Saúde e Educação

De Psicologia da Educação

Tabela de conteúdo

Introdução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como asituação de perfeito bem-estar físico, mental e social (FERRAZ & SEGRE, 1997).No Brasil, com a Constituição de 1988, o direito à saúde foi elevado à categoria de direito subjetivo público,num reconhecimento de que o sujeito é detentor do direito e o Estado o seu devedor, além, é obvio, de umaresponsabilidade própria do sujeito que também deve cuidar de sua própria saúde e contribuir para a saúdecoletiva. Hoje, compete ao Estado garantir a saúde do cidadão e da coletividade.Diante do conceito trazido pela Constituição de que "saúde é direito de todos e dever do Estado, garantidomediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e aoacesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação", abandonou-se um sistema que apenas considerava a saúde pública como dever do Estado no sentido de coibir ou evitara propagação de doenças que colocavam em risco a saúde da coletividade e assumiu-se que o dever doEstado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais, além daprestação de serviços públicos de promoção, prevenção e recuperação. A visão epidemiológica da questãosaúde-doença, que privilegia o estudo de fatores sociais, ambientais, econômicos, educacionais que podemgerar a enfermidade, passou a integrar o direito à saúde (SANTOS, 2005).E a Educação? Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira,educação é o "Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual ou moral da criança e do serhumano em geral, visando à sua melhor integração individual e social". O processo de educação começa coma família, quando os pais ensinam a seus filhos o que julgam ser certo. Num segundo momento, entra emcena a escola. Tem início a etapa da instrução da criança, onde ela vai adquirir conhecimentos referentes aáreas do saber específicas. De certa forma, a escola vai dar continuidade ao processo que foi iniciado pelafamília, educando a criança e o adolescente também para a vida, através da disciplina, das responsabilidades,do estímulo ao exercício da cidadania (DUBNER, 2007).Há relação entre a saúde e a escola? De acordo com o Ministério da Saúde (2004), Na relação entre saúde eescola surge a possibilidade deconstruirmos juntos a "escola que produz saúde": uma proposta que envolva estudantes, trabalhadores daeducação, comunidade escolar, órgãos governamentais de educação, gestores de sistemas de saúde eeducação, movimentos sociais, associações, grupos, famílias e toda a população.Neste trabalho pretendemos mostrar de forma prática a implantação de temas relacionados à saúde, emescolas e comunidades da nossa cidade.

Educação pelo Esporte - Instituto Ayrton Senna

Educação Pelo Esporte

Programa Educação pelo Esporte (PEE) é uma ação complementar a escola. Nele, trabalha-se como esporte como motivador da ação educativa. Isso graças ao potencial que as atividades esportivas, os jogos e asbrincadeiras tem de educar promovendo, ao mesmo tempo, prazer e alegria.O PEE acontece em 14 Projetos que estão espalhadas por todo o país. Esses Projetos funcionamdentro de Universidades. Elas abrem suas portas e sedem seus espaços para receber as comunidades quegeralmente circundam o campus.Professores universitários da área de Educação Física coordenam o trabalho apoiados por umaequipe de sub-coordenadores de outras áreas, tais como a Pedagogia, a Arte e a Saúde. Essas áreas se integram àárea de Esporte por meio de projetos interdisciplinares, que pautam o trabalho de todos os educadores e dãosentido e dinamismo às atividades oferecidas.Trabalham como monitores das crianças os jovens estudantes universitários dessas mesmas áreas doconhecimento, que fazem estágios nos projetos em busca de uma experiência que acaba influenciando parasempre a sua formação profissional.Criar oportunidades para que as crianças e jovens desenvolvam competências Cognitivas, Pessoais,Sociais e Produtivas. Dessa forma, o Programa presta a sua contribuição em busca da promoção dodesenvolvimento humano em nosso país. Além disso, é grande objetivo do Programa, que se caracteriza por umaTecnologia Social, servir de exemplo e de inspiração para outras instituições que apostem nessa estratégia paraenfrentar os desafios sociais de sua região.Criar soluções em educação para contribuir no enfrentamento dos desafios sociais de nosso país.Esse é o objetivo do Instituto Ayrton Senna.As tecnologias sociais são as ações que, uma vez implementadas, avaliadas e sistematizadas secaracterizam nessas soluções: formas criativas, flexíveis, eficazes e que atingem um número de beneficiados emescala, gerando impacto e transformações permanentes na vida de crianças e jovens, dentro da escola (educaçãoformal) e fora dela (educação complementar).

Projeto Quero-Quero

O Projeto Quero-Quero (PQQ), parte integrante do Programa Educação pelo Esporte, é uma parceriaentre a Faculdade de Educação Física da UFRGS com o Instituto Ayrton Senna e conta com o apoio do banco dealimentos (FIERGS). O objetivo principal do projeto é a formação integral dos participantes tendo o esporte comoprincipal eixo. A proposta pedagógica é organizada seguindo os princípios norteadores do projeto estabelecidospelos pilares da educação propostos pela UNESCO: aprender a conviver, a conhecer, a fazer e a ser.

  • Aprender a conhecer – pressupõem o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir, bemcomo o desenvolvimento do desejo e das capacidades de aprender a aprender. A aquisição de umrepertório de saberes se mantém necessária, porém, fortalecendo o domínio dos instrumentos doconhecimento, para que cada indivíduo aprenda a compreender o mundo que o rodeia, namedida em que isso lhe é necessário para viver dignamente, para desenvolver as suascapacidades profissionais, para comunicar-se. O aumento dos saberes, que permite ao indivíduocompreender melhor o ambiente sob os seus diversos aspectos, favorece também o despertar dacuriosidade intelectual, estimula o sentido crítico e permite compreender o real, mediante aaquisição de autonomia na capacidade de discernir.
  • Aprender a fazer – pressupõem ensinar o indivíduo a por em prática seus conhecimentos noâmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens eadolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente,graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho. É necessário, portanto, odesenvolvimento das competências que tornam o indivíduo apto para enfrentar os desafios e atrabalhar em equipe; combinando a qualificação adquirida pela formação técnica e profissional aocomportamento social. Capacidade de iniciativa, de comunicação; de julgar adequadamente; demanter unida à equipe; de gerir e resolver conflitos; são características imprescindíveis napreparação do indivíduo.
  • Aprender a conviver – pressupõem desenvolvimento da compreensão do outro e a percepção dasinterdependências entre todos os seres humanos do planeta. Os programas educacionais, nestaperspectiva, têm por missão transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana aguiarem as pessoas a tomarem consciência das semelhanças entre as mesmas. A realização deprojetos comuns e preparação para gerir conflitos, respeitando os valores do pluralismo, dacompreensão mútua e da paz, são indissociáveis para aprender a conviver com o outro.
  • Aprender a ser – pressupõem o desenvolvimento integral do indivíduo. Os programaseducacionais devem preparar o ser humano para elaborar pensamentos autônomos e críticos epara formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agirnas diferentes circunstâncias da vida. Aprender a ser é necessário para que cada indivíduodesenvolva seus talentos e permaneça dono do seu próprio destino, agindo com personalidade,capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, se faznecessário privilegiar as potencialidades de cada indivíduo, de memória, raciocínio, sentidoestético, capacidades físicas e aptidão para comunicar-se.

As atividades esportivas oferecidas incluem prática de esportes individuais (natação, artes marciais,atletismo, tênis), coletivos (basquetebol, futsal, voleibol, handebol) e aulas de informática. Os alunos e seus responsáveis contam também com acompanhamento psicológico e encaminhamento para atendimento quandose julga necessário. Os bolsistas , estagiários e voluntários (alunos de graduação) que trabalham diretamente comas crianças têm no projeto oportunidades únicas de formação profissional, tanto no ensino, quanto na pesquisa eextensão. O PQQ tem também como meta a produção de novos conhecimentos e tecnologias de ensinoauxiliando na formação de acadêmicos capazes de se comprometerem com propostas sociais e com os princípiosda Educação pelo Esporte.

As atividades pedagógicas multidisciplinares são organizadas por meio de projetos, as quais sãodesenvolvidas paralelamente as atividades esportivas. Os projetos têm o objetivo de proporcionar novos desafiosmediadores de uma educação integral, incluindo conhecimentos sobre cuidados com higiene, segurança,alimentação, meio ambiente, direitos da criança e do adolescente, entre outros. Esses projetos envolvem oprocesso de construção participativa de todos ( coordenadores, educadores e alunos). No ano de 2009, um dosprojetos do PQQ foi Saúde em contexto.

Projeto Saúde em Contexto

Os problemas de saúde muitas vezes provêm do estilo de vida e do nível cultural das pessoas. Emtodas as classes sociais e etnias, problemas de saúde como má nutrição e transtornos alimentares,comportamentos de risco (acidentes domésticos, uso de drogas, depressão, entre outros problemas) sãoevidentes(PAPALIA; OLDS, 2000). Nesta perspectiva, acreditando que as influências ambientais afetamdiretamente a saúde das crianças e adolescentes, e em especial, aos alunos do PQQ que são provindos de famíliasmenos favorecidas, esse projeto focaliza-se em aprofundar três temas são eles:

Saúde e Higiene

Embora seja de presumir que a criança revele, na sua espontaneidade, certas tendências naturais desuas características desenvolvimentistas, a cultura desempenha um papel relevante na formação dos usos ecostumes(GESELL, 1998). Nesta perspectiva o objetivo geral deste projeto é auxiliar as crianças e adolescentes naformação de bons hábitos de higiene pessoal.Temas previstos: higiene com o corpo e higiene com os alimentos.Atividades previstas: oficinas e trabalhos pedagógicos.

Saúde e Alimentação

O crescimento e a saúde adequados dependem de boa nutrição. As crianças em décadas anterioresse destacam por serem mais altas, esbeltas, flexíveis, e hoje, mais crianças tendem a ter excesso de peso(PAPALIA; OLDS, 2000). Nesta perspectiva o objetivo geral deste projeto é desenvolver hábitos saudáveis dealimentação nas crianças e adolescentes.Atividades previstas: oficinas, trabalhos pedagógicos e lanche realizado pelas crianças.

Saúde e Segurança: comportamento de risco

As crianças são por natureza aventureiras e inconscientes do perigo, e isso torna difícil para os pais eprofessores protegê-las do perigo sem superprotegê-las (PAPALIA; OLDS, 2000). Nesta perspectiva o objetivogeral deste projeto é orientar os alunos dos cuidados básicos para evitar acidentes domésticos.Atividades previstas: oficinas e debates sobre acidentes como queimadura, luxações, entorse,afogamento (banheiras, baldes contento líquido, piscinas), entre outras atividades

Promoção de Saúde - Idosos

A saúde do idoso tornou-se prioridade com o passar dos anos devido ao aumento progressivo daexpectativa de vida observado nas últimas décadas. A população mundial com idade igual ou superior a 60 anoscompreende cerca de 10% da população geral, com expectativa de aumento nas próximas décadas. No Brasil, deacordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a população de idosos passou de 6,1% em 1980para 7,3% em 1991, devendo chegar por volta de 10% em 2010. Em 2003, a população de idosos em Porto Alegrerespondia 11,8% do total (PADILHA, 1994).O crescimento da população idosa é um fenômeno mundial e, no Brasil, as modificações se dão deforma radical e bastante acelerada. As projeções mais conservadoras indicam que, em 2020, já seremos o sextopaís do mundo em número de idosos, com um contingente superior a 30 milhões de pessoas (CARVALHO, 2003).

Todo ano, 650 mil novos idosos são incorporados à população brasileira, a maior parte com doençascrônicas e alguns com limitações funcionais. Em menos de 40 anos, passamos de um cenário de mortalidadepróprio de uma população jovem para um quadro de enfermidades complexas e onerosas, típicas da terceiraidade, caracterizado por doenças crônicas e múltiplas, que perduram por anos, com exigência de cuidadosconstantes, medicação contínua e exames periódicos.

O número de idosos passou de três milhões, em 1960, parasete.Segundo dados do Censo de 2000, a população total do município de Porto Alegre, no Rio Grande doSul, era de 1.360.590 indivíduos, 160.240 com 60 anos ou mais (11,7% da população). Perfi l de idosos de PortoAlegre ( PASKULIN;VIANNA,2007).Levando em consideração os dados apresentados, o Município tem buscado promover odesenvolvimento de ações preventivas e educativas buscando a melhoria da qualidade vida e a sua repercussãona vida do idoso. Uma pesquisa do Centro de Estudos do Envelhecimento (CEE), do Setor de Geriatria da Unifesp,confirma esta idéia, apontando a promoção da capacidade funcional do idoso: conseguir se locomover, raciocinar,realizar tarefas, entre outras, como o principal fator relacionado à saúde dos idosos .A nova realidade demográfica e epidemiológica brasileira aponta para a urgência de mudanças einovação nos paradigmas de atenção à saúde da população idosa e reclama estruturas criativas, com propostas deações diferenciadas (VERAS, 2007).

A assistência ao idoso apresenta-se como um ponto de importante estrangulamento na área dasaúde, uma vez que a demanda de atendimento a idosos é altamente reprimida por atendimentos ambulatoriaisespecializados, gerando problemas crescentes na identificação de idosos com risco de adoecer e morrerprecocemente. Além disso, é pequeno o número de profissionais de saúde habilitados para tratar de idosos, oque dificulta a abordagem adequada dos idosos (LORENÇO; MARTINS; SANCHEZ, 2005).

Atenção Domiciliar

A atenção domiciliar à saúde é um modelo em processo de expansão por todo o Brasil e despontacomo um novo espaço de trabalho para os profissionais de saúde, tanto no âmbito público quanto no privado,(LACERDA ET AL,2006). De acordo com a Resolução da diretoria colegiada - RDC nº11, de 26 de janeiro de 2006, aqual dispõe sobre o regulamento técnico de funcionamento de serviços que prestam atenção domiciliar, aatenção domiciliar pode ser conceituada como as ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento dedoenças e reabilitação desenvolvidas em domicílio.Assistência domiciliar: conjunto de atividades de caráter ambulatorial, programadas e continuadasdesenvolvidas em domicílio.Resolução RDC nº 11, de 26 de janeiro de 2006; D.O.U. - Diário Oficial da União; Poder Executivo, de30 de janeiro de 2006; ANVISA - Agência Nacional de Vigilância SanitáriaA Organização Mundial da Saúde define Assistência Domiciliar como “a provisão de serviços de saúde por prestadores formais e informais com o objetivo de promover,restaurar e manter o conforto, função e saúde das pessoas num nível máximo, incluindo cuidados para umamorte digna. Serviços de assistência domiciliar podem ser classificados nas categorias de preventivos,terapêuticos, reabilitadores, acompanhamento por longo tempo e cuidados paliativos”.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) a Atenção Domiciliar, define-se como a atenção acuidados de saúde prestados ao indivíduo em sua residência para proporcionar ao paciente cuidados hospitalares,porém em seu ambiente domiciliar (BRASIL, 2006). As ações de saúde são realizadas no domicílio do paciente poruma equipe multiprofissional, a partir do diagnóstico da realidade em que o paciente está inserido, visando apromoção, manutenção e/ou restauração da saúde, envolvendo sua família para o estabelecimento da saúde(DUARTE; DIOGO, 2000).

A visita domiciliar, também chamada de “VD”, é o instrumento de realização da assistênciadomiciliar. Sendo constituído pelo conjunto de ações sistematizadas para viabilizar o cuidado a pessoas comalgum nível de alteração no estado de saúde (dependência física ou emocional) ou para realizar atividadesvinculadas aos programas de saúde.Assim como os estudos acima citados, levando em conta os dados demográficos e epidemilógicos docrescente numero de idosos, tendo conhecimento do problema assistencial que enfrentam em nosso meio,buscou-se estabelecer uma parceria com o Ambulatório Básico do Centro de Saúde Vila dos Comerciários(CSVC),.Foi criado , então um projeto de extensão junto à Universidade Federal do Rio Grande do sul, escola de Enfermagem, o qual congregou os profissionais da equipe de saúde do ambulatório básico, graduandos edocentes de enfermagem em um programa de atendimento domiciliar à usuários acamados da área de atuaçãodesse ambulatório.

O Ambulatório básico tem por área de atuação a população residente nas proximidades doCentro de Saúde., com uma estimativa de 50 000 pessoas pelo censo de 1998 a serem assistidas em saúde, com70% de SUS dependentes. A região faz parte do Distrito Sanitário Cruzeiro/Glória/Cristal, composta por umconjunto de vilas que, apesar de já possuírem luz elétrica, água encanada e recolhimento de lixo, aindapermanecem com uma estrutura caótica em termos de organização social e com grande marginalidade.O programa de atenção domiciliar objetiva prestar atendimento aos indivíduos portadores dedeficiências ou de seqüelas de morbidades que se encontram na condição de dependentes e acamados através darealização de visitas domiciliares pelos técnicos da equipe multiprofissional do Ambulatório Básico.

Então, apartir disso, o programa tem buscado contribuir para que idosos desprovidos de recursos possam ter umacompanhamento que permita dentro das possibilidades do serviço, manter suas condições de saúde de formadigna. Assim, os objetivos constituem-se da verificação das necessidades biopsicosociais dos usuários acamados ea busca de alternativas de resolutividade para os problemas de saúde encontrados.


Histórico do projeto de atenção aos usuários acamados do ambulatório básico docentro de saúde vila dos comerciários

Em 2004, iniciou-se a atividade de extensão que previa o atendimento aos usuários acamadosmoradores da Comunidade vila Cruzeiro do Sul, a partir de iniciativa da Escola de Enfermagem da UniversidadeFederal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com profissionais atuantes no Ambulatório Básico (AB) doCentro de Saúde Vila dos Comerciários (CSVC) - Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura Municipal dePorto Alegre (PMPA). Essa atividade de extensão vem sendo desenvolvida com a participação de professores daEscola de Enfermagem, bolsistas (acadêmicos de enfermagem) e os técnicos da equipe multiprofissional do AB doCSVC. Este programa de atenção à usuários acamados se insere no Programa de Atenção Domiciliar propostopelo Ministério da Saúde, que busca a construção de práticas para a promoção à saúde de usuários acamadoscom intensidade variável de cuidados e encaminhamentos.

O objetivo do programa de Atenção aos usuáriosacamados do AB do CSVC é prestar atendimento aos indivíduos portadores de deficiências ou de seqüelas demorbidades que se encontram na condição de dependentes e acamados através da realização de visitasdomiciliares (VDs) pelos técnicos em saúde da equipe multiprofissional do Ambulatório Básico e acadêmicos docurso de graduação em Enfermagem da UFRGS. Além disso, busca as alternativas de resolução dos problemasencontrados, através da verificação das necessidades biopsicossociais dos clientes.É nossa pretensão implementar efetivamente a atenção domiciliar no distrito Glória/Cruzeiro/Cristal,entendendo-a como parte das intervenções em saúde pública, dentro das políticas de inclusão associadas aosdemais programas de promoção à saúde individual e coletiva.

Conclusão

A saúde está presente todos os dias da nossa vida, e depende de vários fatores, tais como: o nível dedesenvolvimento do bairro, cidade, estado ou país, condições de moradia, de trabalho, a afetividade, a cultura, aespiritualidade, entre muitos outros.Percorrendo as diversas regiões do Brasil, podemos constatar que, cada vez mais, as escolaspromovem ações educativas em saúde. No entanto, as ações desenvolvidas historicamente têm se centrado emum olhar biomédico, ou seja, pensamos saúde com um enfoque na doença ou na sua prevenção.

Essa forma depensar a saúde tem sido insuficiente para fazer da escola um espaço que produz saúde. Mas, sabemos que apromoção da saúde é tarefa de diferentes setores da sociedade e, assim, muito mais pessoas poderão se envolvernas ações de educação em saúde, ajudando a despertar para a discussão acerca da qualidade de vida dascomunidades. A escola pode, então, mobilizar as mães e os pais dos alunos, além de outras pessoas dacomunidade, como técnicos, profissionais, empresários, artistas...

Participando das ações de saúde na escola, elasdescobrem que juntas são capazes de criar soluções e aos poucos melhorar a vida da sua comunidade. (BRASIL,2005).A escola é o melhor lugar para a propagação de eventos, debates, brincadeiras e todo o tipo deatividades que envolvam a saúde. Afinal, é no ambiente escolar que a mente se abre, que o conhecimento édescoberto, analisado, fixado e guardado para toda a vida.


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