Educação Ambiental--

De Psicologia da Educação

Tabela de conteúdo

Introdução

Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, esse, essencial para uma boa qualidade de vida e sustentabilidade. Promove-se a articulação das ações educativas voltadas às atividades de proteção, recuperação e melhoria sócio-ambiental para potencializar a função da educação no que diz respeito às mudanças culturais e sociais, que se inserem a Educação Ambiental no planejamento estratégico para o desenvolvimento sustentável. Considerando a importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, sobressaem-se as escolas, como espaços privilegiados na implementação de atividades para o esclarecimento da importância dessa educação voltada para o ambiente. Tais atividades têm por fim sensibilizar o aluno a buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando-o a analisar criticamente os princípios que tem levado à destruição inconseqüente dos recursos naturais e de várias espécies.

Educação Ambiental

Existem vários conceitos para educação ambiental, a partir das definições do Congresso de Belgrado (1975) e da Agenda 21 podemos definir a Educação Ambiental como o processo de conscientização da população para que esta tenha sentido das suas responsabilidades, conhecimento e motivação para agir individual ou coletivamente na busca de soluções para os problemas e impdir qu se repitam.

Tipos de educação ambiental

Segundo Carvalho, podemos identificar duas orientações na educação ambiental o comportamental e o popular que são originados da complexidade e disputas do campo ambiental,com seus múltiplos atores, interesses e concepções e os vícios e as virtudes das tradições educativas com as quais estas práticas se agenciam. Esta classificação que autora faz se resulta de sua proposta de distinguir as praticas da EA de acordo com a sua filiação pedagógica, mas o que observamos na prática é que essas duas vertentes estão combinadas no seu dia-dia e não separadas.

Educação comportamental: a urgência com que vem sido tratada a questão ambiental e a preocupação em conscientizar a população tem feito com que a educação ambiental seja valorizada considerando ela como um difusor dos conhecimentos ambientais e consequentemente um agente transformador de hábitos e costumes. Há uma preocupação principalmente com as crianças, pois com estas, representam as gerações futuras ainda em formação, e considerando o fato de que elas estão em fase de desenvolvimento, supõe-s que a consciência ambiental possa ser internalizada, assim esperasse que a educação nela seja melhor refletida em comportamentos do que nos adultos que já possuem hábitos consolidados, portanto se considera mais difícil a mudança de hábitos, o ideal é criá-los. Eis que a educação ambiental possue então como meta a mudança de comportamento da sociedade em relação ao meio ambiente apoiada na psicopedagogia comportamental. A psicologia comportamental é baseada na consciência considerando o comportamento a expressão da vontade dos indivíduos. Então, ela acredita que possa provocar a vontade dos indivíduos produzir transformações nas motivações das ações destes através de um processo racional, que se passa no plano do esclarecimento, do acesso a informações coerentes e da tomada de consciência.

Educação popular: esta parte da educação ambiental está inserida dentro da tradição educacional que vê o processo educativo como a formação de seres críticos e politizados capazes de atuar na sociedade, ou seja, a formação de cidadões ativos. A EA popular não busca a mudança de comportamento apesar de se preocupar com a conscientização. Ela acredita que mais do que resolver conflitos e resolver problemas pontuais é preciso haver uma transformação das relações da sociedade com o meio ambiente. A visão que temos de problemas ambientais foi socialmente construída e com a interferência da diversidade cultural e ideológica e pelos conflitos de interesses, a EA popular propõe a transformação das relações com o meio ambiente dentro de um projeto de construção de um novo ethos social. Aqui não há uma preocupação especial com as crianças, pois acreditasse num processo educacional permanente e sempre possível. Podem por exemplo eleger indivíduos que exercem certos papéis sociais mais diretos com o meio ambientes como agricultores ou grupos e organizações. Esta é uma educação prioritariamente de adultos que são sujeitos capazes de tomar decisões, a criança é importante enquanto engajada no processo de formação de cidadania, mas não é necessariamente prioritária sobre os outros grupos passíveis de uma educação ambiental

Sustentabilidade

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Ex: Tinta de PET A Tintas Coral criou uma linha de tintas que levam garrafas PET na composição, contribuindo para reduzir o problema do descarte inadequado do material.

Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente

A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é uma campanha pedagógica que traz a dimensão política do meio ambiente, caracterizada pela mobilização e engajamento dos adolescentes e da comunidade escolar em debates sobre temas sócio-ambientais contemporâneos. Essa ação promove o reconhecimento de responsabilidades coletivas, fornecendo subsídios para políticas públicas de educação ambiental.

Público-alvo: anos/séries finais do ensino fundamental, ocupando o cargo de delegado (representante) de sua região para discussão de temas propostos e assumindo responsabilidades por meio de uma Carta à sociedade.

A Conferência é uma iniciativa do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, formado pelo Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela Coordenação-Geral de Educação Ambiental (CGEA) do Ministério da Educação (MEC). Conferências já realizadas:

2003 - envolveu 15.452 escolas em todo o país, mobilizando 5.658.877 pessoas em 3.461 municípios. O processo desencadeou o Programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas – MEC e contribuiu para a criação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vidas nas Escolas – COM-VIDAs, dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJs) e da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA). 2005/2006 - envolveu 11.475 escolas e comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos rurais e grupos de meninos e meninas em situação de rua, mobilizando 3.801.055 pessoas em 2.865 municípios. Os temas debatidos foram Acordos Internacionais sobre Biodiversidade, Mudanças Climáticas, Segurança Alimentar e Nutricional e Diversidade Étnico-Racial. O evento nacional reuniu 540 delegadas e delegados que elaboraram a Carta das Responsabilidades – Vamos Cuidar do Brasil, entregue pelos adolescentes ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Ministro da Educação, Fernando Haddad, e à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no dia 27 de abril de 2006, em cerimônia no Palácio do Planalto. Os adolescentes apresentaram na Carta seu compromisso com a construção de uma “sociedade justa, feliz e sustentável” e com “responsabilidades e ações cheias de sonhos e necessidades”. 2008/2009 - a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (III CNIJMA) se dá no enfrentamento de dois imensos desafios: um planetário, pesquisar e debater nas escolas as alternativas civilizatórias e societárias para as mudanças ambientais globais; o outro, educacional, se dá no bojo do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Em consonância com os princípios e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental, a III CNIJMA visa fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino da seguinte forma:

Abordar a questão das mudanças ambientais globais no processo educacional;

Fortalecer o papel da escola na construção de políticas públicas de educação e de meio ambiente; Incluir no Plano Político Pedagógico das escolas o conhecimento e o empenho na resolução dos problemas socioambientais;

Fortalecer e criar COM-VIDA - Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida e Agenda 21 nas escolas, incorporando suas ações no agir cotidiano em prol da vida, promovendo o diálogo de forma construtivista;

Contribuir para a consecução das Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, ambas iniciativas das Organizações das Nações Unidas. Fortalecer a Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade e os Coletivos Jovens de Meio Ambiente nos estados.

Projeto para a Educação Ambiental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Darcy Berbigier

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA

ESCOLA: Escola Municipal de Ensino Fundamental ENDEREÇO: BAIRRO: CIDADE: ESTADO: RS


TÌTULO: “Com atitudes conscientes, revitalizamos o meio ambiente” PARTICIPANTES: Comunidade escolar PERÌODO: Setembro a Dezembro de 2009

JUSTIFICATIVA DAS TEMÀTICAS

Acredita-se que a principal função do trabalho com Projetos Ambientais, seja contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade sócio-ambiental de uma maneira comprometida com a vida, com o bem estar de cada um e da sociedade local e global.

É necessário que, mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com ensino e aprendizagem de habilidades e procedimentos.

A experimentação e a observação são importantes estratégias para a construção do conhecimento. Por meio delas, o aluno é levado a participar do processo de investigação, a manipular materiais e instrumento, a organizar suas observações e a compreender conceitos básicos. A partir desta prática pedagógica podemos promover uma reflexão com atividades práticas sobre a responsabilidade dos seres humanos em relação ao meio ambiente, ao lixo produzido e sua reciclagem.

A medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem tenções e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos em função da tecnologia disponível.

Nos últimos séculos, um modelo de civilização se impôs trazendo a industrialização, e conseqüentemente um progresso de concentração populacional nas cidades.

A tecnologia empregada evoluiu rapidamente com conseqüências indesejáveis que se agregam com igual rapidez. A exploração de recursos naturais passou a ser feita de forma demasiadamente intensa.

A Escola Municipal dpreocupada com as causas ambientais, vem retomar sua atitude de sensibilização e busca de alternativas de melhoria e conservação do patrimônio ambiental de seu bairro e se possível de sua cidade, através do presente projeto. TEMÀTICAS: Coleta e Separação do lixo – Reciclagem

OBJETIVO GERAL

- O princípio norteador deste projeto é o comprometimento afetivo com o meio ambiente, através da sensibilização de todos os envolvidos no usufruto do ambiente, na busca de parceiros, meios e estratégias no intuito de amenizar o impacto de ações inconseqüentes, as quais causam degradação implacável de nossa maior fonte de vida.

HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

- Enumerar os principais tipos de lixo existentes;

- Classificar os materiais que podem ser reciclados;

- Concluir o que é coleta seletiva;

- Analisar como o lixo deve ser preparado para a coleta;

- Debater sobre o destino que é dado ao lixo produzido na Escola/bairro;

- Refletir sobre os problemas que o lixo pode causar ao meio ambiente e ao homem;

- Criar estratégias para diminuir a produção de lixo, separar e encaminhar para destino correto, a fim de ser reutilizado ou descartado de forma a não prejudicar o meio ambiente.

SUGESTÕES DE AÇÕES A SEREM TRABALHADAS

- Realizar pesquisas utilizando diferentes fontes: jornais, revistas, textos, figuras, tabelas, desenhos, fotografias, internet, reportagens, entrevistas...

- Organizar as informações coletadas e transformá-las em materiais coletivo;

- Organizar seminários sobre coleta seletiva, reciclagem e símbolos utilizados na identificação dos containers;

- Estimular a separação do lixo em sala de aula;

- Elaborar peças teatrais, músicas e paródias sobre o assunto;

- Organizar o destino dos resíduos orgânicos da merenda escolar;

- Organizar e implantar um mutirão de limpeza;

- Trazer pessoas da Secretaria do Meio Ambiente do Município a fim de ministrar palestras;

- Elaborar folders da Secretaria do Meio Ambiente do Município a fim de ministrar palestras;

- Elaborar folders de sensibilização e adesão a proposta do projeto;

- Buscar dentro do espaço da escola local para a construção de composteiras.

AVALIAÇÃO

Todas as ações que forem realizadas deverão ser sempre socializadas com todos da Escola. Divulgar os trabalhos e buscar adeptos é ponto chave para o sucesso deste e demais projetos desenvolvidos por esta instituição.


agosto de 2009.

Relatos da Supervisora

O projeto implantado na escola não tem muito a participação da comunidade, os mais envolvidos são os alunos e pais dos alunos das series inicias.

Este projeto trata mais da conscientização dos alunos, para que em uma próxima etapa possa-se implantar uma segunda parte de conscientização, ou seja, partir para a parte mais pratica sobre a educação ambiental.

Os alunos das series inicias trabalham mais com a conscientização através da forma lúdica, já os das series finais trabalham tentando conscientizar a comunidade escolar.

Conclusão

É necessário que se entenda que a natureza não é uma fonte inesgotável de recursos, que suas reservas são finitas e que devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital. Tais fatos, são te tal modo importantes, que as escolas já investem em projetos ambientais, que são cada vez mais necessários para que seja possível a tentativa de conscientização da população, em idade escolar principalmente, de que o ambiente em que vivemos deve ser cuidado e preservado para que possamos viver de um bom modo.

Referencias

http://portal.mec.gov.br/secad/CNIJMA/aconferencia.html acessado em: 11/11/2009

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Qual educação ambiental?: Elementos para um debate sobre educação ambiental e extensão rural. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre, v. 2, n. 2, p.43-51, jun. 2001.

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