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O Ecoparque
Porto Alegre é um projeto inédito no País destinado à geração
térmica de energia a partir do Biogás - um combustível gasoso
oriundo da decomposição da matéria orgânica do lixo urbano.
Este modelo
baseia-se em projetos de sucesso implementados na Espanha e a
idéia é que se realize em uma mesma estação o tratamento
apropriado para os resíduos, geração de energia (Biogás),
produção de composto orgânico para agricultura e geração de
trabalho e renda, destacando-se como um projeto sustentável. O
estudo foi realizado por um grupo de técnicos da Companhia de
Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE ), Eletrobrás e
Prefeitura Municipal de Porto Alegre através do Departamento
Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).
Finalizado o
estudo final em setembro de 2004, a próxima fase será o debate
público e captação dos recursos. De acordo com os técnicos
responsáveis, são necessários R$ 180 milhões de investimento. O
custo de tratamento dos resíduos por tonelada seria equivalente
ao que é gasto hoje para colocar o lixo nos aterros.
O destaque para
a questão ambiental é importante, pois em Porto Alegre, 1800
toneladas por mês entram no processo de reciclagem, gerando
receita e emprego. É o que pretende o Ecoparque apresentando a
análise de diferentes fatores: econômico, social e financeiro,
pois a planta proposta para a capital é semi-mecanizada, visando
a aproveitar mais mão-de-obra. Está previsto no estudo a criação
de até 1500 novas frentes de trabalho, fora as empregadas pela
construção civil.
Com a utilização
dos resíduos, a previsão é de gerar 5 Megawatts, energia
suficiente para abastecer uma cidade de pelo menos 20 mil
habitantes. Outra vantagem do projeto é que a massa orgânica que
sobra do processo vai para compostagem, se tornando outro
subproduto, o composto orgânico.
O projeto
apresentado para o então prefeito da capital, João Verle, não
chegou nem mesmo a ser debatido em audiência pública para
posterior captação de recursos. Em ano de eleição no município,
o modelo foi arquivado para ser novamente apresentado ao próximo
eleito. Em setembro de 2005, o atual prefeito José Fogaça
recebeu uma comissão de técnicos da CGTEE e determinou a criação
de um grupo de trabalho para análise dos dados do projeto. Desde
então, esse projeto importantíssimo não só ambientalmente, mas
na geração de empregos e desenvolvimento econômico, está parado
e a população nem mesmo tem conhecimento deste estudo.
Se o cronograma
proposto para a execução do projeto fosse cumprido, a planta já
estaria em funcionamento. |