MÉTODOS DE ENSINO

De Psicologia da Educação

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II



MÉTODOS DE ENSINO


TEORIZAÇÃO:


Diretiva (empirista)


Focalizando o objeto, a teoria empirista atribui um imenso poder ao ambiente na constituição das características humanas, privilegiando a experiência como fonte de conhecimento. Os empiristas acreditam que o conhecimento ocorre através dos sentidos. Desta forma, pode-se dizer que alguém conhece uma cidade por que a vê, que conhece uma música por que a escuta. As mudanças no comportamento podem ser provocadas de diversas maneiras. As conseqüências positivas são chamadas de reforço e provocam um aumento na freqüência com que o comportamento aparece. Por exemplo, se depois de fazer o dever de casa a criança (comportamento) a criança escuta um elogio de sua mãe (conseqüência positiva) ela procurará fazer sempre o dever, porque estabeleceu uma relação entre este comportamento e aquele de sua mãe. Já as conseqüências negativas recebem o nome de punição e levam a uma diminuição da freqüência de certos comportamentos. A proposta de aprendizagem é estruturada de modo a dirigir o aluno pelos caminhos adequados para atingir o comportamento final desejado. Esta proposta pedagógica baseia-se em uma lógica na qual o ensino é estabelecido por conteúdos programáticos e ordenados em uma seqüência lógica e psicológica.


Não Diretiva (Inatista)


Tem o foco no individuo, sua proposta é inspirada em um modo de pensar especulativo e não científico. Baseia-se na teoria de que o indivíduo, ao nascer, traz consigo já determinadas as condições do conhecimento e da aprendizagem que se manifestarão ou imediatamente (inatismo) ou progressivamente pelo processo geral de maturação. Os inatistas são todos aqueles que pensam que as condições de possibilidade do conhecimento estão na bagagem hereditária. Concluiu-se que esta prática escolar não amplia, não desafia nem instrumentaliza o desenvolvimento dos indivíduos, pois se restringem àquilo que já conquistou. Deixa de considerar o peso das vivências pessoais do aluno no meio em qual vive.


Teoria Construtivista (Interacionista)


Teoria baseada nas concepções piagetianas de que a criança constróem seu conhecimento com base em suas vivências. Para Piaget, o processo cognitivo do indivíduo ocorre através de constantes desequilíbrio e equilíbrio. Dois mecanismos são acionados para se alcançar um novo estado de equilíbrio: a assimilação e a acomodação que resultam em adaptação. A assimilação é o processo pelo qual o organismo, sem alterar suas estruturas, desenvolve ações destinadas a atribuir significados, a partir de experiências anteriores aos elementos do ambiente com os quais interage. Por exemplo, ao pegar uma bola ocorre assimilação na medida em que a criança pequena faz uso do esquema de pegar uma certa postura de braço, mãos e dedos que já lhe é conhecido, atribuindo à bola o significado do “objeto que se pega”.


O JOGO TEATRAL


Escolhemos o jogo da bolinha porque, vimos nele um infinito número de possibilidades de demonstração das teorias de aprendizagem.


Este jogo é praticado no teatro há muito tempo, serve para treinar a atenção, concentração e estimular a interatividade entre pessoas.


Baseia-se em primeiro lugar na total percepção do espaço e sua ocupação, dando a seguir ênfase na percepção do outro. Ou seja, é preciso prestar atenção no outro para poder realizar a tarefa proposta. O passo seguinte, se podemos chamar assim, busca trabalhar a concentração, já que é necessário prestar atenção ao que o outro está falando sem deixar de mexer-se pelo espaço comum (sala de aula).


Ao mesmo tempo este jogo leva as pessoas a uma grande interação, pois não é necessária nenhuma habilidade específica (como em um Jogo de futebol, por exemplo, onde os que não jogam bem acabam sendo excluídos), e até mesmo os alunos mais tímidos não terão nenhum problema em participar, já que ninguém vai ficar olhando para eles, ou cobrando que joguem bem.


Deste modo esta atividade pode ser utilizada por professores de qualquer matéria, até mesmo para descontrair os alunos, treinar sua capacidade de concentração e até para fazer com que eles sociabilizem melhor.


BIBLIOGRAFIA



JAPIASSU, Ricardo. Jogos Teatrais na Escola Pública. In: Rev.da Faculdade de Educação. Vol.24 n°2 SP. 1998

BOAL, Austo. Jogos para Atores e Não Atores. RJ: Civilização Brasileira. 2004. 6ªed.

SILVA, Natália Ubirajara. Teoria e prática : um estudo sobre a interdisciplinaridade (manuscrito). 2005.

http://www.ufrgs.br/tramse/med/textos

http://www.educacaoonline.pro.br/em_busca_de_caminhos.asp?f_id_artigo=388

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