Máquina de ensinar de Skinner – 1
Fragmento de: Skinner, B. F. Tecnologia do Ensino. São Paulo: Herder e Edusp, 1972.
Tradução: Rodolpho Azzi
CapÃtulo II – A Ciência da Aprendizagem e a Arte de Ensinar. Este capÃtulo foi lido em conferência na Universidade de Pittsburgh no dia 12 de março de 1954 e publicado na Harvard Educational Review, 1954, vol 24, nº 2, pp. 86-97 e em Current Trends in Psychology and the Behavioral Sciences, University of Pittsburgh Press, 1954.
Página 22.
[...]
A caracterÃstica importante do aparelho é o reforço imediato da resposta correta (grifo nosso). A simples operação da máquina deverá provavelmente ser suficientemente reforçadora para manter o aluno médio ocupado por um perÃodo razoável todos os dias. A professora pode facilmente supervisionar toda uma classe trabalhando com estes aparelhos ao mesmo tempo e, no entanto, cada criança progride no seu próprio ritmo, completando tantos problemas quanto lhe for possÃvel durante a hora de aula. Se a criança tiver de, por qualquer razão, abandonar a sala, pode, ao voltar, continuar onde parou. A criança bem dotada progredirá rapidamente, mas é possÃvel evitar que se adiante muito, dispensando-a de aritmética por algum tempo ou lhe dando séries de problemas especiais, que a familiarizem com outras possibilidades interessantes da matemática.
O aparelho permite a apresentação de um material cuidadosamente planejado, no qual cada problema dependerá da resposta ao anterior e onde, por isso, é possÃvel fazer progresso contÃnuo até a aquisição de um repertório complexo. Adaptações podem ser feitas para registrar os erros mais comuns de modo que as fitas possam ser modificadas de acordo com as exigências da experiência. Passos adicionais podem ser introduzidos onde os alunos encontram dificuldades, até que finalmente o material atinja o ponto em que as respostas do aluno médio estejam quase sempre certas.
Se o próprio material não se mostrar suficientemente reforçador, outros reforçadores à disposição da professora ou da escola podem ser relacionados com a operação do aparelho ou com o progresso através de uma série de problemas. Reforçadores suplementares não sacrificarão as vantagens advindas do reforço imediato e da possibilidade de construir uma série ideal de passos, que abordem da maneira mais eficiente o repertório complexo do comportamento matemático.
Um aparelho semelhante, no qual os cursores têm também letras do alfabeto, foi concebido para ensinar ortografia (Figura 2). Além das vantagens que podem ser obtidas com o reforço exato e a programação cuidadosa (grifo nosso), o aparelho ensina ao mesmo tempo a ler. Pode também ser usado para construir o amplo e importante repertório de relações verbais, que se encontram na lógica e na ciência. Em resumo, pode ensinar raciocÃnio verbal. O aparelho pode também ser usado como um autoteste de escolha múltipla.
Importante: os grifos são nossos
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Blog da Psicologia da Educação 





Oi, Paulo. Parabéns pelo blog. Felicito a você e a tua equipe pelo trabalho realizado. Um trabalho cuidadoso e completo e bom de ler. Novamente, parabéns.
Comentário por Evandro Alves — maio 20, 2009 @ 9:31 am
Muito interessante este artigo me ajudou bastante.
Comentário por maria geanne moreira da silva — setembro 25, 2010 @ 10:48 am