PSIBlog da Psicologia da Educação

outubro 29, 2009

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Prêmio Ação Coletiva

Arquivado em: Variados — admin @ 10:05 pm

Gente

Estou muito feliz!

Recebi o Prêmio Ação Coletiva, oferecido pelo Portal Software Público Brasileiro – SPB.

É a terceira edição do prêmio, que visa reconhecer a participação da comunidade do SPB na colaboração voluntária ao desenvolvimento e aprimoramento dos softwares disponibilizados no Portal.

A indicação ao prêmio foi uma iniciativa do Rainer e da Francine, coordenadores da comunidade de software livre educacional Pandorga Gnu/Linux. A escolha dos premiados foi realizada através de votos das pessoas cadastradas no SPB, em conjunto com a comissão julgadora.

A entrega do prêmio – um computador portátil MacBook e uma placa metálica de reconhecimento – ocorreu no I Encontro Nacional do Software Público, realizado em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro.

Rainer e Francine, muito obrigado! Obrigado a todos que participaram da votação!

Para saber mais: O Prêmio Ação Coletiva 2009 é organizado pela Associação de Tecnologias Abertas ATA, com o patrocínio da Intel e o apoio técnico do Portal de Software Público Brasileiro http://www.softwarepublico.gov.br.
Regulamento: http://www.softwarepublico.gov.br/reg_acao_coletiva3.
Comunidade Pandorga Gnu/Linux: http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/pandorga.
I Encontro Nacional do Software Público: http://www.softwarepublico.gov.br/i-encontro-spb.
Notícias: http://tinyurl.com/acao-coletiva-1, http://tinyurl.com/acao-coletiva-2, http://tinyurl.com/acao-coletiva-3 e http://tinyurl.com/acao-coletiva-4.

setembro 8, 2009

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Alfabetização na Índia

Arquivado em: Variados — Tags: — admin @ 11:46 pm

Foto marcante de um menino na aula de alfabetização, no Dia Internacional da Alfabetização.

India Literacy Day

Fonte: http://www.sacbee.com/static/weblogs/photos/2009/09/international-literacy-day.html?mi_atom=The%20Frame

A student reacts to camera at a school on International Literacy Day in Allahabad, India, Tuesday, Sept.8. AP / Rajesh Kumar Singh

julho 16, 2009

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Vídeo Grupo Embrião – O Analista de Bagé – Parte 2

Arquivado em: Psicanalise, Variados — admin @ 5:53 pm

URL: http://www.youtube.com/watch?v=c9dttBchdcE

Comentários: Grupo Embrião – Núcleo de Estudos e Ação em Psicologia. O Analista de Bagé, personagem literário de Luiz Fernando Verissimo, é representado pelo cartunista José Guaraci Fraga e entrevistado pela repórter Heidy Gerhardt no “Simpósio Mo(vi)mento Psi”, realizado no IPA, em Porto Alegre, nos dias 30 e 31 de Outubro e 1º de Novembro do ano de 1982.

Fonte: http://www.youtube.com/pauloslomp

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Professora sim, tia não – Freire

Arquivado em: Variados — admin @ 5:40 pm

Autor: Paulo Freire
Fonte: Professora sim, tia não. São Paulo: Editora Olho D’Água, 1997.

Introdução

Não sei se quem leia este livro perceberá facilmente o prazer com que o escrevi. Foram quase dois meses em que à sua redação entreguei parte de meus dias, o maior tempo em meu escritório, em nossa casa, mas também em aviões e quartos de hotéis. Mas não foi apenas com prazer que escrevi este trabalho. Escrevi-o tocado por um forte sentido de compromisso ético-político e com decidida preocupação em torno da comunicação que busco estabelecer a todo instante com seus prováveis leitores e leitoras.

Precisamente porque estou convencido de que a produção da compreensão do texto não é tarefa exclusiva do seu autor, mas também do leitor, me experimentei durante todo o tempo em que o escrevi no exercício de desafiar as leitoras e leitores a entregar-se à ocupação de produzir também sua compreensão e minhas palavras. Daí as observações e as sugestões que fiz, com medo quase de cansar os leitores para, usando instrumentos como dicionários, enciclopédias não abandonar a leitura de nenhum texto por não conhecer a significação técnica desta ou daquela palavra.

Espero confiante que nenhuma leitora ou leitor deixará de ler este livro em sua totalidade simplesmente porque lhe tenha faltado a decisão de trabalhar um pouco mais. Que abandone a leitura porque o livro não lhe agrade, porque o livro não coincida com suas aspirações político-pedagógicas, isso é um direito que lhe assiste. De qualquer maneira, porém, é sempre bom ler textos que defendem posições políticas diretamente opostas às nossas. Em primeiro lugar, ao fazê-lo, vamos aprendendo a ser menos sectários, mais radicais, mais abertos; em segundo lugar, terminamos por descobrir que aprendemos também não apenas com o diferente de nós, mas até com o nosso antagônico.

Recentemente tive experiência profundamente significativa neste sentido. Coincidentemente conheci um empresário que, segundo me disse rindo no fim da conversa, me tinha como uma espécie de malfeitor do Brasil. Reminiscências do que de mim diziam alguns jornais nos 60.

“Foi um prazer conhecê-lo de perto. Não diria que me converti a suas idéias mas mudei radicalmente a minha apreciação em torno do senhor”, disse convincente.

Voltei para casa contente. De vez em quando o Brasil melhora, apesar das “recaídas” que o abalam…

Como já salientei antes, uma preocupação que não podia deixar de me haver acompanhado durante todo o tempo em que me dediquei á escrita e à leitura simultânea desse texto foi a que me engaja, desde faz muito, na luta em favor de uma escola democrática. De uma escola que, continuando a ser um tempo-espaço de produção de conhecimento em que se ensina e em que se aprende, compreende, contudo, ensinar e aprender de forma diferente. Em que ensinar já não pode ser este esforço de transmissão do chamado saber acumulado, que faz uma geração á outra, e aprender não é a pura recepção do objeto ou do conteúdo transferido. Pelo contrário, girando em torno da compreensão do mundo, dos objetos, da criação, ela boniteza, da exatidão científica, do senso comum, ensinar e aprender giram também em torno da produção daquela compreensão, tão social quanto a produção da linguagem, que é também conhecimento.

Exatamente como no caso da produção da compreensão cio texto que e lê, que é também tarefa do leitor, é tarefa igualmente do educando participar da produção da compreensão do conhecimento que supostamente apenas recebe do professor. Daí, a necessidade da racionalidade do diálogo, como selo da relação gnosiológica e não como pura cortesia.

(…)


O texto integral encontra-se na fonte indicada acima.


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Convite à Filosofia – Marilena Chaui

Arquivado em: Variados — admin @ 4:53 pm

Autor: Marilena Chaui
Título: Convite à Filosofia
Editora Ática, São Paulo, 2000.
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/convite.pdf

Introdução
Para que Filosofia?

As evidências do cotidiano

Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos ou recusamos coisas, pessoas, situações. Fazemos perguntas como “que horas são?”, ou “que dia é hoje?”. Dizemos frases como “ele está sonhando ”, ou “ela ficou maluca”. Fazemos afirmações como “onde há fumaça, há fogo ”, ou “não saia na chuva para não se resfriar”. Avaliamos coisas e pessoas, dizendo, por exemplo, “esta casa é mais bonita do que a outra” e “Maria está mais jovem do que Glorinha”.

Numa disputa, quando os ânimos estão exaltados, um dos contendores pode gritar ao outro: “Mentiroso! Eu estava lá e não foi isso o que aconteceu”, e alguém, querendo acalmar a briga, pode dizer: “Vamos ser objetivos, cada um diga o que viu e vamos nos entender”.

Também é comum ouvirmos os pais e amigos dizerem que somos muito subjetivos quando o assunto é o namorado ou a namorada. Freqüentemente, quando aprovamos uma pessoa, o que ela diz, como ela age, dizemos que essa pessoa “é legal ”.

Vejamos um pouco mais de perto o que dizemos em nosso cotidiano.

Quando pergunto “que horas são?” ou “que dia é hoje?”, minha expectativa é a de que alguém, tendo um relógio ou um calendário, me dê a resposta exata. Em que acredito quando faço a pergunta e aceito a resposta? Acredito que o tempo existe, que ele passa, pode ser medido em horas e dias, que o que já passou é diferente de agora e o que virá também há de ser diferente deste momento, que o passado pode ser lembrado ou esquecido, e o futuro, desejado ou temido. Assim, uma simples pergunta contém, silenciosamente, várias crenças não questionadas por nós.

Quando digo “ele está sonhando ”, referindo-me a alguém que diz ou pensa alguma coisa que julgo impossível ou improvável, tenho igualmente muitas crenças silenciosas: acredito que sonhar é diferente de estar acordado, que, no sonho, o impossível e o improvável se apresentam como possível e provável, e também que o sonho se relaciona com o irreal, enquanto a vigília se relaciona com o que existe realmente.

Acredito, portanto, que a realidade existe fora de mim, posso percebê-la e conhecê-la tal como é, sei diferenciar realidade de ilusão. A frase “ela ficou maluca” contém essas mesmas crenças e mais uma: a de que sabemos diferenciar razão de loucura e maluca é a pessoa que inventa uma realidade existente só para ela. Assim, ao acreditar que sei distinguir razão de loucura, acredito também que a razão se refere a uma realidade que é a mesma para todos, ainda que não gostemos das mesmas coisas.

Quando alguém diz “onde há fumaça, há fogo” ou “não saia na chuva para não se resfriar”, afirma silenciosamente muitas crenças: acredita que existem relações de causa e efeito entre as coisas, que onde houver uma coisa certamente houve uma causa para ela, ou que essa coisa é causa de alguma outra (o fogo causa a fumaça como efeito, a chuva causa o resfriado como efeito). Acreditamos, assim, que a realidade é feita de causalidades, que as coisas, os fatos, as situações se encadeiam em relações causais que podemos conhecer e, até mesmo, controlar para o uso de nossa vida.

Quando avaliamos que uma casa é mais bonita do que a outra, ou que Maria está mais jovem do que Glorinha, acreditamos que as coisas, as pessoas, as situações, os fatos podem ser comparados e avaliados, julgados pela qualidade (bonito, feio, bom, ruim) ou pela quantidade (mais, menos, maior, menor). Julgamos, assim, que a qualidade e a quantidade existem, que podemos conhecê-las e usá-las em nossa vida.

(…)


O texto integral encontra-se na fonte indicada acima.


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