Fonte:
http://circuitointegrado.folha.blog.uol.com.br/arch2008-04-20_2008-04-26.html
Veja o blog de Steve Wozniak.
FOLHA – O que o sr. pensa sobre de sistemas de código aberto?
WOZNIAK – Acredito que as pessoas com os ideais mais elevados estão
interessadas em código aberto, e são essas pessoas que têm as maiores
motivações para colocar seus talentos tecnológicos para trabalhar em
benefício do mundo. Elas têm um impulso interno que diz: “Eu quero
tornar o mundo um lugar melhor, eu quero que as pessoas tenham mais”. E
elas são muito puras e muito distintas da ética comum nos negócios. É
algo mais como uma ética pessoal, em que você é bom para outras pessoas,
em vez de desejar uma situação em que você as controla e as trata como
quiser para conseguir dinheiro. Então, basicamente, são pessoas muito
puras que querem produzir algo melhor. Mas também não significa que elas
sejam contra fazer dinheiro.
FOLHA – Qual sua opinião sobre organizações sem fins lucrativos?
WOZNIAK – Eu tenho muito envolvimento com organizações sem fins
lucrativos. Eu nunca persegui apenas dinheiro, não criei a Apple para
isso. Doei o primeiro computador… Não queria o dinheiro, apesar de
tê-lo conseguido. Então basicamente eu coloquei a maior parte dele em
museus, pesquisas, escolas, esse tipo de coisa. Porque dessa maneira o
dinheiro é bem utilizado.
Defendo o consumidor, as pessoas comuns, a ajuda a pessoas que precisam.
Não defendo fazer tudo para duplicar meu dinheiro o tempo todo,
simplesmente não é assim.
FOLHA – Mas a maioria das pessoas parece ser assim.
WOZNIAK – É muito difícil, mesmo… Aliás, o projeto One Laptop per
Child (laptop.org), de Nicholas Negroponte, é uma boa iniciativa. E
precisa ser em código aberto. Você não pode dar tecnologia para pessoas
muito pobres e exigir que elas fiquem presas a uma determinada empresa.
Noticia muito boa!
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20071010.php
Editora Perseu Abramo libera 43 livros na rede
Editora Perseu Abramo libera 43 livros na rede, inclusive o livro “Software Livre: A Luta pela Liberdade do Conhecimento”, de Sergio Amadeu.
A Editora Perseu Abramo está dando um grande exemplo que deve ser divulgado e parabenizado. Recentemente liberou 43 obras para download na Internet. Algumas obras ainda estão em copyright, mas os autores permitem o seu uso justo, ou seja, garantem que você pode baixar seus
livros legalmente para uso individual. Outros livros, como Software Livre: a luta pela liberdade do conhecimento, estão em Creative Commons.
Esta iniciativa chama-se Biblioteca Digital e pode ser acessada no site
http://www2.fpa.org.br/o-que-fazemos/editora/livros/software-livre-luta-pela-liberdade-do-conhecimento .
Cópia local
A Editora promete soltar em breve outras publicações na rede. Vamos divulgar e apoiar mais esta grande ação na luta pela cultura livre.
Fonte:
http://samadeu.blogspot.com/2007/10/editora-perseu-abramo-libera-43-livros.html
Veja uma esclarecedora entrevista com Richard Stallman, o pai do
software livre.
Informações diponibilizadas na Wikipédia sobre Richard Stallman.
http://computerworld.uol.com.br/mercado/2007/09/11/idgnoticia.2007-08-23.1171671836/
Trechos:
(...)
O termo "fonte aberta" foi cunhado em 1998 por pessoas que não queriam
dizer "livre" ou "liberdade". Eles associaram o seu termo com uma
filosofia que cita apenas valores de conveniência prática. Os apoiadores
do código aberto (entre os quais eu não me conto) promovem um "modelo de
desenvolvimento" no qual os usuários participam do desenvolvimento,
afirmando que isto torna o software "melhor" e quando eles dizem
"melhor", querem dizê-lo apenas num sentido técnico.
Ao usar o termo deste modo, implicitamente dizem que só o que importa é
a conveniência prática - não a sua liberdade. Eu não digo que estejam
errados, mas eles perderam o foco. Se você negligencia os valores da
liberdade e da solidariedade social, e aprecia apenas o software
poderoso e confiável, está cometendo um erro.
(...)
A combinação GNU/Linux foi o primeiro sistema operacional livre que
podia ser rodado num PC. O sistema começou como GNU com a adição do
Linux. Por isso, por favor, não o chame de "Linux". Quando se faz isso,
não se dá nenhum crédito ao principal desenvolvedor. Por favor, chame-o
de "GNU/Linux" e nos dê igual menção.
(...)
Recebi um imeil indicando uma pagina que possui uma lista de
distribuicoes educacionais de software livre que disponibilizam live CDs.
http://www.livecdlist.com/?pick=All&sort=&showonly=education
A lista de todas as distribuicoes com live CDs em
http://www.livecdlist.com.
Claro, a listas estao incompletas...
http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/07/30/idgnoticia.2007-07-30.7721873956/
Brasil desenvolve YouTube acadêmico
Publicada em 30 de julho de 2007 às 09h07
São Paulo - Plataforma permite a distribuição gratuita de vídeos sobre
atividades de ensino no País.
Uma nova plataforma de gerenciamento e transmissão de vídeos,
desenvolvida pela equipe do Laboratório de Arquitetura e Redes de
Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
(USP), foi implantada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)
http://video.rnp.br.
continua ...
Vejam só que coisa...
A Microsoft ensinando aos usuários a retirar o Linux e a instalar o
Windows no computador.
How to Remove Linux and Install Windows on Your Computer
http://support.microsoft.com/default.aspx?scid=kb;en-us;247804
O governo federal, através do ITI, patrocina cursos gratuitos de software livre http://comunidade.cdtc.org.br.
Achei bem legal!
Cada curso tem duração de uma semana.
A oferta de cursos é variável. Alguns exemplos: Filosofia GNU, Alternativas ao Software Proprietário, BRoffice, Gimp, Inkscape, Mozilla Firefox, Mozilla Thunderbird, Audacity, Cinelerra, etc.
Faça suas escolhas e se inscreva também!
Fonte: http://www.bataclanfc.com.br
As músicas do CD "Assim Falou Bataclan", trabalho
independente do Grupo Cultural Bataclã FC, de Porto Alegre, podem ser
acessadas de forma livre e colaborativa. Isso foi possível através do
Creative Commons, um novo sistema, construído com a lei atual de
direitos autorais, que possibilita a você compartilhar suas criações com
outros e utilizar música, filmes, imagens, e textos online.
O Creative Commons define um espectro de possibilidades entre o direito
autoral total - todos os direitos reservados - e o domínio público -
nenhum direito reservado. As licenças ajudam você a manter seu direito
autoral ao mesmo tempo em que permitem certos usos de sua obra - um
direito autoral de "alguns direitos reservados".
Acesse a música da Bataclã FC
http://www.soundclick.com/bands/pagemusic.cfm?bandID=687253
Para saber mais sobre o Creative Commons, acesse
http://www.creativecommons.org.br/
[Entre outras, a banda Mombojó, da cidade de Recife, também oferece
músicas livres http://www.mombojo.com.br]
Vejam abaixo um pequeno texto, em linguagem acessível, que procura
esclarecer a diferença entre freeware e free software.
Modifiquei três ou quatro coisinhas na tentativa de melhorar a
compreensão e dar mais precisão ao texto.
Se desejarem, comparem com o original, que está em
http://sisnema.com.br/Materias/idmat014606.htm .
Há um texto do Rafael Evangelista em que ele tenta diferenciar software
livre (http://www.fsf.org) e open source (http://www.opensource.org), posicionando-se
favoravelmente ao software livre. Vejam em
http://www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20041129.php .
-.-.-.-.-.-
Diferenças entre softwares, freewares, sharewares e open source
O universo digital possui um vocabulário extenso e muito particular.
Milhões de termos em inglês circulam pelo mundo todo e dificilmente
ganham traduções para idiomas locais. Para os menos familiarizados
alguns destes termos não fazem sentido e, termos que se parecem
automaticamente adquirem sentidos similares. Na verdade este tipo de
interpretação é muito comum e em determinadas ocasiões induz ao erro e
dificulta o entendimento do usuário.
Saber o que nosso computador está nos dizendo facilita nosso trabalho e
compreensão. Pensando nisto, a SISNEMA dá início a uma série de matérias
que buscará esclarecer algumas dúvidas freqüentes. Aceitamos sugestões e
afins. Esperamos acima de tudo estar ajudando!
Os softwares
Traduzida literalmente a palavra software significa utensílio suave. Na
verdade existem dois tipos principais de software, os básicos e os
aplicativos. Os softwares básicos são aqueles responsáveis por controlar
o funcionamento do computador. Os aplicativos são genericamente
conhecidos como programas, e será a estes que daremos atenção nesta matéria.
Os softwares (ou aplicativos, ou programas) são instrumentos de
trabalho, como editores de texto, planilha e banco de dados. Nossos
velhos conhecidos Word, Excel, Power Point e etc. Normalmente
comercializados em lojas ou pela internet, estes programas são
evidentemente pagos e exigem que o usuário se licencie (no momento da
instalação), comprovando assim, que adquiriu o produto.
Estas regras de uso dos softwares são facilmente burláveis pelo mercado
pirata, que reproduz indevidamente estes programas e os comercializa por
preços infinitamente inferiores aos praticados pelo mercado formal.
Porém, se paga menos pela aquisição de um produto irregular, o que
caracteriza crime. Afora isto, não se pode exigir nenhum tipo de
garantia e o produto pode simplesmente ser um vírus com cara de Windows.
Os freewares
Freewares são softwares gratuitos, como já denuncia a tradução literal:
utensílios grátis. Estes programas estão disponíveis na Internet para
download gratuito, porém são protegidos por direitos autorais. Alguns
proprietários de freewares estipulam usuários que podem de fato ter
livre acesso ao produto, em contrapartida determinam também outros que
devem pagar uma taxa simbólica pelo uso do aplicativo.
Na maioria dos casos os freewares estão liberados para uso doméstico, de
instituições de ensino e de organizações não-governamentais. As
“restrições” mais comuns são feitas ao uso de freewares por grandes
empresas ou para fins comerciais. Estas “restrições” são na verdade
advertências: o autor do programa esclarece aos interessados, que
determinados usuários devem pagar uma taxa simbólica pelo uso do
programa e fornece um endereço para que se efetuem estes pagamentos.
Na prática estas restrições tornam-se impossíveis de serem praticadas. O
produto está disponível a todo o planeta (através da Internet),
portanto, a fiscalização de seu uso é de fato impossível. Neste caso os
autores contam com a boa vontade e colaboração daqueles usuários que
devem pagar uma taxa pelo uso do programa.
Os sharewares
Mais uma palavra derivada de software. Na verdade o termo shareware fica
um pouco desprovido de sentido quando traduzido literalmente para o
português: parte do utensílio. A palavra parte, porém, relaciona-se ao
modo de uso e comercialização deste tipo de programa.
Os sharewares estão disponíveis na Internet para download gratuito.
Pode-se baixar o programa completo (com todos seus aplicativos) e sem
custos de licenciamento. Porém, após um determinado período de tempo, a
licença de uso gratuito expira, e então se deve pagar para continuar
usando o produto.
Uma grande vantagem dos sharewares está em seu modo de comercialização:
possibilita que o usuário conheça o programa antes de efetivar a compra,
podendo inclusive não efetivá-la. Dias antes da licença de uso gratuito
expirar, o computador passa a abrir uma janela de advertência, que
oferece opções de compra ou desativamento do produto.
Open Source ou software livre
Open-source significa fonte aberta, e é exatamente disto que se trata
este tipo de software. Sabemos que um programa de computador tem sua
origem na montagem de um código fonte. No software comum (freeware,
shareware, etc.) este código fonte é uma espécie de segredo do(s)
criador(es) do programa. Os softwares livre ou open source se
caracterizam por publicar seus códigos fonte na internet e também
permitem que qualquer interessado altere suas configurações.
Este tipo de movimento teve início nos anos 80 e colaborou para a
viabilização de sistemas como o Linux. O fato de o código fonte destes
programas ser totalmente acessível possibilita o estudo e
aperfeiçoamento do softtware por pessoas de todo o mundo e a formação de
grandes redes de colaboração.
É claro que existem determinadas licenças (“leis”) que garantem ao autor
os direitos que lhe cabem e determinam também que as alterações feitas
no programa sejam igualmente disponibilizadas no modo open source. Estas
licenças possuem variações e em determinadas ocasiões restringem ou
ampliam o âmbito de atuação dos interessados.
Em breve a SISNEMA estará publicando outras matérias com este mesmo
intuito de esclarecer algumas particularidades do vocabulário de
informática. Nos colocamos à disposição (aceitamos sugestões) pelo
endereço eletrônico : fernanda em sisnema.com.br.
Publicação: 17/08/05
SISNEMA