Psicanálise e Música – APPOA
Grupo Temático
Psicanálise e Música
InÃcio: 30/10
Freqüência: Quinzenalmente nas quintas feiras, às 19h.
Coordenação: Heloisa Marcon
Sabemos que Freud não dedicou diretamente à música muito espaço no seu trabalho conceitual, ao contrário de outras artes como as artes visuais ou a literatura. A música tinha algo que o incomodava.
Há algo (de uma proximidade excessiva, inclusive) que aproxima a música da psicanálise, e Lacan, no Seminário 9, atenta para a presença de um afeto propriamente auditivo e retoma a questão quando afirma, no Seminário 11, que a pulsão invocante é a mais próxima da experiência do inconsciente.
É possÃvel pensar que o tipo de realidade própria da música é muito próximo do tipo de realidade própria do inconsciente (temporalidade, relação com o Outro, implicação do corpo, efeitos disruptivos, insistência, irredutibilidade significante).
Os objetivos deste grupo temático são a leitura e o estudo sistemático de textos que façam ressoar as relações entre psicanálise e música tais como:
· Freud e o universo sonoro
· Musicalidade numa análise:
- homofonias significantes
- presença da voz do analista
· A voz como objeto a
· A voz da mãe:
- Prosódia e enunciação
- Matriz simbólica
· A voz como primeiro objeto da pulsão oral
· A pulsão invocante
· A nota azul
· O poder afetante (dionisÃaco?) da música
A partir de textos de: Alain Didier-Weill; Ângela Vorcaro; Edith Lecourt; Heloisa Marcon; Jacques Lacan; Jean Charmoille; Julieta Jerusalinsky; Marie-Christine Laznik; Marta Pedó; Nietzsche.
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Associação PsicanalÃtica de Porto Alegre – APPOA
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