PSIBlog da Psicologia da Educação UFRGS

outubro 6, 2010

Inscreva-se no RSS

Freud além da alma, por Rubens Ewald

Arquivado em: Freud, Psicanalise — admin @ 11:32 am

“Freud, Além da Alma” é lançado em DVD
10/11/09 – 18h04

Rubens Ewald Filho
Fonte: http://jovempan.uol.com.br/opiniaojovempan/comentaristas/freud-alem-da-alma-e-lancado-em-dvd————-178881,,0

Crítico de cinema

A biografia de Sigmund Freud é abordada no filme de maneira mais real. O ator Montgomery Clift faz o papel do pai da psicanálise, vale a pena.

Ouça o podcast:
Rubens Ewald Filho

.

Inscreva-se no RSS

Freud além da alma, por Luiz Zanin

Arquivado em: Freud, Psicanalise — admin @ 11:16 am

Freud Além da Alma

Por Luiz Zanin
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/freud-alem-da-alma

Seção: Cinema

08.novembro.2009 20:10:58

Num dos extras do DVD de Freud Além da Alma (John Huston, 1962, Versátil), o psicanalista Renato Mezan situa historicamente o interesse do diretor norte-americano pela vida do pai da psicanálise. Nos anos 1950 havia saído novo material biográfico sobre Freud, inclusive parte da correspondência mantida com Wilhelm Fliess nos anos cruciais de descoberta, quando o jovem médico tateava entre a neurologia e algo que ele não sabia direito ainda o que seria – e mais tarde chamaria de psicanálise.

De fato, é um material apaixonante, ainda que unilateral (só temos as cartas de Freud, não as de Fliess) e que ajuda muito na reconstrução de uma época arqueológica. Freud morava em Viena e Fliess em Berlim. É muito possível que a troca de cartas tenha ajudado Freud a deixar claras as coisas para si mesmo. Para os leitores, é uma forma de tomar consciência de como são penosos os primeiros passos em terreno inexplorado. De qualquer maneira, de acordo com Mezan esse material, entre outros, ajudava naquele momento a “humanizar” o descobridor da psicanálise e torná-lo um personagem vivo, atual e interessante, merecedor de ser tratado pelo cinema.

Tocado pela aura de Freud, Huston tinha em mente um projeto ambicioso. Tanto assim que convidou ninguém menos que o filósofo francês Jean-Paul Sartre para escrever o roteiro. Sartre aceitou, demorou-se para entregar o texto e, quando o fez, este veio na forma de um calhamaço de centenas de páginas, definido por Huston como “infilmável”. Sartre não baixou o facho e, ofendido, comentou que diretores de cinema “ficavam tristes quando tinham de pensar”. Enfim, Freud, segundo Sartre, não foi para o celuloide. Acabou publicado em forma de livro (no Brasil pela Nova Fronteira, com 769 págs.).

Dessa forma, o roteiro de Freud Além da Alma vem assinado por Charles Kaufman e Wolfgang Reinhardt que, se pode dizer, fizeram bom trabalho para Huston, fornecendo-lhe uma base sólida sobre a qual ele pudesse construir suas imagens. A dificuldade seria dar vivacidade a uma história que tira todo o seu encanto da vida interior dos personagens e não propriamente de acontecimentos trepidantes em termos de ação. Mas Huston se mostrou suficientemente lúcido para dar ao filme o tom de uma história de mistério, empolgante saga de conquista de um território desconhecido – metáfora, aliás, utilizada com frequência pelo próprio Freud ao se referir ao inconsciente.

Freud Além da Alma se concentra nos anos iniciais da trajetória do personagem, no desbravamento desse novo campo do conhecimento, aliás, bastante incômodo para o narcisismo contemporâneo. Não por acaso, a narrativa começa pela comparação freudiana de sua percepção da primazia do inconsciente com as teorias de Copérnico e Darwin, que desmistificaram a ilusão da Terra como centro do sistema solar e a do homem como espécie à parte no reino animal. A terceira “ferida narcísica”, diria Freud, teria chegado com a psicanálise, ao revelar que a razão é incapaz de explicar o todo da dimensão humana. O homem “freudiano” não seria dono de sua própria casa ao ignorar o sentido daquilo que pensa, sente ou faz. A psicanálise produziu esse descentramento radical.

E por isso mesmo provocou toda sorte de resistências. É delas que se ocupa o filme em boa parte, mostrando um Freud estigmatizado pela classe médica do seu tempo, mas encontrando um aliado na figura de Joseph Breuer (Larry Parks). Para contar essa história, os roteiristas e Huston usam técnicas descritas por Freud na mecânica dos sonhos e conhecidas por poetas e artistas em geral: fundem personagens, intercambiam características de um para outro, recriam cenas, inventam e fantasiam para melhor dar forma ao relato. Assim, adivinhamos na paciente inaugural, Cecily (Susannah York), traços de Anna O., a histérica tratada por Breuer. Mas Cecily não é Bertha Pappenhaim (verdadeiro nome de Anna O.) e sim um compósito de vários casos reais e outros inventados.

Do mesmo modo, o filme mostra como a invenção da psicanálise foi não apenas um embate com os pacientes, mas de Freud consigo mesmo. Não é que teve apenas de lutar contra resistências externas e internas para desenvolver suas ideias e chegar à “verdade” do inconsciente. O neurótico que ele de fato era deu-lhe as chaves para descobrir o mecanismo geral do psiquismo e o fator sexual inconsciente que está em sua base. Tudo isso o filme de Huston narra, inventando para ser mais fiel ainda à realidade dessa extraordinária aventura pessoal e do conhecimento.

(Cultura, 8/11/09)

agosto 6, 2010

Inscreva-se no RSS

POR QUE A GUERRA? – Freud e Einstein

Arquivado em: Freud, Psicanalise — admin @ 1:10 am

POR QUE A GUERRA?

Autores: EINSTEIN E FREUD – 1932

(b) TRADUÇÕES INGLESAS: Why War?
1933 Paris: Instituto Internacional para Cooperação Intelectual (Liga das Nações). 57 págs. (Trad. de Stuart Gilbert.)
1939 Londres: Peace Pledge Union. 24 págs. (Reimpressão da anterior.)
1950 C. P., 5, 273-87. (Omite a carta de Einstein.) (Trad. de James Strachey.)

A presente tradução inglesa da carta de Freud é uma versão corrigida publicada em 1950. A carta de Einstein é incluída aqui com autorização de seus testamenteiros e, por solicitação destes, é apresentada na versão original inglesa de Stuart Gilbert. Parte do texto alemão da carta de Freud foi publicada em Psychoanal. Bewegung, 5 (1933), 207-16. Parte da tradução inglesa de 1933 foi incluída na obra de Rickman, Civilization, War and Death: Selections from Three Works by Sigmund Freud (1939), 82-97.

Foi em 1931 que o Instituto Internacional para a Cooperação Intelectual foi instruído pelo Comitê Permanente para a Literatura e as Artes da Liga das Nações a promover trocas de correspondência entre intelectuais de renome ‘a respeito de assuntos destinados a servir aos interesses comuns à Liga das Nações e à vida intelectual’, e a publicar essas cartas periodicamente. Entre os primeiros que o Instituto abordou estava Einstein, e foi ele quem sugeriu o nome de Freud. Assim sendo, em junho de 1932, o secretário do Institutoescreveu a Freud, convidando-o a participar, ao que ele prontamente acedeu. A carta de Einstein chegou-lhe no início de agosto, e sua resposta estava concluída um mês depois. A correspondência foi publicada em Paris, pelo Instituto, em março de 1933, em alemão, francês e inglês, simultaneamente. No entanto, sua circulação foi proibida na Alemanha.

Freud não ficou propriamente entusiasmado com o trabalho e qualificou-o como discussão enfadonha e estéril (Jones, 1957, 187). Einstein e Freud absolutamente nunca foram íntimos um do outro e apenas tiveram um encontro no início de 1927, na casa do filho mais novo de Freud, em Berlim. Em carta a Ferenczi, dando conta do ocorrido, Freud escreveu: ‘Ele entende tanto de psicologia quanto eu entendo de física, de modo que tivemos uma conversa muito agradável.’(Ibid., 139). Algumas cartas muito amistosas foram trocadas entre os dois, em 1936 e 1939. (Ibid., 217-18 e 259.)

Já anteriormente Freud escrevera sobre o tema da guerra: na primeira seção (‘The Disillusionment of War’) de seu artigo ‘Reflexões para os Tempos de Guerra e Morte’ (1915b), escrito logo após o início da primeira guerra mundial. Embora algumas das idéias expressas no presente artigo apareçam no anterior, elas estão mais estreitamente relacionadas às idéias contidas em seus escritos recentes sobre temas sociológicos — O Futuro de uma Ilusão (1927c) e O Mal-Estar na Civilização (1930a). Um interesse especial surge aqui em relação a um desenvolvimento maior de pontos de vista de Freud sobre civilização como ‘processo’, que tinham sido apresentados por ele em diversos tópicos do último desses trabalhos mencionados (por exemplo, no final do Capítulo III, Edição Standard Brasileira, Vol. XXI, págs. 117-18, IMAGO Editora, 1974, e na última parte do Capítulo VIII, ibid., pág. 164 e segs.). Também retoma, uma vez mais, o tema do instinto destrutivo, sobre o qual discorrera extensamente nos Capítulos V e VI do mesmo livro, e ao qual haveria de retornar em escritos posteriores. (Cf. a Introdução do Editor Inglês a O Mal-Estar na Civilização, ibid., págs. 78-80.)

Fonte: http://www.bernardojablonski.com/pdfs/graduacao/por_que.pdf

janeiro 23, 2010

Inscreva-se no RSS

Obras completas de Freud

Arquivado em: Freud, Psicanalise — admin @ 5:30 pm

Fonte: http://www.publicdomainworks.net/stats/year/2010

Em 01 de Janeiro de 2010 toda a obra de Sigmund Freud e outros 562 autores entrou em domínio público.

setembro 11, 2009

Inscreva-se no RSS

Contardo Calligaris explica a adolescência e seus desafios no mundo moderno

Arquivado em: Psicanalise — admin @ 5:25 pm

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351920.shtml

Entender a adolescência significa entender uma das formações culturais mais poderosas de nossa época, com todas as suas nuances, enigmas e superações. Em “A Adolescência”, livro da série “Folha Explica”, o doutor em psicologia clínica, psicanalista e colunista da Folha Contardo Calligaris analisa esse período e suas implicações na sociedade atual –o primeiro capítulo do livro pode ser lido abaixo.

O autor parte da idéia central de que a adolescência, enquanto um período de moratória na qual uma pessoa fisicamente adulta é impedida, um tanto artificialmente, de entrar na sociedade dos adultos, é sobretudo uma criação social relativamente recente.

Com seu texto leve, didático e simples, Calligaris ajuda assim o leitor a decifrar, além da mística que envolve este fenômeno, seus problemas intrínsecos e aparentemente insolúveis.

Ouça podcast de Contardo Calligaris sobre a adolescência:
Contardo Calligaris

Como o nome indica, a série “Folha Explica” ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Confira a seguir o primeiro capítulo do livro:

*

Um adolescente um pouco sem rumo, estranhando seu próprio comportamento, paradoxalmente desafiador e arrependido, pára você na rua e fala: “Estou só passando por uma fase agora. Todo o mundo passa por fases, não é?” Alguém talvez reconheça sua voz. É Holden, o herói do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.

Aproveitando-se da situação, atrás e ao lado dele se aglomeram pais e mães de adolescentes. Eles também perguntam: “Então, é assim? Vai passar? É só uma fase?”

Resposta de bolso, caso Holden e os pais o parem na rua: “Não. Não é apenas uma fase. Por isso, nada garante que passe”.

Nossos adolescentes amam, estudam, brigam, trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. Mas, além disso, eles precisam lutar com a adolescência, que é uma criatura um pouco monstruosa, sustentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial.

A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.

Objeto de inveja e de medo, ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e, ao mesmo tempo, a seus pesadelos de violência e desordem.

Objeto de admiração e ojeriza, ela é um poderoso argumento de marketing e, ao mesmo tempo, uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.

A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida. E caberia, então, tentar explicar como isso nos afeta a todos.

“A Adolescência”
Autor: Contardo Calligaris
Editora: Publifolha
Páginas: 88
Quanto: R$ 18,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou no site da Livraria da Folha

« Postagens mais recentesPostagens mais antigas »


Software Livre WordPress