria agressão, ria convulsivamente. Mantinha sempre a porta aberta numa comunicação constante com a máe. Isso significava a impossibilidade de se manter longe do contrôle dela.
A atitude para com a terapeuta era de quase completa alienação, progredindo para agressões físicas que se alternavam com atitudes amorosas, sentando-se-lhe ao colo, abraçando-a, esfregando seu rosto no rosto da terapeuta, numa comunicação corporal. A mãe, referindo-se a isso, declarou que com ela êle nunca tinha agido assim.
Com a evolução do tratamento a ecolalia foi abandonada. A comunicação pela linguagem passou a se fazer através de palavras - frase e já de expressões como: caiu no fundo do poço, jogar no meio da rua, foi atropelado, etc. Surgiram verbos no imperativo. Posteriormente, passou a falar na 3. pessoa. O conteúdo era sempre de proibições: Carlos, não pega nisso; Carlos não pode trepar aí, etc.
Após aproximadamente oito meses de tratamento, surge urna sessão que consideramos de primordial importância. O menino chega, entra e deixa a porta aberta como habitualmente faz. Vai à caixa e diz: - Vou apanhar as tintas e o pincel. Dirige-se à pia para lavar o pincel. Imediatamente diz: - "1h, eu estou falando", e começa a rir. Durante essa sessão referiu-se à água que caiu em sua roupa, dizendo: - Estou me molhando todo. Ao sair, deu até logo.
Esta foi a primeira sessão em que uma comunicação direta conosco se deu, aliada à tomada de consciência do eu[p.26] que atua, que fala, que se observa, mostrando o início de uma organização e de urna individualização. É importante notar o riso após a comunicação, riso que sempre acompanhava qualquer atitude por êle sentida como destrutiva e que ao mesmo tempo era o sinal de desvalorização ou minimização para conter a ansiedade. Individualizar-se era romper uma relação.
A partir dêste momento um grande avanço terapêutico se deu, progredindo até que as sessões passaram a ser com a porta fechada, significando a separação da mãe. Surgiu o diálogo com a terapeuta, numa sessão de grande significado. O menino trepou sõbre o balcão e, em resposta ao que a terapeuta lhe dissera, começou a falar alto: - "Eu quero crescer, eu quero crescer". Na relação com a terapeuta, esta foi identificada com a mãe que proibia e que êle via impedindo-o de crescer.
Aqui é importante verificar que, ao dialogar, êle se escondia atrás da persiana da janela. Era a sua parte que estava até então escondida, a que falava, que dialogava, que crescia. Quanto a isso, um outro fato elucidativo sucedeu, quando o menino começou a elaborar seu desejo de ficar mais tempo no consultório, "até de noite". Durante êsse período, antes de poder verbalirzar seu desejo, o menino foi surpreendido pela mãe durante a noite, sentado na cama, acordado. A mãe perguntou o que estava fazendo e êle disse que "estava esperando o falador". Nessa mesma ocasião falou à empregada: - "É bom conversar", O pai também era sentido como frustrador e onipotente, identificado com figuras mágicas ou poderosas como Falcão Negro, Castelo Branco, etc.
Após 10 meses de tratamento, a criança foi para a escola, após já ser vencida a resistência dos pais. A mãe colocou-o em classe pré-primária com o irmão. Com pouco tempo, fêz em casa um desenho, dizendo "Essa é a escola" e que o pai pareceu achar bom. Depois verbalizou seu desejo de casar com a professôra. Esta fêz uma apreciação sôbre o menino, dizendo "Afinal de contas o que é que êste menino tem para estar em tratamento? êle é igual aos outros". Nessa ocasião o menino pediu para mudar de classe, pois na classe em que estava "não aprendia nada".
Durante as sessões, sua conduta se modificou: os brinquedos já não ficavam espalhados mas, sim, dentro da caixa, e escolhia aquêles com que queria brincar. Uma atitude de cuidado com relação ao consultório surgiu, limpando-o e enxugando-o quando sujava ou molhava.[p.27]

É importante agora uma apreciação da conduta da mãe, durante as sessões. Como a porta estivesse aberta, ela controlava a sala. Quando o menino saía, ela falava todo o tempo, usando esta atitude para controlar suas ações. Quando êle ia ao banheiro, a mãe também entrava. Seu contrôle se estendia à escola onde o irmão agia como agente controlador, contando à mãe o que êle fazia. Numa entrevista de acompanhamento, contou que já há algum tempo o menino estava indo ao banheiro sõzinho, o que a surpreendeu quando soube.
Fatos importantes foram observados: assim, quando o menino, em grande ansiedade, começava a rir e saía da sala, a mãe ria também, ansiosa. Nas sessões de companhamento o riso funcionava como defesa. Nas sessóes, o menino mostrou que se sentia ridicularizado pela mãe. Várias vêzes, durante as sessões de acompanhamento, falava da vergonha que sentia na rua pois os outros riam do que o menino fazia.
Um outro aspecto da identificação entre mãe e filho ocorreu em sessões em que ela adotava quase a mesma atitude do menino que brincava, ajoelhando-se na sala de espera para ler o jornal. Um outro fato que vem demonstrar a identif icação na criança dos desejos da mãe, foi a reação da mesma na sessão de acompanhamento, de forte agressão ao que ela julgava ser uma rejeição terapeuta com relação à criança por "não ter aceito um brinquedo que a criança lhe dera" (sic). Naquela ocasião, o brinquedo não tinha significado de presente para a terapeuta; no entanto, na mesma época, a mãe havia dito que estava fazendo um lenço para presentear a psicóloga que fazia o acompanhamento. Seus problemas impediam que levasse o presente e usou o menino para tal, de forma inteiramente inconsciente. A mesma atitude foi adotada pelo pai nas sessões de acompanhamento.
A mãe considerava o problema do menino uma expiação para suas culpas, justificando isso pelo fato de ser espírita. Dizia freqüentemente: "eu pioro quando Carlos piora". A partir do momento em que o menino fechou a porta, a mãe, numa tentativa de mantê-lo sob seu contrôle, passou a aproveitar os poucos momentos em que a porta ficava aberta, para falar com êle da sala de espera para dentro da sala de brinquedos, o que até então não ocorria. Sempre que o menino apresentava alguma melhora ela atuava de modo a evitar que se estabelecessem outras relações fora do âmbito familiar: ora fazendo com que faltasse à escola, ora ao consultório, alegando sempre doença do menino: gripe, vermes, etc. Com o correr de atendimento[p.28], mostrou ser o menino um atestado de seu fracasso como mãe, o que fêz cair a imagem idealizada de si mesma.
O pai fazia de si mesmo uma imagem também idealizada, vendo a mulher como doente que precisava ser tratada, identificada com a criança, assumindo uma atitude fria, de contrõle e superioridade. Dizia que os problemas já não o atingiam mais, que estava acima dêles. Alienou-se do problema, não querendo aceitar sua participação, recusando de início as sessões de acompanhamento que foram aceitas mais tarde. Com relação ao problema, assumia uma atitude de resignação, procurando na carência de vitaminas uma justificativa. Mostrava-se bastante intelectualizado, desvalorizando o tratamento. Entretanto, numa das sessões, mostrou-se surpreso e ao mesmo tempo satisfeito quando relatou um recado que o menino dera, dizendo - "Isto já foi uma comunicação".
Podemos verificar que o pai e a mãe, de início, não aceitavam a sua responsabilidade no problema, sendo. o acompanhamento um fator importante para que isso se desse.

CONCLUSÕES - Do que expusemos podemos concluir:
1 - que a comunicação pela linguagem apresenta um fator afetivo de suma importância para o seu desenvolvimento;
2 - que o ambiente e as relações que a criança estabelece com êle são condições para êsse mesmo desenvolvimento;
3 - que sob condições de relações estabelecidas, desfavoràvelmente, um distúrbio pode ocorrer;
4 - que a terapia se apresenta como a retomada de uma comunicação necessária, a partir da qual é possível à mesma evoluir até atingir à linguagem falada, atrvés da elaboração afetiva;
5 - que neste particular, o processo terapêutico permite uma abordagem dos - problemas da Psicologia da Aprendizagem, pcdendo contribuir para as suas teorias.

CONSIDERAÇÔES FINAIS - Gostaríamos que nosso fôsse considerado do ponto de vista da pesquisa das necessárias ao desenvalvimento da linguagem como o humana e das prováveis causas de distúrbio, possibilitando o levantamento de novas hipóteses a serem comprovadas.[p.29]

RESUMO:

As autoras iniciam por resumir os processos de evolução da comunicação na criança, até o uso da fala, salientando os aspectos afetivos das primeiras relações inter-pessoais e ambientais para um bom desenvolvimento da linguagem como meio de comunicação.
Chamam a atenção para os distúrbios que podem ocorrer na linguagem, quando estas condições, nas primeiras relaçóes entre a criança e a mãe ou substituta, não forem estabelecidas favoràvelmente.
Relatam um caso de psicoterapia com um menino de 7 anos, cujo sucesso foi devido, em grande parte, à disposição dos pais, de se submeterem a sessões sistemáticas de acompanhamento durante o tratamento do filho.

SUMMARY:

The authors summarize the procesa oS child's communication evolution, including speaking, pointig out the importance of the affective aspects of first interpersonal and environment relations to a good development of language as a way of communication.
They enphasize good mother and child relationships as of primary importance for child language development.
They present a case study of a boy treated by psychotherapy and successfully recovered with the parent's cooperation.

BIBLIOGRAFIA

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8 - SPITZ, R. - O desenvolvimento emociona) do recém-nascido. No y si.[p.30]

 


 

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