Revista OCA on-line # Dezembro de 2007
Refúgio da vida silvestre
Projeto da UFRGS busca a proteção da biodiversidade no Morro Santana
Aline Menezes de Freitas

4Sob responsabilidade do Grupo Interdisciplinar de Gestão Ambiental (GIGA) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Refúgio da Vida Silvestre é um projeto que propõe a redução dos impactos ambientais gerados pelo homem e a proteção da diversidade biológica do Morro Santana, em Porto Alegre.

O Morro Santana é um dos últimos remanescentes naturais da cidade. Possui aproximadamente 1000 hectares; 60% desta área pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Inserido no bioma Mata Atlântica, é um local com importantes registros de animais em risco de extinção no Estado, apontados pelo Livro Vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul.

As Unidades de Conservação (UC) são espaços territoriais e seus recursos ambientais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo poder público, com conservação e limites definidos.

A idéia de criação do Refúgio Morro Santana surgiu em 1989, quando, por iniciativa do reitor da UFRGS Gehard Jacob e do vice-reitor Tuiskon Dick, foi nomeado um grupo de professores para a implantação de um Jardim Botânico e de uma Área de preservação no Campus do Vale. Depois de uma década, houve o resgate deste encaminhamento e outro grupo foi designado para coordenar a instalação de um Órgão Auxiliar: a Reserva Biológica da UFRGS. Em 2001, novos encaminhamentos propiciaram a criação de uma Comissão ampla e representativa, constituída por representantes dos professores, alunos e funcionários do Instituto de Biociências, e denominada Comissão de Implantação da Unidade de Conservação (UC) no Morro Santana.

A criação de uma UC no Morro Santana, além de promover a manutenção dos ecossistemas e a proteção da biodiversidade, contribuirá para a educação superior e a produção de conhecimento filosófico, científico, artístico e tecnológico, integradas no ensino, na pesquisa e na extensão.
Nas áreas das Unidades de Conservação, a fauna e flora são constantemente preservadas assim como todos os processos ecológicos ali existentes, garantindo a biodiversidade local. A criação do Refúgio de Vida Silvestre no Morro Santana contribuirá para colocar Porto Alegre entre as capitais mais preocupadas com as questões ambientais. A UC do Morro Santana – UFRGS será a sexta de Porto Alegre. As outras são: o Jardim Botânico de Porto Alegre, o Parque Estadual do Delta do Jacuí, a Reserva Biológica do Lami José Lutzemberger - a primeira Reserva Biológica Municipal do Brasil -, o Parque Municipal do Morro do Osso, criado em 1994, e o Parque Natural Municipal Saint Hilaire, inserido no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), em 2003.

Nas encostas sul e sudeste do morro, com maior cobertura florestal remanescente, encontram-se várias representantes da Mata Atlântica, como a canela-preta (Ocotea catharinensis), espécie integrante da Lista Oficial de Flora Ameaçada de Extinção do IBAMA. Além da cobertura florestal, o morro Santana apresenta cerca de 200 hectares cobertos por vegetação campestre nativa representativa da flora do Pampa. O total de aves ultrapassa 100 espécies; cerca de 10% destas são migratórias, chegando ao morro na primavera e permanecendo ali até o verão. O registro para os mamíferos é de 14 espécies nativas até o momento, confirmando a importância da área na conservação da natureza.<

   Referências

­ www.ufrgs.br 
­ www.ambientebrasil.com.br

 


UNIVERDIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - FABICO
Projeto desenvolvido pelos alunos de Jornalismo Ambiental da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação

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