Talidomida
A síndrome clássica, descrita na década
de 60, inclui, além da perda gestacional, malformações severas, especialmente de
membros (sendo a focomelia o defeito que mais chamou a atenção para sua
identificação), anomalias cardíacas, renais, microtia, anotia e surdez. Esta droga é
muito específica para o período gestacional de uso e o risco estimado foi de 20% para os
fetos expostos entre o 34º e 50º dias de gravidez. Após identificada sua
teratogenicidade no início dos anos 60, foi retirada imediatamente do mercado. Em alguns
países como o Brasil, por exemplo, continua a ser utilizada para o tratamento da
hanseníase, e diversos casos da embriopatia por talidomida já foram descritos aqui nos
anos 80 e 90 (Castilla e cols., 1996). Atualmente um outro potencial uso deste fármaco é
para alguma complicações da AIDS, o que torna possível a volta da síndrome da
talidomida fetal no nosso tempo. (Saldanha, 1994)