Ensino e Aprendizagem

De Psicologia da Educação

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL



ENSINO E APRENDIZAGEM


Psicologia da educação B -

Porto Alegre, 14 de junho de 2007


INTRODUÇÃO


Este trabalho visa, através de um a revisão bibliográfica, trazer aspectos do processo de ensino e de aprendizagem, principalmente sob a visão de Piaget. Além disso, tentaremos mostrar como deve ser a relação professor/aluno para que este processo dê melhores resultados.


ENSINO E APRENDIZAGEM


Muitas vezes as pessoas utilizam a expressão “ensino-aprendizagem” como se ambos tivessem o mesmo significado, por isso alertamos que são dois processos diferentes e que não devem ser confundidos.


Segundo Torres, o ensino é quando o professor passa o seu conhecimento para o aluno, expondo os conteúdos e explicando-lhe a nova matéria. A aprendizagem seria quando o aluno realmente entende e assimila o novo conteúdo. Como todos já pudemos observar, nem sempre que ocorre ensino a aprendizagem acontece de forma automática, ou seja, nem sempre que ensinamos os alunos aprendem. O contrário também ocorre, quando há aprendizagem sem que alguém ensine, no caso dos alunos auto-didatas.


Teixeira ressalta que existem formas divergentes sobre como se dá o processo de aprendizagem. O pensamento mecanicista acredita que o homem apenas reage a forças aplicadas sobre ele, produzindo um comportamento padrão para estímulos determinados, nesse caso a aprendizagem é vista como uma forma de moldar/controlar o comportamento. Já a visão organística (comportamental) acredita que o homem é um organismo espontâneo, que produz ações ao invés de somente reagir a estímulos, sendo assim, a aprendizagem seria o resultado de ações espontâneas. Além disso, a idéia de aprendizagem comportamental, defende que não se pode ensinar diretamente uma pessoa, apenas facilitar a sua aprendizagem.


PIAGET E A APRENDIZAGEM


Piaget, acreditando que processo de aprendizagem acontece como a visão organística, sugere que o professor deve atuar como um facilitador para que o aluno adquira conhecimento. Para isso, ele deve reconhecer que não é o detentor do saber e que existem saberes variados, além de procurar despertar a curiosidade dos alunos para que eles tenham vontade de aprender. Para facilitar este processo, ele deve fornecer os conceitos fundamentais de determinado conteúdo e deixar que os alunos façam suas descobertas através da experimentação. O professor deve procurar desenvolver o pensamento lógico e conceitual doa alunos, além de preocupar-se com a formação do aluno como cidadão, ultrapassando a mera absorção de informações.


A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA APRENDIZAGEM


Num dos artigos que estudamos para a elaboração deste trabalho, é analisada mais detalhadamente a relação entre o professor e o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Nele, o autor considera as relações humanas como a do professor com seu aluno, de fundamental importância para a formação comportamental e profissional de um indivíduo.


Acima de tudo, o autor coloca que o professor não deve se preocupar exclusivamente com os resultados do aluno, o quanto ele produz, suas notas, entre outros fatores, mas principalmente em proporcionar a ele uma motivação extra que o faça ter prazer pelo conhecimento e desenvolver um raciocínio a partir disso. O que significa também não adotar aquela velha tática de ensino da ‘’decoreba’’, em que o aluno por um momento absorve o conteúdo, porém pouco tempo depois acaba esquecendo e o resultado é que nada foi construído para o seu crescimento,tanto intelectual quanto cultural.


Segundo GADOTTI(1999: 2), o educador não deve se colocar na posição de detentor do saber, aquele que tem o conhecimento, considerando seu aluno desprovido de tal. Se um professor não adotar esse método errôneo, ele está dando um grande passo para despertar a motivação que citamos anteriormente, pois não se sentirá inibido para questionar, discutir e opinar acerca de um conteúdo colocado em aula.


É importante salientarmos que não é nem um pouco fácil despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento. Nesse momento que entra a figura do professor, que ao traçar estratégias didático-pedagógicas deve buscar incentivar a curiosidade dos alunos e a vontade de assistir sua aula. Como diria FREIRE, o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento, ou seja, os alunos não cansam, não dormem.


Um dos últimos pontos que o autor menciona no artigo é quanto aos sentimentos estabelecidos pelo professor no que diz respeito a seus alunos, ou seja, por mais que haja uma ralação de afeto por determinada criança, o professor não deve deixar que isso interfira no seu papel como educador e a ética que a profissão exige, assim como pode também existir aquele aluno que o professor possua certa antipatia, da mesma maneira a ética em sala de aula deve permanecer.


Portanto, fica claro no texto que o professor tem fundamental importância na formação individual de cada aluno, para tanto, deve estimular de forma positiva a busca pelo conhecimento, estabelecendo um clima agradável com seus alunos, e acima de tudo buscando sempre compreender as necessidades e dificuldades de cada um, por mais difícil que essa tarefa seja.


REFERÊNCIAS


1. A relação Professor/Aluno no processo de ensino e aprendizagem. Texto retirado do site: www.espaçoacademico.com.br


2. TORRES, Rosa Maria. Ensinar e aprender: duas coisas diferentes


3. TEIXEIRA, Gilberto. Piaget in few words.


4. TEIXEIRA, Gilberto. Teorias de aprendizagem e suas implicações práticas.


  • textos 2,3 e 4 retirados do site: www.serprofessoruniversitario.pro.br
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