sexta-feira, 25 de maio de 2012

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Sobre “A Guerra dos Navegadores”

Neste post considerei importante comentar sobre algumas personalidades que aparecem no documentário “A guerra dos navegadores”:

Tim Berners Lee

Tim Berners Lee

Tim Berners Lee, nascido em Londres em 8 de junho de 1955, é um engenheiro britânico e cientista da computação e professor do MIT, a quem é creditada a invenção do World Wide Web, fazendo a primeira proposta para sua criação em março de 1989. Em 25 de dezembro de 1990, com a ajuda de Robert Cailliau e um jovem estudante do CERN, implementou a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e o servidor através da internet.

Berners-Lee é o diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que supervisiona o desenvolvimento continuado da web. Também é o fundador da Fundação World Wide Web e é um pesquisador sênior e titular e fundador da cadeira de 3Com no Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT (CSAIL). É um diretor da The Web Science Research Initiative (WSRI) e um membro do conselho consultivo do Centro de Inteligência Coletiva do MIT. Em abril de 2009, foi eleito como membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, sediada em Washington, D.C. Em 2004, Timothy venceu o Millennium Technology Prize, o que lhe rendeu um milhão de euros.

Informações retiradas do site:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee

Mak Andreessen

Mak Andreessen

Mark Andreessen, nasceu em 9 de julho de 1971 em Cedar Falls, Iowa, nos Estados Unidos e criou-se em New Lisbon, em Wisconsin. É o presidente da Opsware, uma empresa de software. Ele é mais conhecido por ser o co-fundador da Netscape Communications Corporation e o co-autor do Mosaic, o primeiro navegador WWW gráfico.

Andreessen recebeu seu Bacharelado em ciência da computação da Universidade de Illinois. Ele fez estágio durante um verão na IBM, emAustin, no Texas. Ele também trabalhou no Centro Nacional para Aplicativos de Supercomputação, aonde ficou acostumado com oViolaWWW criado por Pei-Yuan Wei que era baseado nos padrões abertos da World Wide Web de Tim Berners-Lee. Estes navegadores antigos de Internet eram criados para funcionar apenas com as antigas e caras estações de trabalho em Unix. Então Andreessen e Eric Bina, trabalhador assalariado do local, trabalharam juntos para criar um navegador que fosse mais amigável, melhor e com gráficos que funcionasse em PCs. O código resultante tornou-se o navegador Mosaic. Andreessen era rápido em responder a todos os comentários e sugestões para o navegador que recebia dos usuários, o que aumentou sua acessibilidade e sua popularidade.

Após sua graduação da universidade em 1993, Andreessen mudou-se para a Califórnia para trabalhar na Terisa Systems, uma subsidiária da Enterprise Integration Technologies. Andreessen então conheceu Jim Clark, o fundador da Silicon Graphics. Clark estava infeliz com a diretoria superior da Silicon Graphics e estava procurando investir em outras oportunidades. Clark acreditou que o navegador Mosaic tinha grandes oportunidades comerciais e forneceu o investimento inicial. Logo a Mosaic Communications Corporation estava em funcionamento em Mountain View, Califórnia, com Andreessen apontado como vice-presidente. A Universidade de Illinois estava infeliz com o uso do nome Mosaic, então a Mosaic Communications mudou seu nome para Netscape Communications, e o seu navegador tornou-se o Netscape Navigator.

O alto valor das ações da Netscape em 1995 trouxe Andreessen à imaginação das pessoas. Colocado na capa da revista People e outras publicações, Andreessen tornou-se um ídolopara a nova geração de fanáticos por Internet que se repetiria sempre: jovem, vinte-e-poucos-anos, altamente tecnológica, ambiciosa e valendo milhões (ou bilhões) de dólares praticamente do dia para a noite.

O sucesso do Netscape chamou a atenção da Microsoft, que reconheceu o potencial da rede e queria se colocar na frente da crescente revolução da Internet. A Microsoft licenciou o código-fonte do Mosaic da Spyglass, Inc., da Universidade de Illinois, e tornou-se no Internet Explorer. A batalha resultante entre as duas empresas ficou conhecida como a guerra dos navegadores; a Microsoft eventualmente (e muitos acreditam que foi inevitavelmente) tornou-se a vencedora, e o Netscape foi comprado em 1999 pela AOL, que tornou Andreessen chefe de tecnologia da empresa.

Informações retiradas do site:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marc_Andreessen

James H. Clark

James H. Clark

James H. Clark, nascido em 23 mar 1944 em Plainview no Texas, sofreu uma infância difícil. Ele saiu da escola após ter sido suspenso, e passou quatro anos na Marinha. Clark começou a fazer cursos noturnos na Tulane University’s University College, onde, apesar de sua falta de um diploma do ensino médio, ele foi capaz de ganhar créditos suficientes para ser admitido na Universidade de New Orleans. Lá, Clark ganhou um diploma de licenciatura e de mestrado em física e em seguida, um PhD em ciência da computação da Universidade de Utah em 1974. Clark, em seguida, trabalhou na NYIT’s Computer Graphics Lab, serviu como um professor assistente na Universidade da Califórnia, Santa Cruz 1974-1978, e depois como professor associado de engenharia elétrica na Universidade de Stanford 1979-1982.

É um prolífico empresário e ex-cientista da computação. Fundou várias notáveis empresas de tecnologia do Vale do Silício, incluindo a Silicon Graphics, Inc., a Netscape Communications Corporation, myCFO e Healtheon. Seu trabalho de pesquisa em computação gráfica leva ao desenvolvimento de sistemas para processamento rápido de imagens de computador. Ele também é dedicado marinheiro e proprietário de vários veleiros high-tech que ele ajudou a projetar.

Informações retiradas do site:

http://en.wikipedia.org/wiki/James_H._Clark

Bill Gates

Bill Gates

Bill Gates, nasceu em Seattle em 28 de outubro de 1955, é um magnata, filantropo, autor e, em parceria com o sócio Paul Allen, fundador da Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo. É um dos pioneiros na revolução do Computador pessoal.

Gates nasceu em uma família de classe média de Seattle. Seu pai, William H. Gates, era advogado de grandes empresas, e sua mãe, Mary Maxwell Gates, foi professora da universidade de Washington e diretora de bancos. Bill Gates e as suas duas irmãs, Kristanne e Libby, frequentaram as melhores escolas particulares de Seattle, sua cidade natal, e Bill também participou doMovimento Escoteiro ainda quando jovem. Bill Gates, foi admitido na prestigiosa Universidade Harvard, (conseguindo 1590 SATs dos 1600 possíveis) mas abandonou o curso de Matemática e Direito no 3° ano, para dedicar-se à Microsoft.

Trabalhou na Taito com o desenvolvimento de software básico para máquinas de jogos eletrônicos (fliperamas) até seus 16 anos. Também trabalhou como pesquisador visitante na University of Massachusetts at Amherst, UMASS, Estados Unidos, quando com 17 anos, desenvolveu junto com Paul Allen um software para leitura de fitas magnéticas, com informações de tráfego de veículos, em um chip Intel 8008. Com esse produto, Gates e Allen criaram uma empresa, a Traf-o-Data, porém os clientes desistiram do negócio quando descobriram a idade dos donos.

Enquanto estudavam em Harvard, os jovens desenvolveram um interpretador da linguagem BASIC para um dos primeiros computadores pessoais a serem lançado nos Estados Unidos – o Altair 8800. Após um modesto sucesso na comercialização deste produto, Gates e Allen fundaram a Microsoft, uma das primeiras empresas no mundo focadas exclusivamente no mercado de programas para computadores pessoais ou PCs.

Gates adquiriu ao longo dos anos uma fama de visionário (apostou no mercado de software na época em que o hardware era considerado muito mais valioso) e de negociador agressivo, chegando muitas vezes a ser acusado por concorrentes da Microsoft de utilizar práticas comerciais desleais.

Informações retiradas do site:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates


A INTERNET

O texto abaixo foi retirado do seguinte site:

http://www.contactnews.com.br/dados_noticias_interna.php?view_noticia=504

INTERNET

DAS ORIGENS À REVOLUÇÃO – SAIBA COMO A INTERNET MUDOU O SEU MUNDO

03/09/2008

Série inédita do Discovery Channel relata o impacto da revolução digital e conta com depoimentos dos fundadores do eBay, Google, Yahoo, Amazon e Netscape, além de outros personagens importantes.

A internet surgiu há pouco menos de 20 anos, mas se integrou tão rapidamente à vida das pessoas que para a grande maioria é impossível imaginar como seria pesquisar, pagar contas, enviar mensagens ou trabalhar sem ter acesso ao mundo virtual. Para desvendar como uma tecnologia desenvolvida por um pequeno grupo de estudantes alcançou relevância mundial em tão pouco tempo, o Discovery Channel produziu uma série de conteúdo inédito. O primeiro episódio de A INTERNET (DOWNLOAD: THE TRUE STORY OF THE INTERNET), será exibido em 3 de setembro, com exclusividade, no site do Discovery Channel (www.discoverybrasil.com/internet). A partir de quinta-feira, 11 de setembro, às 23h, a série começa a ser exibida no canal Discovery e apresentará desde a criação do primeiro sistema de navegação, passando pela concorrência acirrada entre os mecanismos de busca e comércio eletrônico, até os bastidores das bilionárias disputas de poder na Web.

A série é apresentada por John Heilemann, correspondente especial da revista Wired, uma das mais respeitadas do universo pontocom, além de ser amigo da maioria dos personagens mais importantes do Vale do Silício que se envolveram e contribuíram para o enorme sucesso da internet: fundadores de companhias online bem-sucedidas, como a eBay, Yahoo, Amazon, Netscape, Google e muitas outras. As histórias de como homens e mulheres se transformaram de nerds obcecados por computadores em visionários do século 21, produzindo incontáveis bilhões nesse processo, servem de pano de fundo para revelar como foi o início e o desenvolvimento de uma das maiores revoluções tecnológicas da atualidade.

Como um bom romance, A INTERNET também mostra as políticas de punhaladas nas costas, as batalhas envolvendo grandes corporações e governo, os momentos de pura genialidade e outros simplesmente hilariantes.

A seguir descrição de cada um dos quarto episódios que compõem a série.

A Guerra dos Navegadores

Estréia: 11 de setembro, às 23h. Reprise: domingo, 14 de setembro, às 19h.

Esta é a história de uma batalha épica entre a mais forte corporação dos Estados Unidos e um pequeno grupo de nerds que criou uma tecnologia revolucionária. A disputa envolveria o governo dos Estados Unidos, criaria bilhões de dólares em riquezas e mudaria a vida de todos – trata-se da guerra dos navegadores. A janela para o mundo da rede é o navegador – o simples software que permite aos usuários navegar pelo ciberespaço. Para muitos, o Internet Explorer é a opção mais óbvia, mas nem sempre esse foi o único navegador disponível. Após Sir Tim Berners-Lee ter inventado a rede, em 1991, essa corrida começou a direcionar as suas idéias para algo que tivesse um apelo popular universal. Um grupo de estudantes da Universidade de Illinois criou um navegador simples, porém atraente, chamado Mosaic. Sua ascensão meteórica aliada a uma atitude arrogante despertou o gigante adormecido do Vale do Silício – a Microsoft – desencadeando uma reação tão rápida e brutal que faria com que o governo dos Estados Unidos tivesse que intervir. Com relatos das equipes criadoras do Netscape e do Internet Explorer, John Heleimann mostra como um grupo de garotos com uma grande idéia quase desbancou a maior empresa de software do mundo.

Para assistir ao episódio ‘A Guerra dos Navegadores’ acesse:

http://www.press.discovery.com/login.cfm?video=095b891b1ed96e08d4e5cbc9db492d484f77868e

A Pesquisa

Estréia: 18 de setembro, às 23h. Reprise: domingo, 21 de setembro, às 19h.

Quando Larry Page e Sergey Brin se voltaram para os problemas da utilização de mecanismos de buscas na internet, muitos não deram atenção. Afinal, o Yahoo havia aparentemente monopolizado o mercado com seu mecanismo de busca onipresente e parecia não existir a necessidade de mudar algo que funcionava bem. Mas os dois intelectuais estavam convencidos que tinham uma maneira melhor para que as pessoas encontrassem o que estavam procurando na então confusa internet. Isso marcou o nascimento do Google, que mudaria tudo. Ao invés de buscas, as pessoas faziam “Googles”. Mas até se transformarem na gigante atual, o desenvolvimento da empresa foi recheado de idéias brilhantes, de oportunidades perdidas e de uma maneira completamente nova de pensar os negócios.

Para assistir ao episódio ‘A Pesquisa’ acesse:

http://www.press.discovery.com/login.cfm?video=2c19a013d59cfe4a2c69ab968592e3c5319dbdd1

eBay e Amazon

Estréia: 25 de setembro, às 23h. Reprise: domingo, 28 de setembro, às 19h.

Amazon e eBay, os dois titãs do moderno comércio eletrônico, são bem-sucedidos e também muito diferentes. Neste episódio, seus fundadores, Jeff Bezos e Pierre Omidyar, contam a história de como seus negócios cresceram do nada para o domínio da economia global e mudaram profundamente o modo de vida das pessoas. Quando Jeff Bezos apareceu pela primeira vez com a idéia do Amazon, ninguém acreditava que ela tivesse futuro. Já Pierre Omidyar concebeu o eBay como um hobby que vale hoje 45 bilhões de dólares. Por meio desses e de outros personagens, reviva o crescimento estratosférico da internet e como o mundo passou do desconhecimento total da internet para a super valorização de ações de qualquer companhia pontocom, não importando quão medíocre fosse o seu plano comercial.

Para assistir ao episódio ‘eBay e Amazon’ acesse:

http://www.press.discovery.com/login.cfm?video=127d7d8796ff59ef1d6a50ba57a3a3c6ee0e5f5b

O Futuro Digital

Estréia: 2 de outubro, às 23h. Reprise: domingo, 5 de outubro, às 19h.

Tudo começou com o Napster, um meio para a troca de músicas concebido por um adolescente chamado Shawn Fanning, que foi considerado um marco controverso na história da internet. Para alguns, o Napster era um serviço que facilitava o roubo digital. Mas para outros, a maneira revolucionária de compartilhamento de dados do Napster celebrou a popularização do que os primeiros nerds já sabiam o tempo todo: a Web é o lugar perfeito para a colaboração e para formação de comunidades. Mas o sucesso do Napster também foi o motivo da sua queda. A maciça popularidade chamou a atenção do mundo corporativo, que viu as pessoas baixando músicas de graça e entrou com pesados processos contra o Napster e seus usuários. Mas graças a esse sistema os usuários estavam acostumados a colaborar, a comunicar e a compartilhar informações de graça por toda e rede. Embora o Napster tenha sido extinto rapidamente, as sementes haviam sido plantadas para uma nova revolução que iria finalmente liberar todo o potencial da Web, criando a Web 2.0. A partir do Digg, passando por Second Life e grandes sucessos como Wikipedia, Delicious e YouTube, John Heilemann mostra que são os usuários da Net que lhe conferem um grande poder – empresas que entendem e sabem tirar proveito disso têm sido os maiores vencedores da corrida pelo “ouro digital”.

Para assistir ao episódio ‘O Futuro Digital’ acesse:

http://www.press.discovery.com/login.cfm?video=5d5e787160f42b24afba19aaafb6c0f541a1d2d8

SERVIÇO – A INTERNET

Canal: Discovery Channel

Data: 11 de setembro, às 23h

Classificação indicativa: Livre


A Guerra dos Navegadores

Comentário sobre o vídeo “A guerra dos navegadores”, retirado do site http://www6.ufrgs.br/soft-livre-edu/blog/tv-discovery-exibe-versao-sobre-historia-da-internet/

Vídeo de 42 minutos “A guerra dos navegadores”, que está disponível na Internet. Tem aspectos importantes. Recomendo.

http://tinyurl.com/video-discovery-tv-navegadores

Embora esteja faltando abordar vários pontos igualmente importantes… Por exemplo, o fato da Microsoft ter alegado perante a Justiça dos EUA que o navegador Internet Explorer fazia parte – inseparável – do sistema operacional Windows, pois era o mesmo programa que o gerenciador de arquivos Windows Explorer. A Justiça dos EUA aceitou esse argumento, tanto quanto eu saiba. Faça um teste: acione o Windows Explorer e digite www.ufrgs.br na barra de endereços. Imediatamente ele se transforma no Internet Explorer. Mas a Justiça da União Européia acolheu uma ação antitruste contra a Microsoft porque o navegador Internet Explorer é entregue conjuntamente com o sistema operacional Windows.

http://idgnow.uol.com.br/mercado/2008/01/14/microsoft-enfrenta-duas-novas-investigacoes-antitruste-na-europa

Desde 2004 a Microsoft está sendo obrigada a vender na Europa uma versão do seu sistema operacional sem o tocador multimídia Windows Media Player.

http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2007/01/30/idgnoticia.2007-01-30.9142887025/IDGNoticia_view

O sítio internacional IDG NOW – que é amplamente financiado $$ pelos anúncios publicitários da Microsoft – publicou um pequeno histórico das ações judiciais sofridas pela Microsoft devido à conduta anticompetitiva.

http://idgnow.uol.com.br/mercado/2006/02/15/idgnoticia.2006-02-15.9675421793


The Code Linux

The Code Linux é um documentário sobre o Linux e seu criador Linus. Segue abaixo uma resenha do documentário, produzida por Thiago Luiz Torquato retirada do site http://br-linux.org/linux/filme-the-code-linux.

Filme: The Code Linux
Thiago Luiz Torquato

Uma das partes que eu achei mais interessantes foi a mais focada em acompanhar o desenvolvimento de Linus Torvalds. A transformação de um cara introvertido e reservado em um líder carismático. Linus nasceu em 28 de dezembro de 1969. Depoimentos dos pais de Linus mostram que o ambiente de incentivo ao uso de tecnologias foi fundamental na formação do Linus: tanto o pai quanto o filho eram vidrados em tecnologia, segundo conta a mãe. Naquele tempo, segundo o pai, era muito mais fácil entender a essência do funcionamento do computador, pois este se apresentava muito mais simples e transparente, sem as distrações dos sistemas modernos.

A diferença do projeto do Linux para o GNU era que o primeiro não pretendia ser algo grandioso, como era o caso do GNU. A idéia de Linus era auxiliar os estudantes que não tinham condições de adquirir um computador com UNIX, sistema criado em 1969 pela AT&T e Bell labs, e que era caríssimo na época.

Em 17 de setembro de 1991 Linus enviou para a rede a versão 0.01 do Linux, em uma época que a Microsoft dominava totalmente o mercado e Tim Berners Lee havia criado a World Wide Web. As reações a atitude de Linus começaram a aparecer em poucas horas.

Antes de disponibilizar o sistema Linux, Linus tinha duas opções: distribuir gratuitamente ou vendê-lo. Ele jamais teria se tornado tão importante se não optasse pela primeira alternativa. A verdade é que a princípio Linus não desejava distribuir o Linux gratuitamente. Ele estudou muito tempo para tomar essa decisão e decidiu usar a licença GPL, para licenciar o Linux, porque havia usado um compilador com essa licença para compilar o Linux.

A GPL foi criada em meados dos anos 80 pela Free Software Foundation. Este tipo de licença preza que se você alterar e melhorar um software sob ela, deve então disponibilizar o código e as melhorias gratuitamente para todos.

Uma curiosidade: o primeiro nome usado por Linus para o seu sistema foi Freax, para expressar uma idéia de livre, mas mais tarde ele preferiu usar o Linux, sendo o “x” uma referência ao UNIX, o sistema que ele se baseou para criar o Linux.

Na época do lançamento da versão 0.01 do Linux, a grande barreira a sua utilização era a velocidade de conexão das pessoas a internet, que era muito limitada. Ao mesmo tempo isso criou uma grande colaboração entre os entusiastas do sistema, pois foram criados depositórios dos arquivos em vários lugares do mundo para disponibilizar estes mesmos para o maior número de pessoas possível. Em 1994 foi lançada a versão 1.0 do Linux. Continua…

Para quem se interessou pelo filme, segue o site do documentário

http://www.code.linux.fi/


Revolution OS

Revolution OS é um documentário que conta sobre a filosofia do software livre. Como motivação para assistir a este interessante documentário, segue abaixo a resenha escrita por Rafael Evangelista.

Revolution OS
Documentário
Direção: J. T. S. Moore;
EUA – 2001

Por Rafael Evangelista
Sentir-se motivado a abandonar tudo o que já se sabe sobre como usar um computador (onde estão seus arquivos, como executar um programa, que aplicativo faz o quê, quais as teclas de atalho) e começar a aprender quase tudo de novo é algo raro. Mas pode se tornar menos difícil após assistir ao documentário Revolution OS. Em formato jornalístico, ele conta a fascinante história da filosofia do software livre e a explosão do Linux, ainda durante a bolha de investimentos da internet da década de 1990. Com depoimentos das maiores figuras do software livre e do open source tais como Richard Stallman, Linus Torvalds, Eric Raymond, Bruce Perens e outros, o filme convence a qualquer um a aventurar-se pelos sistemas operacionais livres, cuja filosofia de compartilhamento, liberdade e comunidade remonta a ideais que pareciam esquecidos após duas décadas de yuppies e neoliberais individualistas.

Mas nem tudo é tão fraterno e comunal no mundo do software livre. Revolution OS tem méritos também por mostrar as contradições da própria comunidade. Um sistema de produção de software em que um dos itens motivadores é o reconhecimento dos pares, é claro que só poderia ser entremeado de vaidades. Criado originalmente por Richard Stallman, a cabeça por trás do conceito de copyleft (a antítese do copyright), o termo software livre (do inglês free software) é renegado por aqueles que querem torná-lo mais palatável a gostos empresariais. Estes querem então substituí-lo por open source (fonte aberta, em português), para que os investidores percebam que podem ganhar dinheiro com ele já que o free de free software quer dizer liberdade e não grátis.

Stallman, com seu visual hippie e seu bom humor, é um capítulo à parte. Incansável, ele luta para manter a integridade de sua filosofia de liberdade e para que o gigantesco trabalho dos desenvolvedores GNU seja reconhecido. Insiste que o Linux é uma pequena parte (essencial, mas uma parte) que se acoplou com perfeição ao sistema operacional GNU, desenvolvido de modo colaborativo desde a década de 1980. Quer, com justiça, que o sistema seja chamado de GNU/Linux, pois foi usando as ferramentas já prontas e a filosofia de trabalho colaborativo que o Linux pôde ser desenvolvido. Linus, o finlandês que gerenciou o trabalho colaborativo em torno do Linux, reconhece: “Ele é o grande filósofo, eu sou o engenheiro”.

O conceito de software livre surge em 1984, quando Stallman funda a Free Software Foundation e postula as liberdades que são os pilares do movimento pelo conhecimento compartilhado: liberdade para qualquer uso, cópia, alteração e distribuição. Ele afirma que o software, desde os primeiros computadores, sempre foi livre. Os programadores na década de 1960 e 1970 desenvolviam tudo em um sistema colaborativo, trocando idéias e linhas de código assim como cozinheiros trocam suas melhores receitas. Foi na década de 1980 que se consolidou a opção de algumas empresas tornarem o conjunto de comandos padronizados enviados às máquinas, o software, também um produto, a ser vendido separado do hardware.

Mas a semente, a idéia da propriedade do software foi lançada por aquele que seria o homem que mais enriqueceu com a passagem dos códigos de computador de bem coletivo, compartilhado, a produto de direito de determinadas corporações: Bill Gates. O filme mostra uma carta dirigida há um clube de desenvolvedores, escrita por ele em 1976, logo após fundar a Microsoft, em que ele chama o compartilhamento de software de roubo e afirma que nenhum software de qualidade seria desenvolvido se os programadores não fossem bem pagos. Ao som de uma música que lembra os filmes de suspense a narradora lê o conteúdo da carta com uma agressividade crescente, dando um clima assustador a frases como: “Como a maioria de vocês já deve saber, grande parte de vocês rouba software. O hardware é algo a se comprar, mas o software é algo a se compartilhar. Quem se importa se aqueles que trabalharam nele são pagos? Isso é justo? O que vocês estão fazendo é impedir que bons softwares sejam escritos. Quem pode suportar um trabalho profissional que não é pago?”

Free Software Song
letra de Richard StallmanJoin us now and share the software;
You’ll be free, hackers, you’ll be free.
x2

Hoarders may get piles of money,
That is true, hackers, that is true.
But they cannot help their neighbors;
That’s not good, hackers, that’s not good.

When we have enough free software
At our call, hackers, at our call,
We’ll throw out those dirty licenses
Ever more, hackers, ever more.

Join us now and share the software;
You’ll be free, hackers, you’ll be free.

Na ocasião, em tom acusador e agressivo, Gates reclamava que o trabalho dele e de seus outros dois sócios não estava sendo remunerado adequadamente devido às cópias não autorizadas. Menos de 10% dos usuários do Altair BASIC, que fora desenvolvido por eles, haviam comprado o software e, se calculado o tempo gasto na produção do produto, a remuneração seria de menos de US$ 2 a hora.

Quase trinta anos depois, o vitorioso modelo proprietário de Gates enfrenta novamente o modelo cooperativo, concretizado na filosofia do software livre. Se os dois modelos irão coexistir ou se algum deles prevalecerá é algo que o futuro irá dizer. Enquanto isso, é impossível não se encantar com a letra de autoria de Richard Stallman cantada pela banda GNU/Stallmans no final do filme: “Junte-se a nós e compartilhe o software; vocês serão livres, hackers, vocês serão livres. Acumuladores podem ganhar pilhas de dinheiro; isso é verdade, hackes, isso é verdade. Mas eles não podem ajudar seus vizinhos; isso não é bom, hackers, isso não é bom”.

Baixe aqui a música cantada por Richard Stallman.

Baixe aqui o vídeo da banda GNU/Stallmans exibido em Revolution OS.

Segue  abaixo o site de onde foi retirada esta resenha e o site do documentário “Revolution OS”

http://www.comciencia.br/200406/resenhas/resenha1.htm

http://www.revolution-os.com/