Necessidades Especiais-
De Psicologia da Educação
Introdução
Todos sabemos que a educação escolar consiste na formação integral e funcional dos educandos, ou seja, na aquisição de capacidades de todos os tipos: cognitivas, motoras, efetivas, de autonomia, de equilíbrio pessoal, de inter-relação pessoal e de inserção social e que os conteúdos escolares não podem se limitar aos conceitos e sim devem incluir procedimentos, habilidades, estratégias, valores, normas e atitudes, e tudo deve ser assimilado de tal maneira que possa ser utilizado para desenvolver problemas nos vários contextos.
Com este trabalho, viemos demonstrar que existe um grupo grande de alunos que necessitam de uma atenção especial por parte de todas as instituições escolares, sejam elas públicas e/ou privadas. Trata-se do grupo de pessoas com necessidades especiais no campo da aprendizagem, originadas quer de deficiência física, sensorial, mental ou múltipla, quer de características como altas habilidades ou superdotados.Especificaremos neste trabalho, a educação para esses alunos com deficiência psicológica, tais como: Síndrome de Dawn, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), TDAH (Transtorno de Deficiência de Atenção e Hiperatividade), Autismo e Dislexia, a integração desses alunos no sistema de ensino regular e formas adotadas pelas escolas para melhor atender esses alunos no seu processo de permanente crescimento, visando seu pleno desenvolvimento.
Dislexia
Histórico
Dislexia é o termo criado por um médico alemão, Dr. Rodolfo Berlin, há mais de 100 anos, para nomear uma dificuldade em leitura apresentada por um de seus pacientes. O prefixo “dys”, do grego, significa imperfeito como disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada, “lexia”, também do grego, refere-se ao uso de palavras (não somente em leitura).
Durante muito tempo, profissionais incorporaram suas pesquisas e conclusões em dislexia, somente como dificuldades em leitura. Na continuidade da busca de respostas sobre o que é a dislexia, passou-se também a serem pesquisadas dificuldades com a Linguagem Expressiva e Receptiva, Linguagem Oral e Escrita, além dos problemas com a Leitura e a Soletração, e somente muito mais tarde é que as dificuldades com a Linguagem Matemática também foram inclusas nessas pesquisas.
Foram relacionados diferentes nomes, que dão rótulos aos disléxicos, mas o termo dislexia é preferencial entre muitos profissionais, disléxicos e seus familiares, pela diretividade e amplitude de seu significado, não oportunizando idéias subliminares de incapacidade e de problemas de comportamento.
A Dislexia
Há mais de 130 anos pesquisas são feitas para tentar compreender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes e até geniais experimentarem dificuldades paralelas em seu caminho do aprendizado.
A evolução progressiva de entendimento do que é dislexia, resultante do trabalho de mentes brilhantes que tem se doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo conquistado, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas como: Que a dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo 6 (ou cromossomo # 6), que por ser dominante, torna a dislexia altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;
Que o disléxico tem mais desenvolvida a área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores normais, condição que, segundo estudiosos, justificaria seus “dons” relacionados à sensibilidade, arte, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimensões (3 D), criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;
Que a maioria dos disléxicos apresenta imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita - esquerda.
Recentemente, uma significativa descoberta neurofisiológica, justifica ser a falta de consciência fonológica do disléxico, a determinante mais forte da probabilidade de sua falência no aprendizado da leitura, o disléxico encontra dificuldades significativas em seu mecanismo de transição no decorrer dos olhos, em seu ato de mudança de foco de uma sílaba à seguinte, fazendo com que a palavra passasse a ser percebida, visualmente, como se estivesse barrada, com traçado carregado e sobreposto, sensação que dificulta a discriminação visual das letras que formam a palavra escrita.
Clinicamente falando, Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem Escrita, Soletração, Leitura, da Linguagem Expressiva ou Receptiva, Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social.
Formas de Dislexia
Discalculia
È a dificuldade com a Linguagem Matemática, que pode ocorrer por falta de habilidade para determinação de razão matemática ou pela dificuldade em elaboração de cálculo matemático. Essas dificuldades podem estar vinculadas a problemas com o domínio da leitura e/ou da escrita, na compreensão global do que propunha um contexto, bem como no próprio processamento da linguagem, dificuldades diretamente relacionadas à confusão visual – espacial e outras relacionadas com a discriminação da regência e da ordem precisa de fatos matemáticos e com a lembrança correta da adequação de procedimentos matemáticos, dificuldades em avaliações comparativas: maior/menor, mais/menos, também existe a possibilidade do emocional exacerbado dificultar ou mesmo bloquear o pensamento matemático.
Freqüentemente, pessoas disléxicas são bem dotadas em matemática, pois, possuem habilidades de visualização em 3 D que os ajudam a assimilar conceito mais claro e rapidamente que pessoas não disléxicas, os disléxicos resolvem complexos problemas de matemática mentalmente e também experimentam grandes dificuldades em matemática básica.
Disgrafia
É caracterizada por problemas com a Linguagem Escrita, há disléxicos sem problemas com a coordenação psicomotora, com uma linguagem corporal harmônica e um traço livre espontâneo em sua escrita, embora até possam ter dificuldades com a leitura e/ou com a interpretação da Linguagem Escrita, mas há disléxicos com graves comportamentos no traçado de letras e de números. Eles podem cometer erros ortográficos graves, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas, sua dificuldade espacial se revela na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo a linha demarcada para a escrita. Há digráficos com a letra mal grafada, mas inteligível, porém, outros cometem erros e borrões que quase não deixam possibilidade de leitura para sua escrita corsiva. É comum que digráficos também tenham dificuldades em matemática.
Uma das teorias sobre as causas da disgrafia, aborda o processo de integração do sentida visão com a coordenação do comando central do movimento, para eles é complicado monitorar a posição da mão que escreve, com a coordenação do direcionamento espacial necessário à grafia da letra ou do número, integrados nos movimentos de fixação e alternância da visão, por isto eles podem reforçar pesadamente o lápis e/ou caneta no ponto de seu foco visual procurando controlar o que a mão está traçando durante a escrita, podem também inclinar a cabeça para tentar ajustar distorções de imagem em seu campo de fixação ocular. Digráficos experimentam com freqüência sensações de insegurança e desequilíbrio, em diferentes graus com relação à gravidade, desde a infância, podem surgir atrasos no desenvolvimento da marcha, dificuldades em subir e descer escadas, ou andar sobre bases em desnível ou em balanço, entre tantas outras atividades.
Ainda está relacionada com a dislexia, a hiper e a hipoatividade, ou seja, a criança é muita ou pouco agitada, e a deficiência de atenção, cujo problema central está na dificuldade de focar a atenção.
Sintomas e Sinais de Dislexia
Primeira Infância
Atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
Atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbuciar a pronúncia de palavras;
Dificuldade de entender o que está ouvindo;
Distúrbios de sono;
Enurase (incontinência urinária) noturna;
Suscetibilidade a alergias e a infecções;
Tendência à hiper ou a hipoatividade motora;
Chorar muito, parecer inquieta ou agitada com muita freqüência;
Dificuldades para aprender andar de triciclo;
Dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.
Observação: O sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança pequena ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética. A criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, idade ideal para o início de um programa remediativo, que pode trazer as respostas mais favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade.
Idade Escolar
- Lentidão para fazer os deveres escolares;
- Agilidade e rapidez nos deveres escolares, mas, com muitos erros;
- Cópia de textos com letra bonita, mas, pobre compreensão do texto e até mesmo, não ler o que está escrevendo;
- Fluência na leitura inadequada para a idade;
- Inventar, acrescentar, omitir, trocar, inverter palavras ao ler e ao escrever ou a direção de letras e sílabas;
- Só fazer leituras silenciosas, ou ao contrário, só entender o que lê, quando o fizer em voz alta para poder ouvir o som das palavras;
- Letra mal grafada e até inteligível, palavras borradas e até ligadas entre si;
- Esquecer com facilidade, horas, dias ou semanas, aquilo que aprendera muito bem;
- Facilidade ou capacidade de transmitir o que sabe, somente através de exames orais ou exatamente o contrário, somente através da escrita;
- Grande imaginação e criatividade;
- Desliga-se facilmente, ou seja, desatenção;
- Sintomas físicos ao ir para a escola, como dor de barriga, ou febre alta antes de uma prova;
- Dificuldade em concentrar-se em um só foco, devido ao fato de dar atenção a tudo, mesmo sendo coisas desnecessárias para o estudo ou outra atividade que esteja executando;
- Baixa auto-imagem e auto-estima;
- Não gostar de ir para a escola;
- Esquivar-se de ler principalmente em voz alta;
- Mudanças bruscas de humor;
- Impulsivo;
- Não conseguir falar juntamente com outra pessoa;
- Timidez;
- Sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria;
- Dificuldades visuais imperceptíveis em exames clínicos;
- Atletas ou incapazes de chutar ou pegar uma bola;
- Confusão como: direita – esquerda, em cima – embaixo, frente – trás;
- Lateralidade cruzada, muitos são canhestros e outros ambidestros;
- Dificuldades para ler as horas, para seqüência como dia, mês e ano e estações do ano;
- Dificuldade em aritmética básica e/ou matemática avançada;
- Depender dos dedos ou truques para contar ou calcular;
- Dificuldades para contar objetos e lidar com dinheiro, mesmo sabendo contar;
- Facilidade com cálculo aritmético, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos;
- Resolver cálculo algébrico mentalmente e não elaborar cálculo aritmético;
- Excelente memória de longo prazo;
- Boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo;
- Pobre memória visual, mas, excelente memória e acuidade auditivas;
- Pensar através de imagens e sentimentos e não com som de palavras;
- Extremamente desordenado;
- Não apresentar atraso e dificuldades suficientes para ser detectado e ajudado na escola;
- Pode brincar insistentemente para ser aceito entre os outros, mesmo como o “palhaço”;
- Frustra-se facilmente, principalmente com a escola e os estudos;
- Pré-disposição para alergias e infecções;
- Intolerância muito alta ou muito baixa a dor;
- Forte senso de justiça;
- Muito sensível e emocional;
- Perfeccionista, ou seja, busca sempre a perfeição o que é difícil atingir;
- Dificuldades em andar de bicicleta, para abotoar e amarrar, para manter o equilíbrio em exercícios
físicos;
- Sentir-se confuso com o barulho e desligar-se, comportar-se como se estivesse distraído;
- Escrita extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página;
- Cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura.
Crianças disléxicas apresentam combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo, em algumas delas há um maior número de sintomas e sinais, em outras, são observadas somente algumas características.
Diagnóstico da Dislexia
Identificando o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada, uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos clínicos, e se necessário serão indicados outros profissionais como oftalmologistas, neurologistas ou outras especialidades conforme o caso, deve-se iniciar uma minuciosa investigação. A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia, chamado de Avaliação Multidisciplinar e de Exclusão. Nesse processo é muito importante tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente, esta avaliação não só identifica as causas das dificuldades, como também, permite um encaminhamento adequado a cada caso, ou seja, conhecendo os motivos das dificuldades, o potencial e as individualidades do paciente, o profissional poderá utilizar a linha de tratamento que achar conveniente e adequado.
Assim que o diagnóstico de dislexia for confirmado por esta equipe multidisciplinar, a criança passa a ser acompanhada pelos profissionais adequados as suas dificuldades, e junto com os pais e profissionais da educação definirão o melhor tratamento a ser aplicado à criança. Indiferente do tratamento prescrito, ele será dividido em etapas e somente após a criança ter absorvido perfeitamente a anterior é que se passará para a etapa seguinte, sempre retomando as etapas anteriores sistema denominado de Multissensorial e Cumulativo.
Profissionais da Educação
Infelizmente as universidades não fornecem base necessária para conhecer e lidar com este tipo de situação. Os professores desconhecem ou são no mínimo mal esclarecidos a respeito da dislexia.
ABD
Associação Brasileira de Dislexia – ABD foi fundada em 1983, por um pai que recorreu a British Dyslexia Association para encontrar respostas as dificuldades escolares que seu filho vinha apresentando na escola. No início, a ABD era apenas um ponto de estudo, de troca de informações, de encontro e divulgação da dislexia. Em 1988 foi criado o CAE – Centro de Avaliação e Encaminhamento, pela necessidade de diagnóstico deste distúrbio. Em 2001, houve a coligação da ABD com a IDA – International Dyslexia Association que se impressionou com o trabalho desenvolvido pela ABD. Hoje a ABD se coloca no Brasil como ponto de apoio às famílias e disléxicos, sendo constituída de disléxicos de todas as idades e seus familiares, professores, profissionais da área clínica e educacional, que pode contar com orientação direcionada, diagnósticos, encaminhamentos e cursos.
O objetivo da ABD é esclarecer e orientar quanto à dislexia, ajudar o disléxico, estimular o sistema de ensino para melhor atender os disléxicos, esclarecimento a respeito da dislexia para o mercado de trabalho, assim oportunizar emprego para os disléxicos, capturar recursos para manter a Associação funcionando, conquistar espaço nos meios de comunicação para informar a população sobre este distúrbio e manter parte dos serviços gratuitos e/ou baixo custo para poder ajudar a comunidade carente.
A ABD oferece: atendimento aos pais, familiares, escolas, estudantes, profissionais clínicos e ao público em geral, curso de formação de dislexia, simpósios, encontros com disléxicos e reuniões com pais, CAE, CEEC – Centro de Estudo e eventos Científicos, orientação e encaminhamento a cada caso, cadastro de profissionais e clínicas especializadas, biblioteca para consulta de materiais relacionados à dislexia e outros distúrbios de aprendizagem e acolhimento aos pais e familiares durante o processo de diagnóstico dos filhos e parentes através da Arte-terapia.
Cartilha ABD
Em 2006 a ABD lançou a Cartilha Facilitando a Alfabetização Multissensorial, Fônica e Articulatória das autoras Maria Ângela Nico e Áurea Stávale Gonçalves, com a finalidade de auxiliar e facilitar o trabalho de professores e profissionais da educação, na alfabetização de crianças, disléxicas ou não. A Cartilha foi aprovada e reconhecida pelo Ministério da Educação, foi testada em campo nas cidades de Brasília e Goiás. A Cartilha é direcionada para a alfabetização de disléxicos e não disléxicos, na verdade a Cartilha é recomendada para a alfabetização ou re-alfabetização de alunos com ou sem distúrbios de aprendizagem. Foi especialmente desenvolvida para atender os profissionais de educação e professores que buscam suprir as principais dificuldades dos disléxicos.
A Cartilha vem acompanhada de um Caderno Multissensorial que tem o objetivo de estimular o visual, o auditivo, e o tátil sinestésico, e um vídeo explicativo sobre o método de ensino, exercícios e aplicabilidade.
O Método Multissensorial combina diferentes modalidades sensoriais no ensino da Linguagem Escrita, facilitando a leitura da escrita ao estabelecer a conexão entre os aspectos visuais (a forma ortográfica), auditivos (a forma fonológica) e cinestésica tátil (movimentos necessários para escrever a palavra).
Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
O TOC é uma doença bastante comum, acometendo aproximadamente um a cada 40 ou 50 indivíduos. Está entre as 10 maiores causas de incapacitação, conforme a organização mundial da saúde. Muitas vezes começa na infância, sendo raros os casos de início após os 40 anos. Geralmente é crônica e seus sintomas apresentam flutuações ao longo da vida.
Caracteriza – se por uma série de obsessões, compulsões e evitações.
Principais obsessões:
- sujeira, contaminação, simetria, alinhamento, impulsos de ferir, agredir pessoas, sexo ou obscenidades, doenças, idéias que incomodam o paciente, medos ou dúvidas;
Principais compulsões:
- lavar as mãos, verificações (gás, chaves, etc), contagens, simetria e alinhamento de objetos, compulsões mentais (repetições de palavras, frases, números);
Principais evitações:
- evitações de cores, números, etc.
O portador do toc sente necessidade de fazer os rituais, e acredita que se não o fizer algo de muito ruim pode acontecer. As obsessões mentais também costumam causar grande sofrimento, já que o indivíduo não reconhece essas idéias como suas e fica lutando contra a própria mente, sem sucesso.
O tratamento geralmente é feito com medicamentos e terapia.
Entrevista com um adulto portador de TOC (26 anos)
- Quais os principais sintomas que você apresenta?
Pensamento fixo, repetitivo, idéias que não identifico como minhas. (ordem agressiva, sexual, transgressora); Contagens, rituais (ordem dos objetos), lavar as mãos; Em crises, evito contato com pessoas, multidões, etc.
- Qual a idade em que seus sintomas começaram?
Aos 5 anos de idade.
- Faça um relato de suas experiências escolares:
Na escola eu fazia os rituais independente do que as pessoas pensassem (mentais ou externos) era tido como lunático.
Tinha dificuldades em ficar parado na sala de aula, achava as explicações lentas, sentia muita ansiedade. Tinha um comportamento agitado e reativo.
- Como o colégio lidou com o problema?
Fui diversas vezes expulso, aos 13 anos o orientador educacional da escola solicitou que eu fizesse um eletroencefalograma porque não sabiam o que exatamente eu tinha, nem como lidar com o problema. Foi constatado tudo normal, e acabei sendo mais uma vez expulso.
- Tivesse alguma experiência em classe especial?
Sim, mas também não serviu, pois as dificuldades dos demais não eram as mesmas minhas, hoje descobri que meu aprendizado ocorre principalmente de maneira auto- didata, tenho evoluído pelo próprio esforço.
- Como a escola deveria ter lidado com o problema na sua opinião?
Encaminhando a um profissional da área (psicólogo e psiquiatra).
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
O TDAH é um transtorno de origem neurológica (lobo frontal), genética, fatores sociais e fatores perinatais. Os sintomas persistem por toda a vida do indivíduo e tem início na infância, comprometendo o seu comportamento em vários setores. Caracteriza-se por três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção.
A hiperatividade não é sinônimo de TDAH. É preciso ter cuidado ao realizar o diagnóstico, pois existem vários fatores que influenciam nesse sintoma, como ansiedade, agitação e até mesmo reação à medicamentos antiasmáticos.
MITOS
- TDAH é um distúrbio, não falta de educação, agressividade gratuita ou grosseria;
- Não é uma doença inventada;
- TDAH é um transtorno extremamente bem pesquisado e com validade reconhecida superior à da maioria dos transtornos mentais.
A nomenclatura diagnóstica descreve dois subtipos apenas de TDAH: com hiperatividade e sem hiperatividade, porém outros subtipos tem sido descritos na avaliação clínica e educacional como: ansiedade, depressão, distúrbios de aprendizagem e abuso ou dependência de drogas.
As crianças do tipo Predominantemente Desatento (sem hiperatividade) são erradamente consideradas pelos professores e até mesmo pelos pais como pouco inteligentes e sem aptidão para os estudos. Outras vezes são vistas como preguiçosas, ou apenas muito tímidas. Assim sendo, o profissional chega ao diagnóstico colhendo uma história da vida do indivíduo, geralmente com a ajuda dos pais.
TRATAMENTO
O primeiro passo e muitas vezes o mais importante é dar à pessoa conhecimentos sobre o transtorno, pois isso tira uma grande carga de culpa que o portador provavelmente vem carregando por toda a vida. Com freqüência, a auto-estima do portador de TDAH já sofreu um impacto por causa dos anos vividos com esse problema não identificado. Nesses casos uma psicoterapia pode ser útil.
O metifelnidato (ritalina) é considerado um medicamento seguro pela maioria dos pesquisadores e dos clínicos que o utilizam em milhões de pacientes de todo o mundo. Todavia, não se pode ignorar que todo medicamento é capaz de provocar reações adversas. Basta pensar na aspirina, medicamento comum, mas que pode provocar úlceras gástricas e até hemorragias fatais. A ritalina só deve ser usada com orientação do médico. Ela existe a mais de 50 anos, cujos efeitos são bem estudados e conhecidos.
COMO O PROFESSOR PODE AJUDAR?
O profissional deve se manter atento para desvios de comportamento, como:
- Cometer erros por puro descuido,
- Dificuldade em sustentar a atenção;
- Parecer não escutar quando lhe falam;
- Deixar de completar tarefas (o estudante quase nunca consegue fazer os deveres por conta própria e adia-os até a última hora);
- Dificuldade na organização;
- Perde objetos e freqüentemente esquece de algo;
- Dificuldade de relacionamentos (rejeição social), desenvolvimento de baixa auto-estima;
- Fácil desistência frente as dificuldades.
O professor pode ser um grande aliado no tratamento. Quando ele tem conhecimento sobre o TDAH, torna-se capaz de adotar estratégias de ensino para favorecer o aprendizado. Professores que lidam com crianças portadoras de TDAH precisam ter disposição para mudar seu próprio comportamento em função dos delas:
- Proporcionar estrutura e organização (observar como a sala deve ser arrumada e qual a agenda do
dia);
- Colocar a criança perto de colegas que não a provoquem;
- Encorajar, elogiar e ser afetuoso, colaborando para a construção da auto-estima;
- Não aceitar a segregação, tornando a sala um ambiente acolhedor;
- As solicitações devem ser claras, objetivas e fornecidas uma de cada vez;
- Manter rigorosamente as promessas feitas à criança, assegurando a confiança na relação;
- Manter rotina organizada, sem grandes variações;
- Poupar a criança de situações de exposição social intensa;
- Dar ordens claras, com voz pausada, introduzidas pelo nome da criança;
- Partir grandes tarefas em várias menores;
- Fazer um resumo das atividades do dia e uma revisão das aulas dadas sobre o assunto abordado;
- Deixar claro os materiais necessários para a aula seguinte, usar regras específicas.
- Abusar das orientações adicionais por escrito.
SÍNDROME DE DOWN
Características de indivíduos portadores de síndrome de down:
Indivíduos com síndrome de down podem ter algumas ou todas das seguintes características físicas: fissuras oblíquas dos olhos com pequena dobra cutânea no canto interno do olho, hipotonia muscular, ponte nasal achatada, língua protuberante (devido à pequena cavidade oral, pouco tônus muscular e língua alargada perto da amídala), prega única nas palmas (prega simiesca), pescoço curto, pontos brancos na íris, flexibilidade excessiva nas articulações, espaço excessivo entre o dedão e o segundo dedo e defeitos congênitos no coração. A maioria das pessoas com síndrome de down tem retardamento mental de leve (QI 50-70) e moderado (QI 35-50). Adicionalmente, indivíduos com síndrome de down podem ter sérias anomalias afetando algum sistema do corpo.
Dentre as principais, podemos destacar:
• Retardo mental;
• Fraqueza muscular;
• Anomalia cardíaca;
• Baixa estatura;
• Olhos com fendas palpebrais oblíquas;
• Perfil achatado;
• Prega única na palma da mão.
Desenvolvimento de uma criança portadora:
O desenvolvimento de uma criança portadora da síndrome de down se difere em pouca coisa do desenvolvimento das demais, dessa forma ela pode freqüentar uma escola de ensino regular, pois o convívio com outras crianças não portadoras da síndrome irá colaborar no seu desenvolvimento. Além disso, essa convivência também é positiva para as demais crianças, pois faz com que cresçam respeitando as diferenças, sem nenhum tipo de restrição em seu círculo de amizade, seja por raça, aparência, religião, nacionalidade.
De acordo com uma pesquisa realizada em 1999 pela Federação das Associações de Síndrome de Down, a única realizada no Brasil até o momento, "quase 80% das pessoas com síndrome de down freqüentavam a escola no momento da pesquisa.Portadores de síndrome de down podem ter seu grau de desenvolvimento e socialização bastante satisfatório quando os mesmos passam a ser vistos como indivíduos capazes de fazer parte do mundo
O portador da síndrome de down é capaz de compreender suas limitações e conviver com suas dificuldades, "73% deles tem autonomia para tomar iniciativas, não precisando que os pais digam a todo momento o que deve ser feito.". Isso demonstra a necessidade e possibilidade desses indivíduos de participar e com autonomia das atividades do dia a dia.
O professor deve desenvolver o processo de adaptação da criança e dos pais Por isso deve ter maior treinamento para lidar com os fatores psicológicos, pedagógicos e sociológicos.da criança portadora de necessidade.especial.
Desenvolvimento cognitivo da criança com síndrome de down
O desenvolvimento cognitivo de crianças com síndrome de down é bastante variado. Muitas podem ter sucesso na escola, enquanto outras não conseguem acompanhar. Desta forma, é importante avaliar as crianças com síndrome de down individualmente. Crianças com síndrome de down podem ter uma ampla gama de habilidades, mas não é possível predizer suas capacidades ao nascimento. A identificação dos melhores métodos de ensino para cada criança em particular deve começar o mais precocemente possível. Habilidades de linguagem mostram diferença entra compreensão da fala e capacidade de expressão ao falar. É comum crianças com síndrome de down precisarem de terapia de fala.
Os conhecimentos teóricos trazem contribuições importantes e permitem ao professor lidar melhor com as dificuldades que encontra no ensino da criança. A ausência destes conhecimentos limita as mudanças, restringindo também os papéis que a criança portadora da síndrome pode representar tanto na escola como na sociedade.
O professor que tem auxilio de fonoaudiólogas e fisioterapeuta para as crianças também e recompensado.
É preciso preparar a turma para receber o aluno,criando boas expectativas sobre a sua chegada e agrupar o aluno desde o primeiro dia de aula.
Pessoas com síndrome de down tem capacidade cognitiva menor que a média, geralmente variando de retardamento mental leve a moderado. A incidência da síndrome é estimada de 1 por 800 a 1 por 1000 nascimentos. Preocupações com relação à saúde de pessoas com síndrome de down incluem o maior risco de defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, infecções recorrentes nos ouvidos, apnéia do sono obstrutiva e disfunções da tiróide.
São indicadas ações durante a infância precoce, testes para detecção de problemas comuns e tratamento médico. Treinamento vocal pode melhorar o desenvolvimento da criança com síndrome de down. Ainda que algumas limitações genéticas da síndrome de down não possam ser superadas, educação e cuidado apropriado podem melhorar a qualidade de vida do indivíduo.
INCLUSÃO SOCIAL
O objetivo primordial para qualquer criança de 5 anos entrar na escola é a inclusão social. Como com qualquer criança, é muito mais difícil progredir nas áreas cognitivas até que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceitável e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. Todas crianças com Síndrome de Down se beneficiam em se misturar com colegas com desenvolvimento típico. Muitas vezes eles ficam felizes em agir como os colegas e geralmente os usam como modelos para o comportamento social apropriado e motivação para aprender. Este tipo de experiência social, quando existe a expectativa de que as outras crianças se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa etária, é extremamente importante para as crianças com Síndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Elas não aprendem facilmente de forma incidental e não pegam as convenções intuitivamente como seus colegas. Elas vão levar mais tempo do que seus colegas para aprender as regras. O foco principal da ajuda adicional nos primeiros anos deve ser aprender as regras do comportamento social adequado.
ESTRATÉGIAS
- Reconhecer as principais rotinas do dia.
- Aprender a participar e responder apropriadamente.
- Responder a perguntas e instruções dadas oralmente.
- Aprender a respeitar a vez de cada um, dividir, dar e receber.
- Aprender a fazer fila.
- Aprender a sentar no chão na hora da rodinha.
- Aprender comportamentos apropriados.
- Aprender as regras da escola e da classe, tanto as formais quanto as informais.
- Trabalhar independentemente.
- Trabalhar em cooperação com os outros.
- Fazer e manter amizades.
- Desenvolver de habilidades de auto-ajuda e tarefas práticas.
- Tomar conta, se preocupar com os outros.
FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO
- Forte reconhecimento visual e habilidade visual de aprendizado, incluindo:
- Habilidade de aprender e usar sinais, gestos e apoio visual
- Habilidade para aprender e usar a palavra escrita
- Imitação de comportamento e atitudes dos colegas e adultos
- Aprendizado com currículo prático e material e com atividades de manipulação
FATORES QUE INIBEM O APRENDIZADO
- Desenvolvimento tardio de habilidades motoras, tanto fina quanto grossa
- Dificuldades de audição e visão
- Dificuldade no discurso e na linguagem
- Déficit de memória auditiva recente
- Capacidade de concentração mais curta
- Dificuldade com a consolidação e retenção de conteúdo
- Dificuldade com generalizações, pensamento abstrato e raciocínio
- Dificuldade em seguir seqüências
- Estratégias para evitar o trabalho
Autismo
O autismo é um transtorno que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
SINTOMAS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Aparente insensibilidade à dor
5. Preferência pela solidão; modos arredios
6. Rotação de objetos
7. Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Recusa colo ou afagos
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
OBS.: É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma. Adicionalmente, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade.
A gravidade do autismo oscila bastante, porque as causas, não sendo as mesmas, podem produzir significativas diferenças individuais no quadro clínico. Desta forma, o tratamento e o prognóstico variam de caso a caso.
Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal. O transtorno autista é permanente, até o presente momento, não tem cura. O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.
Um tratamento adequado é baseado na consideração das co-morbidades para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo.
A terapêutica pressupõe uma equipe multi- e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico. A base da terapêutica presume o envolvimento da família.
Não existe medicação e nem tratamento específicos para o transtorno autista. O sucesso do tratamento depende exclusivamente do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos.
A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.
Sugestões: FILMES: A FILHA DA LUZ
APRENDIZ DE SONHADOR
A SOMBRA DO PIANO
BENNY E JHON
DANÇANDO NO ESCURO
EXPERIMENTANDO A VIDA
FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS
GAROTO QUE PODIA VOAR
MELHOR IMPOSSÍVEL
MENTES QUE BRILHAM
MEU FILHO, MEU MUNDO
MEU NOME É RÁDIO
MEU PÉ ESQUERDO
NINGUÉM É PERFEITO
O ENIGMA DAS CARTAS
O MILAGRE DE ANN SULLIVAN
O OITAVO DIA
O PEQUENO MILAGRE
OS SEGREDOS DE ADAM
PATCH ADAMS
PRISIONEIRO DO SILÊNCIO
REFRIGERATOR MOTHERS
RETRATOS DE FAMÍLIA
SEMPRE AMIGOS
SIMPLES COMO AMAR
TEMPO DE DESPERTAR
TEMPO DE ESPERA
UMA LIÇÃO DE AMOR
UMA MENTE BRILHANTE
Conclusão
Ao realizarmos esse trabalho, podemos perceber que se requer um esforço das autoridades educacionais, professores e pais para valorizar a inclusão dos alunos com necessidades psicológicas especiais nas classes regulares, dando-lhes maior apoio pedagógico nas suas próprias classes e não os separando. A integração destes alunos no sistema de ensino regular é uma diretriz constitucional, e apesar disto, ainda não produziu a mudança necessária na realidade escolar. Os alunos portadores de deficiência ou distúrbio de aprendizagem não aprendem da mesma maneira e nem no mesmo tempo e ritmo que as demais crianças, eles aprendem dependendo do seu nível de amadurecimento, de seus conhecimentos anteriores, de seu tipo de inteligência mais verbal, mais lógica ou mais espacial, de seu cotidiano em sala de aula e isto depende muito do tipo de profissional que está educando e/ou trabalhando com estas crianças. O compromisso da escola não é somente com o ensino, mas, principalmente com a aprendizagem, o trabalho com estes alunos só termina quando todos os recursos foram usados para que todos aprendam e principalmente quando este objetivo for alcançado.
A deficiência psicológica e o distúrbio de aprendizagem, antes de qualquer definição, são um jeito de ser e de aprender, reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente.
O profissional da educação tem um papel importante na inclusão desses alunos no meio social. Depende do professor mudar suas estratégias para atingir as necessidades de cada estudante em sala de aula. Para isso, o professor deve estar atento e sempre informado sobre os desvios de comportamento das crianças. É necessário que haja um aperfeiçoamento das práticas de ensino para atender crianças com necessidades especiais. O ideal seria que esses cursos não só fossem incluídos na própria faculdade, mas também oferecidos pelas escolas.
Referências
NICO, Maria Ângela e GONÇALVES, Áurea Stávale, Cartilha Facilitando a Alfabetização – Multissensorial, Fônica e Articulatória. São Paulo: Educar Dpaschoal, 2009.
LUCZYNSKI, Zeneida Bittencourt, Dislexia – Você sabe o que é? São Paulo: Autêntica 2007.
WWW.dislexia.org.br, acessado em 09/11/2009.
CORDIOLI, Aristides Volpato. Vencendo o transtorno obsessivo-compulsivo - Artmed
WWW.tdah.org.br
www.fsdown.org.br
www.pedagobrasil.com.br
www.portalsindromededown.com

