Métodos de Ensino *
De Psicologia da Educação
INTRODUÇÃO
Há teorias cujos princípios invadem o que concerne à área de aprendizagem. Os métodos usados no ensino variam e podem ser repensados de acordo com certos pontos trabalhados com tais idéias. Neste trabalho, apresentaremos introdutoriamente algumas dessas teorias do conhecimento e em seguida, baseados no texto de Anastasiou, explanaremos alguns tipos de métodos de ensino usados. Para contextualizarmos tal assunto, apresentaremos duas entrevistas e observações feitas com professores sobre metodologias de ensino usadas em suas aulas.
O Behaviorismo é uma teoria baseada no empirismo. Segundo seus princípios, o aprendizado é a decorrência da modificação do comportamento e o vêem o conhecimento como produto da experiência. O esquema estímulo-resposta ou resposta-reforço é o adotado como unidades básicas da descrição e do ponto de vista para uma ciência do comportamento. Para os behavioristas, é o objeto (técnica) que imprime conhecimento no sujeito (aluno), ou seja, a conseqüência é a supervalorização do objeto em detrimento do sujeito. Desta forma, o sujeito parece ser o professor que planeja o ato de ensinar (impor), não o aluno.
Outra teoria que pode ser aludida com o processo de aprendizagem é a da Psicologia da Gestalt, que é baseada no apriorismo. Seus princípios são baseados na percepção, por isso o aprendizado não depende tanto do objeto exterior, mas muito mais do sujeito. O professor volta-se às técnicas de motivação, de forma a eleger qual seria a melhor maneira de “mexer” com o interior do aluno para que isso possibilite melhor percepção e assim seu aprendizado. Desta forma, preocupa-se com a organização de estímulos e de contingências de reforço a ser trabalhadas. Percebemos aqui a posição do centro da educação como sendo o professor e o aluno como produto de um processo perceptivo.
Sabemos que o conhecimento vem, sim, da experiência, e há, sim, processos internos para que o conhecimento se torne possível, porém, a experiência por si só não explica a realidade do conhecimento, e os processos internos não podem ser inatos, pois a própria experiência parece modificá-los. O Construtivismo interacionista de Piaget vê o conhecimento como algo que se constrói na interação entre sujeito e objeto e o professor como problematizador da ação conhecedora do aluno. A interação ocorre entre o sujeito cognoscente (que conhece) com o objeto cognoscível (passível de ser conhecido). Esta prática pedagógica, portanto, é relacional.
ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Atualmente a sala de aula tem alunos com variadas realidades e experiências de vida, e isso deve ser pensado pelo professor para que o prosso de ensinagem seja realizado com sucesso. Assim, é preciso motivar esse “mundo” diverso para a aprendizagem através das metodologias de ensino.Nessa nova realidade de sala de aula o método tradicional, que tem como principal metodologia a memorização, se torna deficiente e a proposta para superar essa estrátégia é a metodologia dialética,onde as estratégias de ensinam se situam, conforme afirmam Anastasiou e Alves:
“... a metodologia dialética voltada para o aluno, considerando-se sua síncrese inicial como ponto de partida, a síntese a ser construída como ponto de chegada, por meio da análise elaborada por essas operações citadas.Aqui é que se inserem as estratégias.”
De acordo com o texto Anastasiou e Alves as estratégias visam à consecução de objetivos e por meio destas aplicam-se ou exploram-se meios,modos, jeitos e formas de evidenciar o pensamento, e isso envolve certas dinâmicas.
AULA EXPOSITIVA DIALOGADA
É uma exposição do conteúdo, com a participação ativa dos estudantes, cujo conhecimento prévio deve ser considerado e pode ser tomado como ponto de partida. O diálogo tem grande importancia, e deve haver espaços para questionamentos, críticas e solução de dúvidas.
Avaliação pode ser feitas através de várias atividades mas a participação dos alunos é a principal.
ESTUDO DE TEXTO
Exploração das idéias de um autor a partir do estudo crítico de um texto. A realização essa estratégia se dá por contextualização do texto, análise textual, análise temática, análise interpretativa, problematização e síntese. A avaliação é feita por meio de produção escrita.
PORTFÓLIO
Identificação das maiores dificuldades em relação ao objeto de estudo e também das formas de superação.
Deve evidenciar o registro do processo de construção de uma atividade e deve ser preparado a partir da mobilização para a tarefa. A avaliação deve ser feita de forma a abordar os critérios de avaliação do ensino, aprendizagem e desempenho.
TEMPESTADE CEREBRAL
Visa estimular a imaginação e a busca por novas idéias por parte dos alunos. Assim todas as contribuições devem ser consideradas e se necessário explicadas. Tem por objetivo avaliar a capacidade criativa, concisão ,logicidade, aplicabilidade e pertinência.
MAPA CONCEITUAL
Construção de um diagrama que indica a relação de conceitos em uma perspectiva bidimensional, de forma a mostrar as relações de hierarquia entre os conceitos relacionados com o texto.
Os critérios para a avaliação dessa dinâmica visam conceitos claros, relação justificada, riqueza de idéias, criatividade na organização e representatividade do conteúdo.
ESTUDO DIRIGIDO
- Se trata da escolha de um tema que se tenha dificuldade.
- É desenvolvido em atividades individuais ou em grupo, leitura, debate, troca de informações, socialização do conhecimento, discussão de soluções, posicionamento crítico dos estudantes frente à realidade vivida, levantamento de dados com dúvidas, procurando respostas.
- A avaliação é feita pelo acompanhamento das dúvidas, do desenvolvimento do estudo, execução de atividades propostas, exposição dos resultados para turma e dúvidas que ainda hajam.
LISTA DE DISCUSSÃO POR MEIOS INFORMATIZADOS
- Debater à distância um assunto que os alunos já tenham conhecimento com objetivo de aprofundá-lo.
- É um debate fundamentado com a intervenção do(a) professor(a), via software/programa, grupos de discussão via email, orkut, blog, site.
- A avaliação é grupal, ao longo do processo, avaliando a qualidade das discussões retomando-as na lista ou em sala de aula
- Problemática: nem todos têm acesso à informática, deve-se avaliar a estrutura da escola, laboratório de informática e se os alunos sabem usar computador/internet/e-mail.
SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
- Apresentar um problema para os estudantes procurarem uma solução
- Desenvolvimento do pensamento crítico, reflexivo e criativo. Situação em que vincula o estudante à área profissional em estudo (em nível superior). Construção do conhecimento possibilita a práxis, problematização, totalidade (pois tudo está interligado e mutuamente independente).
No Brasil, usa-se esse modelo curricular na área da saúde e em educação básica é comum nas disciplinas exatas, mas esse método pode ser pensado em outras disciplinas.
GRUPO DE VERBALIZAÇÃO E DE OBSERVAÇÃO (GV/GO)
A turma é dividida em dois grupos, sendo de observação maior. Há um tema de conhecimento prévio, estudado entre os dois grupos e o grupo de verbalização apresenta-o. O GO registra dados, conforme sua tarefa (tópicos a serem avaliados) e oferece sua contribuição conforme a tarefa.
DRAMATIZAÇÃO
É a representação teatral de um tema. Proporciona envolvimento do aluno com um papel que não seja o seu próprio. Traz a sala de aula um pedaço da realidade social, desenvolve a criatividade e desinibição.
SEMINÁRIO
Requer preparação profunda dos alunos. É um estudo através de fontes diversas para compartilhar informações e assim construir uma opinião geral do grupo.
ESTUDO DE CASO
É a análise minuciosa de uma situação real, de preferência que faça parte da vida dos alunos e lhes desperte o interesse. Há desenvolvimento de hipóteses, opiniões.
JÚRI SIMULADO
É uma estratégia que requer preparação intensa dos alunos, pois envolverá busca de informações além da sala de aula. É a simulação de um júri a partir de um tema polêmico, no qual a turma divide-se em dois grupos, a defesa e a acusação.
SIMPÓSIO
É uma reunião de palestras, nas quais o conteúdo é subdivido e apresentado por vários participantes. O grande número de estudantes envolvidos proporciona mais subtemas, conseqüentemente maiores discussões e pontos de vista. O ato de palestrar desenvolve as habilidades sociais.
ENTREVISTAS
Entrevista 1
Entrevista com graduada em Filologia Hispânica na Universidade de Corunha/Espanha em 1.999, doutoranda em Lingüística Aplicada-Aquisição da Linguagem/UFRGS 2.008.
Contextualizei à entrevistada sobre nosso trabalho “Métodos de Ensino” e perguntei que métodos ela utiliza e como vê a aplicação da metodologia na atualidade.
Antigamente, na época das guerras, se utilizavam Unidades Didáticas, em que se demarcavam os objetivos (o que quero que o estudante saiba fazer) e as atividades (o trabalho em si para se chegar aos objetivos).
Conforme Noam Chomsky, o cérebro tem uma parte específica que se desenvolve para aprender uma língua estrangeira, assim como se fosse um computador e por isso a metodologia da repetição, adepto ao estruturalismo/funcionalismo. Esta era uma forma de ensino usada predominantemente até as décadas de 60/70. Este método que visava à repetição era utilizado para o ensino da língua a espiões, em que deveriam se tornar um falante nativo. Nessa época começam a surgir as críticas a seu método por sociólogos e antropólogos lingüísticos em que questionavam que o próprio nativo tem várias formas de falar, a ver com sua cultura, seu grupo e que se conhece uma língua a partir da interação. A partir daí, surge o método comunicativo, usado até hoje nas escolas de línguas estrangeiras, em que se prioriza a interação entre os alunos, a conversação, acreditando que não se pode aprender uma língua estrangeira sozinho. Logo que começaram essas críticas à Chomsky, começaram a refletir também sobre o que era o aprender, é repetir? Decorar? Interagir? Uma série de questões são levantadas e isso é um outro debate.
Os métodos que uso são: método por tarefas, em que eu ofereço determinados recursos para os alunos e a partir daí eles devem chegar a um objetivo, por exemplo, passo um vocabulário e a partir dele devem montar um cartaz, um texto... são atividades práticas e no desenvolvimento da tarefa o aluno vai aprendendo, nesse caso eu é quem penso na tarefa para que eles executem. O outro é método por projetos, que aí são construídos com alunos, um exemplo foi a partir de contos lidos eles quiseram apresentar um conto através de uma peça de teatro de bonecos, assim foram divididos em equipes para cenário, texto, bonecos, trilha sonora...
Outra questão utilizada são os produtos emergentes de aprendizagem, que é a matéria levada pronta aos alunos, a preparação da aula, das atividades, etc. e os alunos vão trazendo outras demandas, alternativas de se passar aquela matéria, ou seja, aprender com o aluno e poder mudar a aula de acordo com que vai aparecendo pelos alunos. Um dia queria trabalhar os animais com eles, sugeri que cada um escolhesse um animal para falar sobre ele e uma menina, em espanhol, perguntou a outro colega o que era um “tiga” e ela responde que é uma mistura de tigre com gato, e outro colega faz outra palavra misturando dois animais, tudo em espanhol. No mesmo momento já vi a oportunidade de trabalhar o que queria pelo que eles estavam me trazendo, assim, sugeri a eles que esses animais inventados deveriam ter uma história, o que comem, onde vivem, etc. para cada um montar uma história de “seu” animal. Tem-se algumas estratégias de participação em sala de aula, já alguns professores não usam essas estratégias, usam a retórica. Acho perverso perguntar a um aluno aquilo que tu já sabe. Os índios, por exemplo, não respondem se sabem que quem está perguntando sabe a resposta, aí os professores dizem que as crianças indígenas não participam das aulas, mas é porque na sua cultura não se pergunta a alguém aquilo que tu já sabe a resposta! Em Porto Alegre tem a Escola Gilberto Jorge, que se intitula como Escola Cidadã, uma proposta inovadora de participação não só dos alunos, mas de pais e comunidade, toda comunidade fez um abaixo assinado contra a possibilidade de a escola ser fechada. Essa experiência é objeto de estudo de muitos estudantes da UFRGS por sua metodologia de participação dos alunos, inclusive nos conselhos de classe, discutem previamente em sala de aula o que gostam e o que não gostam de cada matéria/professor e levam suas demandas para o conselho. Mas para isso funcionar os professores devem estar preparados e também é importante o entendimento dessa prática pelos pais e comunidade, acredito que por esses motivos essa experiência teve muito sucesso na zona sul de Porto Alegre.
Entrevista 2
A aula observada foi da disciplina de História do segundo ano do Ensino Médio em uma escola da rede pública estadual. As aulas que assisti versavam sobre o Iluminismo na França e seu impacto na Europa.
O professor utiliza como recursos didáticos o quadro negro e um polígrafo sobre a matéria, de um livro selecionado pelo mesmo.
A forma como o professor trabalha o conteúdo baseia-se na leitura do polígrafo feita pelos alunos, com cada aluno lendo uma pequena parte. Em cada ponto significativo, o professor interrompia a leitura para explicar mais detalhadamente, além de dar exemplos para o aluno fixar melhor a matéria, fazendo analogias com situações e fatos atuais para facilitar o entendimento. Estas analogias relacionam os fatos históricos com fatos da atualidade, trabalhando o importante conceito de que cada parte da história não é isolada, mas está em um conjunto de fatos anteriores e posteriores.
Durante a leitura e as explicações, o professor várias vezes questionou seu alunos a respeito de conceitos anteriormente explicados, estabelecendo uma continuidade no aprendizado. Este contínuo questionamento auxilia em manter o aluno focado na aula, além de estimulá-lo a acompanhar o raciocínio desenvolvido pelo professor com base no conteúdo.
O método empregado pelo professor é, segundo minha observação, eficaz. O que lhe dificulta o desenvolvimento da aula é o desinteresse quase que na totalidade dos alunos em relação à matéria proposta. Percebi um clima de indolência, quase descaso em relação ao aprendizado. Para manter a atenção, nota-se que o professor faz um grande esforço, fazendo perguntas, conversando e estimulando os alunos, mas fora dos curtos diálogos lúdicos, estes poucos reagem. O desinteresse em alguns casos chega mesmo à insubordinação, pois alguns alunos recusaram-se firmemente a tomar parte na leitura, apesar de manterem o silêncio durante a aula.
Nesta observação, constatei como aspectos positivos a tranqüilidade do professor, seu domínio do conteúdo e os exemplos relacionados a assuntos da atualidade que facilitam a compreensão da matéria, rompendo com velhas metodologias cheias de datas e textos decorados, como enfrentei quando fui aluna do ensino fundamental e médio. Mesmo com a indolência dos alunos, o professor procura manter o entusiasmo pelo assunto e um relacionamento de respeito com a turma, e a maioria dos alunos corresponde de forma positiva. Em meio a tantas qualidades do professor que tive o privilégio de acompanhar, é difícil encontrar lacunas ou problematizar qualquer coisa em suas aulas. Os problemas apresentados pelos alunos em matéria de rendimento, segundo a minha percepção, são mais devido à falta de utilidade imediata que o aluno vê na apreensão do conhecimento do que no desempenho do professor. Este paga pelo descaso dos anos anteriores de seus alunos na escola. Minha leitura deste descaso do aluno em relação aos estudos é devido a forma como é construído desde o inicio de sua vida escolar sua relação com o conhecimento. Nossas escolas não estimulam a leitura, que deveria ser o principio para um desejo de conhecimento. São fornecidos conteúdos sem relação com o cotidiano do aluno, o que torna a matéria uma coisa fria, afastada da realidade. Eu sugeriria como medida para reencontrar o caminho até estes alunos perdidos novas práticas de ensino, como incorporação de novos recursos didáticos (leitura, filmes, teatralização dos conteúdos); saídas de campo, trocas de experiências entre os alunos e professor, na forma de trabalhos que estimulem a interação entre alunos e conhecimento.
Como o senhor seleciona os conteúdos? Que materiais utiliza como fonte para retirar os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula?
Os conteúdos já são pré-selecionados, nós fazemos uma reunião anual por área e define o quê cada série vai ter, então você se programa mais ou menos no primeiro trimestre a quantidade de material que vai ser dado, e nem sempre é possível vencer o conteúdo. Para você ter uma idéia, este é o terceiro ano que não consigo vencer o programa, é muita matéria. E também por que é uma matéria que eu gosto muito, explico muito. Ia facilitar muito a vida do professor se houvesse um bom material didático, como já há em português e matemática; isto seria uma grande ajuda para o professor, por que todo o material o material tem custo, e nem sempre o aluno tem condições de adquirir material para as aulas.
Eu ví que o senhor trabalha com polígrafos, cada um tem seu?
Alí eu consegui uma empresa que fez um preço diferenciado pela quantidade, então selecionei o material, arrecadei o dinheiro, uma mão de obra medonha. E muitos alunos não pagaram porque não tinham e muitos pagaram só a metade porque não tinham todo o dinheiro, e acabei pagando o resto do meu bolso.
Que atividades (estratégias) realiza com os alunos e considera que produzem, aprendem? Eu ví que o senhor pára, explica, retorna...
Eu sempre retorno, eu tento mostrar que a história não é uma coisa solta, data, não é data, não é assim. A história é um segmento lógico, como por exemplo, o Iluminismo, o surgimento de idéias que influenciaram revoluções, eu falo em corrupção, no caso de quando, por exemplo, a família real veio para o Brasil, a maior preocupação era com a corrupção. Claro que temos alunos que não se ligam, não querem saber. Mas temos outros que se mostram interessados, comentam - “ professor, como gosto das suas aulas, nunca tive aula de história deste jeito”.
Que instrumentos utiliza para avaliar seu aluno (prova, trabalhos escritos, apresentações orais,...). Enumere por ordem de importância os três principais critérios utilizados nas suas avaliações:
Eu passo muita atividade para pensarmos no conteúdo que estamos vendo. Procuro também trazer filmes que caracterizem a época. A avaliação se dá em prova escrita e trabalhos para memorização.
DELIBERAÇÕES SOBRE A OBSERVAÇÃO
É necessário estabelecer laços com os alunos para ser respeitado e interagir com eles. Um professor que chega em sala de aula, apresenta a matéria, mesmo que bem, aplica os exames e sai, não vai fazer a diferença na vida do aluno em comparação à um professor que consegue estabelecer uma relação entre conteúdo e a vida do aluno. O que presenciei na aula do professor de História foi um clima de afeto para com seus alunos e sua profissão. A sala estava em condições desgastadas, mas havia o interesse do professor em fazer um bom trabalho. Creio que mesmo os alunos problemáticos se acalmavam nesta disciplina em função da tranqüilidade que o professor mantinha. E mesmo com algumas idéias diferentes de como conduzir esta disciplina, nesta aula basicamente expositiva, acredito que os alunos tinham condições de interagirem com o professor e apreenderem o conteúdo devido principalmente ao empenho e competência do professor.
Para revermos metodologias de ensino, podemos também citar experiências como a de Paulo Freire. Usando como base a própria experiência do aluno, são construídos conjuntamente pelo professor e alunos quais os signos que serão utilizados para o trabalho de aprendizagem.
CONCLUSÃO
Para um melhor aproveitamento nas aulas, os métodos de ensino devem ser aplicados conforme as características da turma, dos alunos, da comunidade em que habitam, de maneira que se torne interessante a eles. Segundo Paulo Freire, as metodologias e suas aplicações devem ser construídas com o estudante (dialeticamente), e não para o estudante. Dessa forma, ele se sente parte do processo auxiliando na execução e no andamento e participando mais ativamente das aulas. Não há uma fórmula mágica, um método ideal que a turma se interesse, participe e acima de tudo, mostre bons resultados. O que percebemos é que os métodos tradicionais não são ideais, pois a criança ou adolescente se desinteressam pela escola e isso tem sérias conseqüências como a evasão escolar ou constantes reprovações (conseqüentemente mais desinteresse). Outra característica do método tradicional é a de que os professores muitas vezes usam a retórica: perguntam coisas que já sabem sem dar tempo do estudante responder, o transformando numa pessoa que não tem senso crítico (proposição de debates), uma vez que não há possibilidades da participação dos alunos.
Através desse trabalho, foi interessante perceber as metodologias usadas pelo professor nas aulas de Psicologia da Educação. Pudemos observar diversos métodos empregados, como o estudo dirigido, o uso de meios informatizados e de vídeo, GV/GO, tarefas, etc.
Fazer parte da nova geração que vem questionando esses métodos e essa forma de educar é um desafio que enfrentamos. Muitos pais questionam o fato de o caderno do filho vir em branco para casa, como se naquele dia não se tivesse aprendido nada, ou por não ter uma prova e se utilizar outros métodos de avaliação, não considerados válidos. Na medida do possível deve-se não só construir com os alunos essas metodologias como também integrar os pais, outros professores e a direção da escola nesse processo.
BIBLIOGRAFIA
ANASTASIOU, Léa das Graças camargo; ALVES, Leonir. Pessate ; WACHOWICZ, L. A. ; ROMANOWSKI, J. . Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. 4a.. ed. Joinville: Ed. Univille, 2005. v. 1000. 145 p.
FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. O construtivismo e a educação. 9. edição. Porto Alegre: Mediação, 2004. 94 p.
FREIRE, Paulo . Pedagogia do Oprimido. 7º edição . Paz e terra

