MISOPROSTOL
O misoprostol,
comercializado com o nome Cytotec, é utilizado na prevenção e tratamento de úlceras
por inibir a secreção gástrica. Seu uso com esse propósito não tem sido recomendado
durante os períodos iniciais da gestação, pois pode ocasionar contrações uterinas e
com risco para o embrião/feto. No entanto, o uso deste medicamento na tentativa de
provocar o aborto, fundamentalmente nos primeiros meses de gestação, é bastante
difundido no nosso país. Seu uso por via vaginal tem-se demonstrado efetivo na indução
do abortamento precoce após a morte fetal.
O uso do misoprostol como abortivo sem
acompanhamento médico pode levar a uma gestação que não se perde, ocasionando uma
ansiedade adicional na mãe pelo possível risco para o embrião/ feto.
O aborto causado por Cytotec pode ser
incompleto, o que poderá resultar em sangramento perigoso, hospitalização, cirurgia,
infertilidade ou morte materna ou fetal. Têm sido relatados os seguintes efeitos adversos
gastrintestinais (diarréia e dor abdominal) e ginecológicos (sangramentos, distúrbios
menstruais, hipermenorréia e dismenorréia). Efeitos adversos adicionais mais
freqüentemente descritos incluem: naúsea, dor de cabeça, flatulência, dispepsia,
vômitos e constipação.
Estudos prévios (diversos realizados pela
equipe do SIAT) já identificaram este fármaco como um teratógeno responsável por
malformações no embrião exposto, como defeito de redução de membros, lesões variadas
do sistema nervoso central e/ou seqüência de Moebius. Entretanto o risco absoluto para o
feto, após uma exposição, ainda não está definido e aparentemente é inferior a 10%.
O Cytotec não deve ser usado em mulheres
grávidas. As mulheres devem ser orientadas no sentido de não engravidarem enquanto
estiverem tomando este medicamento. Se acontecer de uma delas engravidar quando em uso de
Cytotec, a administração deste produto deve ser imediatamente interrompida.
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