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4Sob responsabilidade do Grupo
Interdisciplinar de Gestão Ambiental (GIGA) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Refúgio da Vida
Silvestre é um projeto que propõe a redução dos impactos
ambientais gerados pelo homem e a proteção da diversidade
biológica do Morro Santana, em Porto Alegre.
O Morro Santana
é um dos últimos remanescentes naturais da cidade. Possui
aproximadamente 1000 hectares; 60% desta área pertence à
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Inserido no bioma
Mata Atlântica, é um local com importantes registros de animais
em risco de extinção no Estado, apontados pelo Livro Vermelho da
fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul.
As Unidades de
Conservação (UC) são espaços territoriais e seus recursos
ambientais, com características naturais relevantes, legalmente
instituídos pelo poder público, com conservação e limites
definidos.
A idéia de
criação do Refúgio Morro Santana surgiu em 1989, quando, por
iniciativa do reitor da UFRGS Gehard Jacob e do vice-reitor
Tuiskon Dick, foi nomeado um grupo de professores para a
implantação de um Jardim Botânico e de uma Área de preservação
no Campus do Vale. Depois de uma década, houve o resgate deste
encaminhamento e outro grupo foi designado para coordenar a
instalação de um Órgão Auxiliar: a Reserva Biológica da UFRGS.
Em 2001, novos encaminhamentos propiciaram a criação de uma
Comissão ampla e representativa, constituída por representantes
dos professores, alunos e funcionários do Instituto de
Biociências, e denominada Comissão de Implantação da Unidade de
Conservação (UC) no Morro Santana.
A criação de uma
UC no Morro Santana, além de promover a manutenção dos
ecossistemas e a proteção da biodiversidade, contribuirá para a
educação superior e a produção de conhecimento filosófico,
científico, artístico e tecnológico, integradas no ensino, na
pesquisa e na extensão.
Nas áreas das Unidades de Conservação, a fauna e flora são
constantemente preservadas assim como todos os processos
ecológicos ali existentes, garantindo a biodiversidade local. A
criação do Refúgio de Vida Silvestre no Morro Santana
contribuirá para colocar Porto Alegre entre as capitais mais
preocupadas com as questões ambientais. A UC do Morro Santana –
UFRGS será a sexta de Porto Alegre. As outras são: o Jardim
Botânico de Porto Alegre, o Parque Estadual do Delta do Jacuí, a
Reserva Biológica do Lami José Lutzemberger - a primeira Reserva
Biológica Municipal do Brasil -, o Parque Municipal do Morro do
Osso, criado em 1994, e o Parque Natural Municipal Saint Hilaire,
inserido no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC),
em 2003.
Nas encostas sul
e sudeste do morro, com maior cobertura florestal remanescente,
encontram-se várias representantes da Mata Atlântica, como a
canela-preta (Ocotea catharinensis), espécie integrante da Lista
Oficial de Flora Ameaçada de Extinção do IBAMA. Além da
cobertura florestal, o morro Santana apresenta cerca de 200
hectares cobertos por vegetação campestre nativa representativa
da flora do Pampa. O total de aves ultrapassa 100 espécies;
cerca de 10% destas são migratórias, chegando ao morro na
primavera e permanecendo ali até o verão. O registro para os
mamíferos é de 14 espécies nativas até o momento, confirmando a
importância da área na conservação da natureza.< |